Portugal avança para bilhetagem nacional integrada; Porto e Lisboa trabalham para unificar sistemas

Foto : ao centro o presidente do Conselho de Administração dos Transportes Metropolitanos do Porto, Nuno Neves de Sousa

Presidente do Conselho de Administração dos Transportes Metropolitanos do Porto afirma que objetivo é permitir que passageiros utilizem o mesmo bilhete em qualquer cidade do país

ALEXANDRE PELEGI

O Diário do Transporte, que faz a cobertura direta do primeiro dia do Transport Ticketing Global 2026, realizado nesta terça-feira (17) em Londres, conversou com o presidente do Conselho de Administração dos Transportes Metropolitanos do Porto, Nuno Neves de Sousa, sobre os avanços da bilhetagem integrada em Portugal.

Durante a entrevista, o dirigente explicou que os sistemas de transporte das regiões metropolitanas de Lisboa e do Porto são complementares e caminham para um processo de integração ainda maior.

Segundo ele, está em andamento um projeto nacional para que a bilhetagem seja unificada em todo o país.

“Neste momento está um projeto a decorrer a nível nacional para que a bilhética seja única em todo o país. Tanto o Porto como Lisboa estão a trabalhar no sentido de uniformizar a bilhética, o sistema de pagamento e o tarifário. A ideia é que qualquer português, em qualquer ponto do país, possa viajar com o mesmo bilhete, sabendo previamente quanto vai pagar pela viagem”, afirmou.

Cartões intermodais já funcionam nas duas regiões

Atualmente, cada área metropolitana portuguesa já conta com seu próprio sistema de integração tarifária.

No Porto, o cartão intermodal Andante permite utilizar diferentes modos de transporte na região. Já em Lisboa, o sistema equivalente é o cartão Navegante.

De acordo com Nuno Neves de Sousa, no Porto o sistema cobre 17 municípios, atendendo cerca de dois milhões de pessoas, o que representa aproximadamente 20% da população portuguesa.

“No Porto é possível viajar com um único título em todos os meios de transporte: rodoviário, ferroviário, metro, teleférico, funiculares e outros modos.”

Financiamento combina tarifas e recursos públicos

Sobre o financiamento do sistema, o dirigente explicou que a operação não é sustentada apenas pelas autoridades metropolitanas.

Os recursos vêm da venda de bilhetes e passes, complementados por fundos do governo português e da União Europeia.

Segundo ele, essas políticas públicas buscam estimular o uso do transporte coletivo e acelerar a descarbonização das cidades.

“Há uma compensação tarifária para que as pessoas consigam usar o transporte a um preço mais reduzido. Existem planos financiados pelo Estado e pela União Europeia para que as cidades caminhem para um processo de descarbonização mais acelerado.”

Atualmente, o passe mensal na área metropolitana do Porto custa 40 euros, valor que permite viagens ilimitadas em todos os meios de transporte da região. Em Lisboa, o preço do passe metropolitano é o mesmo.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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