Viação São José, Expresso São Francisco e Linave Transportes assumem linhas no lugar da Master, que sofre intervenção no Detro do Rio de Janeiro

Mudanças no transporte intermunicipal ocorrem a partir deste sábado (28)

ADAMO BAZANI

O Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro/RJ) determinou intervenção total de um ano na empresa Master Transportes.

A companhia de ônibus perdeu o direito de operar as linhas intermunicipais que, a partir deste sábado, 28 de março de 2026, passam a ser atendidas pela Viação São José, Expresso São Francisco e Linave Transportes, inclusive em regime compartilhado em algumas ligações.

  • Linhas 134I e 137I: operação compartilhada entre Linave Transportes e Viação São José
    • Linha 138I: operação compartilhada entre Expresso São Francisco e Viação São José
    • Linha 131I e demais ligações: sob responsabilidade da Viação São José.

A intervenção terá duração de até 365 dias ou até a conclusão de novo processo licitatório, o que ocorrer primeiro.

Tarifas e itinerários não mudam. O Detro/RJ determinou ainda a utilização pelas empresas que assumiram as linhas provisoriamente de ônibus com ar-condicionado.

Os horários também serão mantidos, mas poderão ocorrer alguns ajustes operacionais. O passageiro deve estar atento.

Segundo o departamento estadual, por meio de nota, em 2025 foram intensificados os trabalhos de fiscalização sobre a companhia que detectaram irregularidades. A companhia não corrigiu as falhas de forma satisfatória, ainda de acordo com o comunicado.

A decisão do Detro/RJ consolida um processo de fiscalização que se intensificou ao longo de 2025 e culminou em sucessivas medidas administrativas contra a Master Transportes.

De acordo com a portaria, a empresa não possuía frota adequada para a operação, descumpria exigências regulatórias previstas no sistema de transporte intermunicipal e apresentava falhas graves na prestação do serviço, como falta de veículos, atrasos e descumprimento de horários.

Além disso, os coletivos operavam em condições inadequadas, sem cumprir as vistorias obrigatórias anuais junto ao Detran e ao próprio Detro. O acúmulo de multas e a ausência de regularização impediram a empresa de manter sua frota apta à circulação.

As reclamações de usuários, registradas na Ouvidoria do órgão e em canais oficiais, também foram determinantes para a medida. Passageiros relataram recorrentes problemas na operação, incluindo superlotação, intervalos irregulares e má conservação dos veículos.

Mesmo após notificações, autuações e prazos concedidos para adequação — incluindo uma intervenção parcial em fevereiro de 2026, que já havia retirado da empresa algumas linhas — a Master não conseguiu se reestruturar. A empresa também está em processo de recuperação judicial.

Diante desse cenário, o Detro concluiu que a concessionária não tinha mais condições de garantir um serviço adequado, considerado essencial, optando pela intervenção total como forma de proteger os usuários e restabelecer a normalidade da operação.

Segundo o presidente do Detro/RJ, Raphael Salgado, a intervenção é uma medida extrema e o departamento tenta antes evitar, determinado a solução dos problemas pelas empresas.

“A intervenção é uma medida extrema, mas necessária diante da incapacidade da empresa de prestar um serviço adequado. Nosso compromisso é com o passageiro, assegurando regularidade, segurança e qualidade no transporte intermunicipal. Essa decisão também serve de alerta para todo o sistema: empresas que não mantiverem condições adequadas de frota e cumprimento de horários poderão sofrer as mesmas sanções. O Detro atua para defender o cidadão fluminense”

O diretor técnico-operacional do Detro/RJ, Danilo Menezes., afirmou que técnicos acompanham o início dos trabalhos pela Viação São José, Expresso São Francisco e Linave Transportes no lugar da Master Transportes.

“Estamos acompanhando de perto essa transição para garantir que a operação comece de forma organizada e sem prejuízo ao passageiro. As equipes técnicas do Detro estarão nas ruas para orientar as empresas e ajustar o serviço sempre que necessário” – disse, por meio da mesma nota

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

 

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Comentários

Comentários

  1. António Carlos disse:

    Bom dia ficou muito melhor a master só tem carro velhos sem ar . Condo sai do ponto o carro da defeitos então deixa como está bom .

  2. igor leonardo disse:

    A linha 136 da flores caxias x Nova Iguaçu ( via vilar dos Teles), precisa urgente ser fiscalizada, pouco ônibus na linha, de manhã demora tanto que vem lotado e passageiros precisa pegar Uber. Já teve cado de pessoa perder o emprego por chegar atrasado. Cadê a fiscalização?

  3. Luis Silva disse:

    Em Jacarepaguá na zona sudoeste da capital fluminense existem tres empresas do mesmo grupo , a Redentor ,futuro e Transportes Barra as quais prestam um serviço bem ruim , co onibus bem velhos e em mal estado de conservação aliado a falta de educação dos seus funcionários.
    Deveria o Grupo Redentor entregar ou a prefeitura caçar a sua concessão

  4. Marcos disse:

    Graças a Deus, agora uma empresa desente , faz juízo ao valor ,aqueles lixos sem ar todo ruim , quando tinha ar molhava dentro

  5. Marcos disse:

    Bom dia , graças a Deus , já era hr , passagem cara e os carros lixos , uma fiscal que era mal educada , td sexta os ônibus parecia que sumia , nunca tinha ,nem ônibus de ar tinha quando tinha ,pingava abessa e o valor caro , o chão dava pra Ver o asfalto agora sim .

  6. JULIO CEZAR DE LIMA GALLO disse:

    Deveriam fazer o mesmo na empresa NILOPOLITANA, só carros quebrados, caindo aos pedaços e sem ar condicionado, vou reclamar no Dentro.

  7. JADE PHILIPPE SILVA disse:

    Vamos extender a fiscalização para as linhas da Nilopolitana, principalmente Queimados x Caxias, só carro velho, alguns sem ar e sem horários.

  8. Fabio Ferreira De Carvalho disse:

    131 caxias via light x nova Iguaçu poderia botar mais carros na linha porque demora continuar.
    Só mudo a empresa .

  9. Gilvanio Gomes disse:

    Precisa ocorrer com a TREL e UNIÃO. Passageiros sofrem diariamente com horários irregular, sem ar condicionado e má condições operacionais de prestação de serviço.

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