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Além do monitoramento: a ascensão da observabilidade e como a Riocard Mais criou um diferencial estratégico

Observabilidade de processos conecta infraestrutura, aplicação e impacto no usuário — e posiciona a Riocard Mais como referência em inteligência operacional no transporte urbano

Quando você recarrega seu cartão de transporte e ele não valida na catraca, a frustração é imediata. Esse tipo de situação mostra como problemas técnicos podem afetar diretamente a vida dos passageiros. É aí que entra a observabilidade. Uma prática que ajuda empresas a entender não só o que deu errado, mas também o impacto real desse erro no cotidiano dos usuários.

A observabilidade é a medida de quão bem o estado interno de um sistema pode ser inferido a partir do conhecimento de suas saídas externas. Em TI, isso significa que um sistema é observável se você puder explicar qualquer comportamento anômalo sem a necessidade de enviar novo código para produção para coletar mais dados.

Um erro comum é confinar a observabilidade apenas à infraestrutura. A Observabilidade de Processos estende esses conceitos para a camada de negócio. Isso envolve monitorar KPIs em tempo real. Se um banco de dados apresenta lentidão, a observabilidade deve indicar não apenas a latência, mas quantos pedidos deixaram de ser concluídos por causa disso.

A camada de negócio: o diferencial estratégico

A observabilidade atinge seu ápice quando conecta o bit ao bolso.

  1. Infraestrutura: O pod do Kubernetes está consumindo muita memória.
  2. Aplicação: A latência da API de recarga subiu para 5 segundos.
  3. Negócio: 15% dos usuários não conseguiram validar suas cargas nos últimos 10 minutos.

A Riocard Mais, responsável por milhões de transações de transporte no Rio de Janeiro, é um caso emblemático. Ao adotar a stack completa do Grafana, a empresa passou a monitorar não apenas logs e métricas técnicas, mas também indicadores de negócio em tempo real. São mais de 25 mil itens acompanhados, incluindo gratuidades e cartões como Vale-Transporte e Expresso.

“Migrar do monitoramento reativo para a observabilidade proativa não é apenas uma mudança de ferramenta, mas uma mudança cultural, como explica Renata Faria, Diretora-Executiva de Tecnologia da Riocard. “Em sistemas onde a única constante é a mudança, obter respostas claras é o que diferencia empresas resilientes de empresas vulneráveis.”

Adotar a observabilidade é obter vantagem competitiva e impactar o mercado. Empresas que conseguem traduzir problemas técnicos em impacto financeiro e experiência do cliente têm mais chances de se destacar. No fim das contas, observabilidade é sobre transformar complexidade em clareza. E quem souber usar essa clareza como estratégia, estará um passo à frente.

Sobre a empresa

A Mais Mobi é uma empresa brasileira de tecnologia e soluções para mobilidade urbana. Atua em projetos de bilhetagem eletrônica, como o Riocard Mais, Partiu, em Nova Friburgo, Cartão Macaé, além de soluções em pagamento aberto e digitalização do transporte público. Com DNA inovador e foco na experiência do cliente, a empresa entrega plataformas completas, flexíveis e integradas que melhoram a eficiência do transporte coletivo e a qualidade da experiência do usuário. Desde 2026 faz parte da Prodata Mobility Brasil, empresa líder no segmento de bilhetagem eletrônica no país, cuja atuação se estende a 300 cidades, das quais 12 capitais e realiza 150 milhões de transações por mês.

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