Greve no transporte coletivo de Divinópolis (MG) prejudica milhares de passageiros nesta sexta-feira (17)
Publicado em: 17 de abril de 2026
Reivindicações de trabalhadores incluem aumento salarial, benefícios e mudanças na carga horária
ARTHUR FERRARI
O transporte coletivo de Divinópolis (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte, não funciona nesta nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, durante greve de trabalhadores do sistema. O movimento envolve cerca de 280 profissionais vinculados ao Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Divinópolis, após a ausência de acordo nas negociações trabalhistas com o consórcio responsável pela operação.
Entre as demandas apresentadas pela categoria está a elevação do piso salarial para R$ 4 mil. Atualmente, o vencimento gira em torno de R$ 3 mil. Também fazem parte da pauta o reajuste do vale-alimentação, que passaria de R$ 700 para R$ 1 mil, a manutenção do plano de saúde e a diminuição da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas.
Os trabalhadores também solicitam a incorporação de R$ 450 ao salário fixo, valor atualmente pago de forma separada pela atividade de cobrança de passagens. Outro ponto defendido pelos motoristas é a implementação de uma campanha voltada à valorização profissional.
Segundo o sindicato, não houve apresentação formal de proposta por parte das empresas operadoras, o que levou à deflagração da greve.
Com a interrupção parcial do serviço, a prefeitura adotou medidas emergenciais para reduzir os impactos na mobilidade urbana. Um decreto municipal autorizou a circulação de vans credenciadas para atender a população, com prioridade para itinerários que atendem hospitais e unidades de saúde.
Além disso, o Executivo municipal encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei em regime de urgência para permitir soluções temporárias enquanto as negociações entre trabalhadores e empresas são retomadas.
A paralisação atinge usuários em diferentes regiões da cidade e, até o momento, não há definição sobre quando o serviço será normalizado.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

