Mercedes-Benz vê incertezas para os transportes em 2026

Eleições e guerra no Oriente Médio, além de restrições ao crédito, são os principais pontos de atenção

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

A polarização das Eleições Federais e Estaduais, a Guerra no Oriente Médio e a restrição ao crédito, com taxas elevadas de juros, estão entre os principais fatores que geram as maiores incertezas para o ano de 2026 no segmento de transportes.

A avaliação é do vice-presidente de vendas e mercado de ônibus da Mercedes-Benz , Walter Barbosa, em evento na planta de São Bernardo do Campo, em evento com a participação do criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026.

Somente no primeiro trimestre, de acordo com Barbosa, com base em dados da Anfavea, o segmento de ônibus urbanos caiu 23,5% e o de rodoviários 29,5%.

“Pode haver recuperação? Pode. Mas não é certeza, não dá para prever nada. A guerra é incerta, as eleições não nos passam nenhuma margem de previsibilidade e as instituições financeiras, cautelosas, neste momento, aumentam os custos de crédito. Os cenários realmente são difíceis de ser desenhados” – disse.

Os elevados custos do óleo diesel por causa da guerra, que já acumulam alta de 25%, estão entre as maiores dores do mercado em especial de ônibus, segundo Barbosa.

Isso porque, na visão do executivo, não haverá como repassar tudo às futuras recomposições tarifárias e em subsídios.

O evento também traz uma demonstração de ônibus rodoviários com uma viagem de São Bernardo do Campo a Santos.

O Diário do Transporte acompanha.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Arthur Ferrari

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Comentários

Comentários

  1. Santiago disse:

    A guerra no Irã afeta o mundo inteiro, e não apenas a nós.
    O nosso principal modal de transporte coletivo é de longe o ônibus, tanto urbano quanto interurbano. Portanto demanda e novas encomendas é o que não nos faltam.
    A nossa taxa de juros é realmente pornográfica e deveria ser menor, porém ela pega pra todos os nossos setores econômicos.

    Desafios e incertezas existem, mas eles já são velhos conhecidos e fazem parte do nosso dia-a-dia, exigindo uma permanente atualização e ampliação de produtos e serviços oferecidos.
    Não concordo com esse excesso de “incerteza” do sr Walter Barbosa.

  2. Rodrigo Zika! disse:

    Como sempre carga tributaria do governo e o povo paga a conta, até porque nenhuma empresa paga Altos impostos sem repassar para a população em todos os setores e taxas.

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