Governo do Rio de Janeiro assina com Nova Via Mobilidade dando início a período de transição para saída da SuperVia

Trem da Fertagus, uma das principais operações na Europa do Grupo Barraquero

Contrato teve assinatura nesta quinta-feira (12) e período de mudança será de 90 dias

ADAMO BAZANI

O Governo do Rio de Janeiro assinou nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, o contrato com o Consórcio Nova Via Mobilidade que vai operar os trens metropolitanos no lugar da SuperVia.

A partir de agora é iniciado um período de 90 dias para a transição.

Como mostrou o Diário do Transporte, o consórcio é liderado pelo Grupo Barraquero, com origem em Portugal, e vai ficar cinco anos à frente das operações nos trens do Rio de Janeiro, com possibilidade de prorrogação por mais cinco anos.  Há outros sócios no Consórcio Nova Via Mobilidade.

O Grupo Barraqueiro é considerado um dos maiores operadores privados de transportes rodoviários e ferroviários de passageiros e de cargas, com mais de nove mil funcionários e uma frota superior a quatro mil veículos, incluindo ônibus e sistemas metroferroviários, pela Fertagus. Entre as operações está o Metro Sul do Tejo. Ao todo, na Europa, são cerca de 30 empresas do Grupo.

Já a SuperVia possui a GUMI – Guarana Urban Mobility Incorporated como principal acionista desde meados de 2019, subsidiária controlada pela trading japonesa Mitsui. Como mostrou o Diário do Transporte, a SuperVia comunicou em 07 de junho de 2021, que havia entrado com pedido de recuperação judicial. A empresa possuía, na ocasião, dívidas de R$ 1,2 bilhão. Em 26 de novembro de 2024, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a SuperVia assinaram um acordo que permitiu a transferência de concessão. – Mais abaixo veja todo o histórico.

Pelas regras do contrato, são mantidos como responsabilidade do Estado, os investimentos de pouco mais de R$ 600 milhões na malha ferroviária metropolitana.

O leilão ocorreu em 10 de fevereiro de 2026, na 6ª Vara Empresarial do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). O Consórcio Nova Via Mobilidade foi o único a participar.

O principal critério foi o maior desconto sobre a tarifa de remuneração de R$ 17,60 por carro/quilômetro, conforme o edital. O desconto foi só de 0,06%.

No dia 26 de fevereiro de 2026, a Justiça homologou o resultado da licitação, dando andamento no processo para assinatura.

Esta remuneração passa a ser por serviço prestado (quilômetro rodado, frota e fator de utilização). Atualmente, o modelo é por passageiro transportado.

O contrato é de, aproximadamente, R$ 660 milhões. A malha atende a cerca de 270 mil passageiros por dia em 12 municípios do Rio de Janeiro: Rio de Janeiro (Capital): estações centrais, zona norte e zona oeste (como Deodoro, Bangu, Santa Cruz, Madureira), Duque de Caxias: Ramal Saracuruna, Nova Iguaçu: Ramais Japeri e Deodoro, Japeri: Ramal Japeri,Belford Roxo: Ramal Belford Roxo, Queimados: Ramal Japeri, Paracambi: Ramal Japeri, Nilópolis: Ramal Deodoro/Japeri, Mesquita: Ramal Deodoro/Japeri, São João de Meriti: Ramal Belford Roxo, Magé: Ramal Vila Inhomirim (extensão da linha Saracuruna), Guapimirim: Ramal Guapimirim (extensão da linha Saracuruna). A rede é dividida em 5 principais ramais (Santa Cruz, Deodoro, Japeri, Belford Roxo, Saracuruna) e ramais de extensão.

Por meio de nota, o Governo do Rio de Janeiro informou que os investimentos críticos previstos pelo Estado, a partir do aporte de R$ 652 milhões ao longo dos cinco anos, estão a substituição de postes, trilhos e dormentes, revitalização de transformadores e modernização da rede aérea. Esses investimentos serão acompanhados por auditoria independente.

