HISTÓRIA COM VÍDEO: COMONOR, uma iniciativa pioneira para organizar os transportes por ônibus completa 51 anos
Publicado em: 26 de abril de 2026
Criado pela CET – Companhia de Engenharia de Tráfego e pela CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos, sistema de distribuição de paradas conseguiu dar maior fluidez aos coletivos na capital paulista
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
Nesta semana, a CET – Companhia Engenharia de Tráfego, da cidade de São Paulo, em suas redes sociais, relembrou um fato marcante na história da mobilidade da maior cidade da América Latina: o programa COMONOR – Comboio de Ônibus Ordenados.
O sistema foi criado em parceria entre a gestora de trânsito e CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos, antiga operadora pública de parte da frota de ônibus e gestora de toda a rede municipal, sendo sucedida pela SPTrans – São Paulo Transporte.
O especialista em transportes, Sergio Ejzemberg, lembra ao Diário do Transporte, de um dos nomes por trás da criação desta forma de atendimento aos passageiros: o engenheiro Pedro Álvaro Szasz.
Foi uma solução considerada na época adequada (e até hoje aplicada em parte dos eixos de alta demanda da cidade, como a Avenida Celso Garcia), que consistia na distribuição de paradas e conseguiu dar maior fluidez aos coletivos.
Na época, na implantação, como pode ocorrer com toda a mudança, causou estranheza e gerou reclamações entre passageiros, mas depois, os usuários se adaptaram.
A frota de ônibus crescia, assim como a demanda e o trânsito na cidade.
Os coletivos faziam grandes filas nas paradas e os embarques e desembarques eram verdadeiros tumultos.
Segundo estudo da CET e da CMTC, na época, somente parando nestas filas, sem contar com outras interferências no trânsito, os ônibus poderiam atrasar de 10 minutos a 15 minutos por viagem.
O primeiro eixo em que o COMONOR foi em 1975, na Avenida Nove de Julho.
As linhas de ônibus foram divididas em três blocos, identificados com as letras A,B e C, que alternavam as paradas ao longo da avenida.
Cada parada, para cada bloco, poderia receber de dois a três ônibus por vez.
Além de aumentar a agilidade dos coletivos, ao reduzir o tamanho das paradas e distribuir as linhas, também os impactos na fluidez do trânsito de outros veículos foram minimizados.
Em seguida, em 1976, o programa foi implantado em outros eixos, como das avenidas Rangel Pestana e Celso Garcia.
Na descrição da publicação de memória, a CET diz que a solução foi pioneira, na época.
A CET sempre participou do planejamento de ações que privilegiassem o transporte coletivo. Implantado pela CET, o programa COMONOR – Comboio de Ônibus Ordenados – foi uma solução pioneira em que as paradas eram organizadas de forma a distribuir os ônibus ao longo dos corredores, visando agilizar o embarque, e assim, reduzir o tempo de parada.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Colaborou Arthur Ferrari



Sim, lembro-me bem desse modelo!
Não havia como se confundir, pois a letra da respectiva seção de parada era bem visível tanto nos ônibus (adesivada no bara-brisas) quanto na respectiva seção da parada.
E melhor: As seções de parada ficavam próximas uma da outra, mas sem atrapalhar a fluidez dos ônibus.
Na época da CMTC como gestora, mesmo havendo menos tecnologias, existiam bem mais ideias funcionais do que hoje.
Desmantelou-se a CMTC com todo o seu parque técnico e conhecimento, e no seu lugar deixou-se uma SP-Trans acanhada de conhecimento técnico e esvaziada de autoridade. Para a alegria dos empresários de ônibus e seus compadres políticos.
Arthur, bom dia! Talvez tenha faltado na tua oportuna matéria citar os que inventaram o COMONOR: o eng. Pedro Zazs, o eng. Mario Garcia e o arq. Flamínio Fishmann. Por que isso seria importante? Porque foi deles a primeira ideia de construir os corredores exclusivos para ônibus, que tanta fama deram a Curitiba e Bogotá. Infelizmente, essas cidades se esqueceram disso … Abçs.
Na Celso Garcia não funciona mais essa operação. Desde de que a prefeitura acabou com o corredor de ônibus no sentido centro que todas as paradas, em ambos os sentidos, foram unificadas. A exceção é um trecho da Rangel Pestana, no Brás, na qual ainda funciona dessa forma, mas apenas no sentido bairro.
Desde de que o corredor de ônibus foi desfeito que o tempo de viagem só aumenta, especialmente no sentido bairro.