São Paulo (SP) adotará sistema de transporte VLE, segundo prefeito Ricardo Nunes
Publicado em: 13 de abril de 2026
Modal possui tecnologia similar ao BUD (Bonde Urbano Digital) de Curitiba (PR), que utiliza marcações eletrônicas para traçar “trilhos digitais”
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Durante coletiva na manhã desta segunda-feira, 13 de abril de 2026, o prefeito Ricardo Nunes informou que a capital paulista adotará um novo sistema VLE. Trata-se de um veículo que utiliza marcações eletrônicas para traçar “trilhos digitais”, por onde percorrerá os trajetos definidos.
O modal deverá substituir o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que havia sido anunciado pela prefeitura para o Centro da cidade de São Paulo.
De acordo com Nunes, a implementação do VLE deverá custar cerca de R$ 2 bilhões e 100 milhões.
Antes de uma readequação, pré-estudos haviam apontado que o modal poderia chegar a R$ 4 bilhões e 100 milhões.
“A gente encaminhou essa semana ao Tribunal de Contas do município o documento que dá o processo inicial com relação a implementação do VLE. A gente tinha o pré-estudo de R$ 4 bilhões e 100 milhões, nós readequamos e agora caiu para R$ 2 bilhões e 100 milhões. Por que? Tem uma questão técnica nesse processo, iria fazer sobre trilhos, mas trilhos tem que ter no máximo 9 graus em todas as pistas, a gente tem locais com 7 graus, então ficava muito arriscado você colocar trilhos. Então vamos partir do VLE sobre rodas que é igual está sendo feito em vários locais, minha equipe foi visitar na China, no Japão, tem um processo experimental em Curitiba. Então, objetivamente, nós vamos fazer”, disse o prefeito.
Ainda segundo Nunes, o VLE será interligado aos sistemas BRT Radial Leste, a Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo na região da Penha e as demais estações metroviárias localizadas no Centro do município.
“Semana passada veio o comunicado do Tribunal de Contas que trata-se de uma Parceria Público Privada, nós vamos pegar a concessionária que opera naquele território e vamos acrescentar anos da concessão para que ele faça parte do investimento. Parte do investimento vai ser da prefeitura, parte do investimento da concessionária, e com certeza vai ser um grande projeto que vai, inclusive, fazer com que o projeto do Tarcísio, de levar o centro administrativo do Governo do Estado para o Centro, vai passar o VLE, a gente vai ter a nossa central de monitoramento de inteligência, inclusive, de segurança. Estado e prefeitura no prédio do correio e vai passar ali o VLE, e vai integrar com o que estamos fazendo, por exemplo, o BRT Radial Leste está em obra, que conecta com a Linha 2 do Metrô na Penha, que conecta com as estações do metrô na região Central, então vai ter uma malha que vai totalmente se interligar da região Central partindo para todas as regiões da cidade”, conclui.
A cidade de Curitiba (PR) já conta com um sistema similar denominado BUD (Bonde Urbano Digital), que utiliza do mesmo princípio em relação a tecnologia implementada.
Relembre:
Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte


Que estultice!
Isso aí não passa de um ônibus disfarçado de bonde, mais caro e com a mesma capacidade de um ônibus super articulado.
Vindo de Ricardo Nunes, não me surpreende…
Que vergonha pra SP! Esse ônibus com saia JAMAIS será capaz de revitalizar o centro carcomido de São Paulo!
A mesma decisão burra de converter a Linha 18-Bronze em corredor de ônibus, se repete na prefeitura de SP com o prefeito Ricardo Nunes. Péssima ideia, e diz muito sobre o descaso de Ricardo Nunes com uma cidade séria como SP.
Que ele seja cobrado pela promessa de campanha ser totalmente DESCARACTERIZADA.