Até a data de assinatura do contrato com o Consórcio Nova Via Mobilidade, como parte do acordo para a saída da SuperVia, o Governo do Estado afirmou que desce início do processo de mudança na gestão do sistema, foram investidos mais de R$ 160 milhões em melhorias — que resultaram na redução de intervalos e do tempo de viagens, beneficiando mais de 300 mil passageiros que utilizam os trens diariamente.

HISTÓRICO:

Como mostrou o Diário do Transporte, em 26 de novembro de 2024, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a SuperVia assinaram um acordo que permitiu a transferência de concessão das linhas de trens metropolitanos para uma nova empresa.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2024/11/26/governo-do-rio-de-janeiro-e-supervia-assinam-acordo-que-vai-permitir-transferencia-de-concessao-para-nova-empresa/

A medida foi o primeiro passo oficial para a saída definitiva da atual concessionária, em recuperação judicial e se que queixava de desequilíbrio econômico e até ingressou na Justiça pedindo indenizações que somam R$ 1,2 bilhão, como noticiado em 14 de maio de 2024, o Diário do Transporte.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2024/05/14/supervia-entra-na-justica-e-pede-indenizacao-de-r-12-bilhao-contra-o-governo-do-rio-de-janeiro/

Pelo acordo, a SuperVia continua operando até o fim da transição.

No dia 16 de dezembro de 2025, o governador Cláudio Castro informou que o leilão para escolher uma nova operadora foi marcado para 27 de janeiro de 2026.

De acordo com a modelagem desenvolvida, a previsão de autorização por cinco anos, prazo que poder ser estendido por igual período.

Ainda segundo o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a remuneração da nova empresa foi contemplada ser por quilômetro rodado e não mais pela quantidade de passageiros.

Em nota, a gestão estadual trouxe um balanço de investimentos públicos na transição.

Ao longo do período de transição, o Governo do Estado investiu R$ 160 milhões na melhoria do sistema ferroviário, a partir do acordo da PGE (Procuradoria Geral do Estado). O objetivo foi manter os serviços e garantir que a mudança ocorra com tranquilidade e sem prejuízo para os usuários.

 Um dos principais investimentos feitos foi a substituição de 40 km de cabos de cobre por alumínio, diminuindo a atratividade pelo material e, consequentemente, os casos de furto. No primeiro semestre de 2025, foram registradas 225 ocorrências, contra 450 no mesmo período do ano passado. Além de reduzir o número de ocorrências em 50%, a iniciativa também melhora a confiabilidade na operação dos trens, aprimorando a performance da rede aérea e da sinalização.

 Houve ainda a reintegração ao sistema de cinco trens que estavam afastados para manutenção após ocorrências, incluindo vandalismo. Nas composições, foram implementadas medidas com tecnologia antivandalismo, a partir da troca de mais de 7.000 visores de porta, 2.600 assentos e 35 para-brisas dos trens. De janeiro a julho deste ano, o número de janelas danificadas caiu de 369 para apenas 30. 

O investimento também resultou em outras mudanças perceptíveis para os passageiros, começando pela redução dos intervalos e do tempo de deslocamento entre os terminais nos ramais Japeri, Saracuruna e Santa Cruz, somando 25 minutos a menos de viagem para a população. Na linha férrea, 402 toneladas de trilhos, 44.808 dormentes, 210 vigas de pontes e 275 mil acessórios de fixação estão sendo substituídos.

A reportagem do Diário do Transporte noticiou que a SuperVia comunicou em 07 de junho de 2021, que entrou com pedido de recuperação judicial.

