Janelas da ANTT: Flixbus tem 1158 mercados antes sem atendimento e, Gontijo 3024. Sobre “monopolistas”, Águia Branca vai coincidir com rotas da Itapemirim
Publicado em: 27 de abril de 2026
Mesmo nem todos os mercados sendo completamente iguais, acabam coincidindo em áreas de atuação e travando a concorrência
ADAMO BAZANI
As chamadas “janelas da ANTT”, cuja relação foi oficializada pela agência na última sexta-feira, 24 de abril de 2026, traz algumas novidades e outras consolidações no mercado de ônibus rodoviários interestaduais.
O Diário do Transporte traz alguns destaques nesta segunda-feira (27).
No recorte de mercados, foram registradas 47.291 solicitações válidas. Desse total, 38.379 referem-se a mercados até então não atendidos e 8.912 a mercados operados por apenas uma empresa. Com isso, o total de mercados autorizados administrativamente deverá saltar de 33.961 para 72.340 — um crescimento de 113%.
Destes 38.379 mercados que antes não era atendidos por nenhuma viação, somente a Empresa Gontijo de Transportes, atualmente a maior companhia rodoviária de ônibus do Brasil individualmente, vai operar 3.024 deles: Abiara (BA) x Belo Horizonte (MG); Abreu e Lima (PE) x Rio de Janeiro (RJ); Acari (RN) x São Paulo (SP); Água Boa (MG) x Santo André (SP), estão entre os exemplos. Já em relação aos mercados monopolistas, que até então só tinham uma empresa, a Gontijo vai ficar com 352, como Alagoinhas (BA) x Cuiabá (MT) e Almenara (MG) x São Bernardo do Campo (SP).
E todos estes números se referem a status de contemplada 1 de cada mercado.
A Gontijo vai operar também como contemplada 2.
Uma das novidades é que a plataforma internacional Flixbus conseguiu autorizações para operar diretamente linhas de ônibus nestas janelas.
Foram 1158 mercados onde não havia oferta até então, que são chamados pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), de mercados desatendidos, tendo a Flixbus como contemplada 1.: Alagoinhas (BA) x Jaboatão dos Guararapes (PE); Balneário Camboriú (SC) x Umbaúba (SE); Bayeux (PB) x Santo André (SP); Camapuã (MS) x Cascavel (PR) estão entre os exemplos.
A plataforma também vai atender 72 mercados onde já há uma oferta, como Curitiba (PR) x São Vicente.
As janelas também mostram o acirramento concorrencial entre grupos rivais.
A Viação Águia Branca, do Espírito Santo, conseguiu alguns mercados bem semelhantes aos operados pela Viação Itapemirim, hoje sob arrendamento da Suzantur, empresa de ônibus urbanos do ABC Paulista. A Águia Branca briga na Justiça por ter validada decisão da justiça de São Paulo que transferiu o arrendamento para ela, mas foi bloqueada em recurso que vai ser julgado pela turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Mesmo nem todos os mercados sendo completamente iguais, acabam coincidindo em áreas de atuação e travando a concorrência.
São os casos de mercados como Cachoeiro do Itapemirim (ES) x João Monlevade (MG); Cachoeiro do Itapemirim (ES) x Manhumirim (MG).
Ao todo, a Águia Branca conseguiu 52 mercados que antes só tinham uma empresa (mercados monopolistas) e 1469 que antes eram desatendidos, com contemplada 1.
A Expresso União, do Grupo Comporte, de Constantino de Oliveira, que também tentou o arrendamento, também vai operar mercados que se assemelham aos da Itapemirim, como Cachoeiro do Itapemirim (ES) x Leopoldina (MG).
As chamadas ‘janelas de entrada’ são períodos predefinidos pela agência durante os quais empresas de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros podem apresentar requerimentos para obter novas autorizações de linhas ou para a ampliação de serviços já existentes. Fora dessas janelas, o sistema regulatório é, em regra, fechado para novos pedidos.
A reportagem completa do editor e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, sobre as janelas, você confere neste link:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



E até engraçado as empresa como águia branca e grupo comporte quer o quer mercado mais não atende suficiente as suas próprias linhas águia branca mesmo não tem profissional suficiente para suprir suas próprias linhas motivo ninguém quer trabalhar nela da mesma o grupo comporte eles quer abraçar o mundo todo e na cuidar do seu próprio inbico.
O nome da empresa é “Grupo Comporte do Constantino de Oliveira ” ? Nome estranho !
Depois de tanto tempo a Antt conseguiu publicar. Aguardar a publicação dos novos tar’s para poder usufruir dos serviços.
Ainda temos muito que avançar, acho que foi o primeiro passo.
Esses ônibus da contijo que faz a linha de são Paulo pra Bahia é uma vergonhas .por ser uma viagem longa os ônibus deveria ser mais confortável e não caindo os pedaços .só viajo nessa empresa “contijo” porque não tem outra empresa concorrente.