EXCLUSIVO: Incentivo a indústria de trens no Brasil também pode abrir as portas para ampliar produção de ônibus elétricos por outras marcas
Publicado em: 7 de abril de 2026
Em apresentação das instalações da chinesa CRRC, em, Araraquara (SP), Alckmin disse que fabricantes receberão financiamentos e apoios em terrenos e desapropriações
ADAMO BAZANI
A abertura das portas do Brasil para a indústria internacional de trens e de implementos metroferroviários também pode ampliar a produção de outros veículos e equipamentos voltados ao transporte público, como ônibus elétricos.
A avaliação é de técnicos do próprio Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O intuito não é viabilizar importações ou montagens de veículos, que viriam para cá no formato de CKD, mas exigir produção local com níveis mínimos de peças nacionais, permitindo apenas a importação de itens que ainda não possuem fabricação em série no Brasil.
Em 25 de março de 2026, como mostrou o Diário do Transporte, durante a apresentação das instalações da chinesa CRRC, em Araraquara (SP), o vice-presidente e até então titular da pasta, Geraldo Alckmin, disse que fabricantes receberão financiamentos por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), além de apoios para aquisição de terrenos, contato com custeio até mesmo das desapropriações.
Relembre:
A CRRC é sócia do Grupo Comporte, gigante em ônibus, da família do fundador da GOL Linhas Aéreas na TIC Trens, concessionária do TIC (Trem Intercidades), entre a capital paulista e Campinas, no interior de São Paulo, e para renovação da frota da linha 7-Rubi, de trens metropolitanos.
Inicialmente, na planta de Araraquara (SP), que funcionará onde estava instalada a fábrica de carros da Hyundai, serão produzidos os trens para esta concessão.
Relembre:
A parceria entre o Grupo Comporte e a chinesa CRRC também viabilizou a compra de 90 ônibus elétricos pela Viação Piracicabana, companhia do conglomerado brasileiro, para o sistema de transportes do Distrito Federal, como mostrou o Diário do Transporte. Os veículos chegam ao DF em maio.
Relembre:
DIVERSAS MARCAS:
Além da própria CRRC, outras gigantes que atuam nas produções metroferroviárias também fazem ônibus elétricos e a hidrogênio.
A própria Hyundai, com o braço ferroviário Rotem, possui unidade dedicada a ônibus elétricos.
A Mitsubishi Electric BV fabrica trens, composições de metrô e pela Mitsubishi Fuso Truck and Bus Corporation, da Daimler Truck, que, por sua vez, controla A Mercedes-Benz também tem forte atuação em ônibus elétricos.
A fabricante espanhola de trens CAF é proprietária da Solaris, com tecnologia de ônibus elétricos.
Não significa necessariamente que estas marcas se interessarão por plantas no Brasil, mas o Governo Federal sinalizou a disposição de, caso haja interesse, juntamente com o negócio metroferroviário, também incentivar o desenvolvimento local de ônibus elétricos a bateria e a hidrogênio.
O BNDES disponibilizou linhas de financiamentos que já somaram R$ 6,6 bilhões para ônibus elétricos e projeta mais ampliações de frotas. Várias licitações locais já pedem coletivos menos poluentes.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Tá uma salada de empresas difícil de entender,tive que colocar na IA.
Li que a byd na Bahia, trouxe chineses para sua planta, e que não contratou funcionários. Dizem que ia mesmos não saem para comprar nada. Se isso ocorrer em Araraquara, não adianta burra adianta muita coisa.
A Agrale é uma empresa brasileira focada em tecnologia e que produz ônibus elétrico, híbrido e gnv na Argentina e não está dentro desse pacote de programa de incentivo? Tem um erro aí !!!
Pois é. Mais um daqueles “misterios brasileiros” em que, mesmo com um mercado continental como o nosso, as portas são mais abertas para alguns do que para outros.
E assim, pra garantir a sua sobrevivência, a brasileira Agrale precisou conquistar mercado na vizinha Argentina. Aonde os concorrentes são os mesmos daqui, mas as portas de lá são abertas tanto para alguns como para outros…
Tínhamos a Mafersa, empresa brasileira que deixaram FALIR. Hoje ficamos reféns nas mãos de chineses
Que os projetos se tornem realidade é urgente que o. Modal ferroviário se tornem relevante para transporte de cargas e pessoas
O Brasil precisa de investimentos que compartilhem tecnologia e só a China se comprometeu a fazer isso. As empresas estrangeiras tradicionais, se depender delas, vendem seus produtos prontos. Quantas décadas o Brasil tem parceria com empresas americanas e europeia e nenhuma delas se propõe a ajudar o Brasil desenvolver sua própria tecnologia? Essa é a questão. Ajudaram a Ásia desenvolver suas tecnológicas próprias e nunca abriram as portas para os aliados latinos.
Não adianta terem mil marcas e não vender.