A empresa que possui a GUMI – Guarana Urban Mobility Incorporated como principal acionista desde meados de 2019, subsidiária controlada pela trading japonesa Mitsui, em mensagem assinada pelo presidente Antonio Carlos Sanches ressaltou os impactos econômicos da pandemia, na ocasião.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/06/07/com-dividas-que-somam-r-12-bilhao-supervia-entra-com-pedido-de-recuperacao-judicial/

A empresa possuía, na ocasião, dívidas de R$ 1,2 bilhão.

Os principais credores são o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que corresponde a cerca de 70% e a Light, que tem 13% do total devido pela SuperVia.

Outra parte da dívida se refere a títulos de empréstimos relacionados a infraestrutura.

O leilão de concessão por cinco anos renováveis por outros cinco ocorreu em 10 de fevereiro de 2026, na 6ª Vara Empresarial do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). O Consórcio Nova Via Mobilidade foi o único a participar.

O principal critério foi o maior desconto sobre a tarifa de remuneração de R$ 17,60 por carro/quilômetro, conforme o edital. O desconto foi só de 0,06%.

No dia 26 de fevereiro de 2026, a Justiça homologou o resultado da licitação, dando andamento no processo para assinatura.

Em 12 de março de 2026, o Governo do Estado do Rio de Janeiro assinou o contrato com o Consórcio Nova Via Mobilidade para operar os trens metropolitanos no lugar da SuperVia.

Foi assim iniciado um período de 90 dias para a transição.

Como mostrou o Diário do Transporte, o consórcio é liderado pelo Grupo Barraquero, com origem em Portugal, em vai ficar cinco anos à frente das operações nos trens do Rio de Janeiro, com possibilidade de prorrogação por mais cinco anos.  Há outros sócios no Consórcio Nova Via Mobilidade.

O Grupo Barraqueiro é considerado um dos maiores operadores privados de transportes rodoviários e ferroviários de passageiros e de cargas, com mais de nove mil funcionários e uma frota superior a quatro mil veículos, incluindo ônibus e sistemas metroferroviários, pela Fertagus. Entre as operações está o Metro Sul do Tejo. Ao todo, na Europa, são cerca de 30 empresas do Grupo.

Já a SuperVia possui a GUMI – Guarana Urban Mobility Incorporated como principal acionista desde meados de 2019, subsidiária controlada pela trading japonesa Mitsui.

Por meio de nota, o Governo do Rio de Janeiro informou que os investimentos críticos previstos pelo Estado, a partir do aporte de R$ 652 milhões ao longo dos cinco anos, estão a substituição de postes, trilhos e dormentes, revitalização de transformadores e modernização da rede aérea. Esses investimentos serão acompanhados por auditoria independente.

Até a data de assinatura do contrato com o Consórcio Nova Via Mobilidade, como parte do acordo para a saída da SuperVia, o Governo do Estado afirmou que desce início do processo de mudança na gestão do sistema, foram investidos mais de R$ 160 milhões em melhorias — que resultaram na redução de intervalos e do tempo de viagens, beneficiando mais de 300 mil passageiros que utilizam os trens diariamente.

A malha atende a cerca de 270 mil passageiros por dia em 12 municípios do Rio de Janeiro: Rio de Janeiro (Capital): estações centrais, zona norte e zona oeste (como Deodoro, Bangu, Santa Cruz, Madureira), Duque de Caxias: Ramal Saracuruna, Nova Iguaçu: Ramais Japeri e Deodoro, Japeri: Ramal Japeri,Belford Roxo: Ramal Belford Roxo, Queimados: Ramal Japeri, Paracambi: Ramal Japeri, Nilópolis: Ramal Deodoro/Japeri, Mesquita: Ramal Deodoro/Japeri, São João de Meriti: Ramal Belford Roxo, Magé: Ramal Vila Inhomirim (extensão da linha Saracuruna), Guapimirim: Ramal Guapimirim (extensão da linha Saracuruna). A rede é dividida em 5 principais ramais (Santa Cruz, Deodoro, Japeri, Belford Roxo, Saracuruna) e ramais de extensão.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading