Marcas chinesas de veículos elétricos devem desaparecer por situação que caminha para o “insustentável”, diz presidente da BYD
Publicado em: 22 de abril de 2026
De acordo Wang Chuanfu, momento é de “fase de eliminação”. Empresa deve demitir mais de 100 mil pessoas em todo o mundo, mas não por “encolhimento”, mas para se reestruturar
ADAMO BAZANI
Excesso de marcas de carros, ônibus e caminhões; reação de fabricantes europeias e norte-americanas e marcas sul-americanas em expansão na mobilidade menos dependente de derivados de petróleo. A tão potente indústria chinesa de veículos elétricos entra em um momento crítico e inicia uma “fase de eliminação”. Diversas fabricantes chinesas vão desaparecer e, com elas, centenas de milhares de empregos. E isso não será nos próximos anos ou décadas. É questão de meses.
A constatação poderia ser suspeita e até soar como uma anti-propaganda chinesa se viesse de uma Mercedes-Benz, Eletra, Volkswagen, General Motors, Ford, Toyota, Volvo ou Tesla.
Veio justamente do presidente e CEO de uma das maiores marcas chinesas de veículos elétricos do mundo: Wang Chuanfu, fundador da gigante BYD.
De acordo com agências internacionais, o presidente da BYD disse que a concorrência entre as próprias marcas chinesas e o crescimento da indústria automotiva em outros continentes na eletromobilidade são fatores que já têm reduzido drasticamente a lucratividade das fabricantes da China.
O executivo disse que para muitas destas marcas chinesas, a situação caminha para o “insustentável” e que a fase agora é de “eliminação”.
De acordo com as agências, como a Xataka, um dos maiores portais de tecnologia e gadgets do mundo, Terra, “Automotive News China” e MotorPassion, a BYD é um exemplo claro de que somente as grandes devem sobreviver, mas precisam se reestruturar.
A gigante chinesa teve em 2025, uma explosão de vendas, um recorde, com 4,6 milhões de veículos comercializados em todo o mundo e passou a Tesla.
Porém, mesmo com isso, o lucro líquido da empresa caiu 19% no ano de 2025 em comparação com 2024.
Ou seja, a indústria chinesa de carros, caminhões e ônibus elétricos está vendendo muito, mas barato.
Estes possíveis fechamentos de marcas chinesas levantam dois alertas no mundo: a queda do nível de salários na indústria da eletromobilidade e o risco de não haver assistência técnica suficiente no pós-venda destes veículos, tanto de uso comercial, como caminhões e ônibus, como o transporte individual, no caso dos carros.
Ainda de acordo com o CEO, segundo a reprodução destas agências internacionais, a BYD deve cortar nos próximos meses 100 mil postos de trabalho em todo o Planeta.
Não significa que a empresa vai retroceder, mas mudar de estratégia e focar mais em aumento de produtividade, rentabilidade e em tecnologias mais novas para as linhas de montagem. Tanto é que deve manter os mais de 120 mil postos de engenheiros.
Baterias menores e com maior autonomia, como as do tipo “Blade”, que passam a ser aplicadas inclusive nos ônibus elétricos montados no Brasil, está entre as apostas da BYD. Condução autônoma também é outra meta da BYD para o mundo, além da indústria metroferroviária. O Brasil, com a linha 17-Ouro de monotrilho, da zona Sul da cidade de São Paulo, foi a estreia fora da China da BYD no mundo das ferrovias.
Alerta semelhante já foi dado em 2025, no Salão de Munique, pela vice-presidente executiva da BYD, Stella Li.
“O mercado vai ter de eliminar muitos (fabricantes). Mesmo 20 produtores de automóveis já é demais”, disse, ainda segundo a imprensa internacional.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Com a crise na China dos elétricos faz todo sentido.
O tempo irá revelar a verdade, já ouve muitos comentários em toda vida, uns da certo outros o vento levou. odimar.gessulli@gmail.com
A verdade vos libertará
Daqui a pouco aparece Eletrazete dizendo que a byd vai falir.
Parece mais uma estratégia do que verdade isso aí. Todas as notícias devem ser analisadas de forma macro, geoconomica, de forma sensata, não com alarde. Isso soa muito isso, uma tentativa de jogar potenciais concorrentes para fora do mercado.
Acredito ser um erro. Como vai precisar de manutenção, a alternativa seria em vez de “eliminar” os postos, garantir um aperfeiçoamento no que tange a manutenção destes carros (e até dos concorrentes)… Não é barato manutenção, então proporcionalmente às vendas, vai precisar de manutenção em breve
Pode é adamo eles acham que vendem barato mas aqui no Brasil é pra lá de caro e agora esse ceo tem que parar pra pensar que se tá difícil agora vai piorar pous desempregado não compra carro e máquina automatizada também não compra carro!essa é a famosa lei do retorno ou ironia cruel!
Qual a atitute que BYD vai tomar para quem adquiriu o seu carro hibrido no Brasil? Em 6 meses você perde o seu “ carro” e quem paga o prejuizo?
Você que paga! Automóvel por si só não é algo que valoriza com o tempo, pelo contrário, sempre desvaloriza.
Ninguém comprou obrigado ou com garantia disso ou daquilo não…
Infelizmente é aceitar que pode não ter sido a escolha mais acertiva.
Aprender, evoluir e fazer melhor sempre.
De fato existe na China uma grande profusão de marcas, acima da normalidade até mesmo para um mercado com as dimensões do chinês.
A conferir como é que isso se desenlaçará…
Como sempre alerto (e não só para encarnar nos eletro-enzos) quem faz negócio com chinês, só tem uma garantia: a que vai levar ferro!
Se fosse assim nenhum vendia,a Transwolff tem vários byd rodando há anos.
Não chora não Gado diesel daqui alguns anos busão a diesel já era aqui e vsf seu fdp.
Esqueceu de citar a Mercedes com uma penca de o500uda e ua que pegaram fogo em São Paulo fora os uda da Metrópole que vivem quebrando
Da China somente as comidas(China in box e lig lig)
O resto é fria fria