Metrópole Paulista começa a receber lote de 13 ônibus elétricos Mercedes-Benz noticiado pelo Diário do Transporte. Primeiros superarticulados Eletra entraram em operação
Publicado em: 7 de março de 2026
Veículos são para operações na zona Leste e novidades devem ser apresentadas em evento agendado para quarta-feira (11)
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
A Viação Metrópole Paulista, que opera na zona Leste da cidade de São Paulo, começou a receber o lote de 13 ônibus 100% elétricos com baterias da com tecnologia Mercedes-Benz, modelo eO500 U.
O ônibus elétrico puro da marca, denominado e-O500 U, já tem cerca de 300 unidades em circulação e 600 considerando também as negociadas e vendidas para diferentes empresas.
Relembre a entrevista: https://diariodotransporte.com.br/2025/12/22/entrevista-gerente-da-mercedes-benz-fala-sobre-lideranca-do-e-o500-u-do-descompasso-em-sao-paulo-e-da-fake-news-das-marcas-chinesas/
A primeira unidade deste lote de 13 veículos da Metrópole Paulista já está em uma das garagens da companhia.
Com carroceria Caio modelo e-Millennium, cada ônibus é do tipo padron para 13,2 metros de comprimento e segue as configurações determinadas pela SPTrans (São Paulo Transporte), com piso baixo e rampa para acessibilidade, ar-condicionado com saídas de controle individual pelos passageiros, wi-fi, tomadas USB para recarga de celulares e vidros colados com tratamento contra raios ultravioleta. A capacidade é para cerca de 80 pessoas entre sentadas e em pé.
A Metrópole Paulista já possui o modelo na frota. Esta mais recente compra foi noticiada em primeira-mão pelo Diário do Transporte que, na ocasião, também revelou que a companhia adquiriu 27 unidades de um modelo inédito na cidade de São Paulo: um superarticulado de 21,5 metros de comprimento com tecnologia 100% brasileira da marca Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), capacidade para 146 passageiros cada um, sendo 50 sentados, 94 em pé e duas cadeiras de rodas ou espaços para cão-guia.
Relembre:
Os primeiros ônibus Eletra superarticulados começaram a operar na cidade de São Paulo nesta semana.

Inicialmente previstos para a linha 3459/10, que faz o trajeto entre o Itaim Paulista, na zona Leste da cidade de São Paulo, e o Terminal Parque Dom Pedro II, na região central, após determinação da gerenciadora dos transportes da cidade (SPTrans – São Paulo Transporte), as três primeiras unidades destes modelos maiores foram para a linhas 2678-10 (Oliveirinha – Terminal Parque Dom Pedro II).
Somente na cidade de São Paulo, há ao menos 408 ônibus elétricos em circulação com tecnologia Eletra.
Mas, de acordo com a presidente da empresa, Milena Romano, esse número vai ultrapassar mil. Isso porque já há cerca de outras 600 unidades encomendadas para o sistema paulistano.
Relembre:
Nesta semana também, a Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos, entidade que reúne concessionárias e representantes, mostrou que os ônibus elétricos de fabricação 100% nacional com tecnologia da Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), e carrocerias Caio, de Botucatu (SP), ampliaram a liderança no mercado de veículos de transportes coletivos não poluentes.
De acordo com a federação, em janeiro e fevereiro de 2026, foram emplacados 91 ônibus elétricos no Brasil.
Deste total, ainda segundo a Fenabrave, 52 unidades, ou 57,14%, foram os veículos Eletra/Caio.
Somente no mês de fevereiro de 2026, foram 83 ônibus elétricos de diversas marcas emplacados no Brasil. Deste total, 50 são Eletra/Caio, o que representa 60,24% de todo o mercado.
No acumulado do ano, entre todas as marcas, o mercado de elétricos retraiu 31,58% em comparação com o primeiro bimestre de 2025, quando foram emplacados 133 coletivos não poluentes.
Mas, fevereiro de 2026 registou alta de 418,75% em comparação com as 16 unidades de fevereiro de 2025. Já em relação aos oito ônibus elétricos emplacados em janeiro de 2026, a alta de fevereiro, de acordo com a Fenabrave foi de 937,5%.
Relembre:
Na próxima quarta-feira, 11 de março de 2026, está prevista a apresentação de 100 ônibus elétricos em evento da prefeitura em frente ao Pacaembu, na zona Oeste da cidade.
O Diário do Transporte mostrou em primeira-mão logo depois que a oficialização da data foi publicada em 03 de março de 2026.
Relembre:
Os veículos vão se somar aos 1.189 contabilizados oficialmente pela gestão municipal, considerando 189 trólebus (ônibus elétricos conectados à rede de fiação aérea).
A capital paulista possui a maior frota de ônibus elétricos do Brasil, reunindo mais de 80% deste tipo de veículo em todo o território nacional. Mesmo assim, está com as metas de troca de coletivos atrasadas. Com a nova entrega, em março de 2026, serão 1.289 elétricos e a meta era de ter em circulação 2,6 mil coletivos eletrificados em dezembro de 2024. A prefeitura atribui este atraso principalmente a falta de infraestrutura para dar conta da tensão de energia na rede da ENEL.
Desde 17 de outubro de 2022, as viações estão proibidas de comprar ônibus a diesel. Como a elétrica não avança no ritmo necessário, a frota circulante envelhece. A SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal, ampliou a idade máxima permitida dos ônibus de 10 anos para 13 anos de modelo e, no caso dos mídis (micrões), este limite passou para 14 anos de modelo e 15 anos de fabricação.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Recentemente andei pela primeira vez nos ônibus a bateria, padrons de 12.8 m e de 15m.
Tecnicamente destacam-se pela suspensão mais macia e pelo baixíssimo ruído, além de os bancos terem boa ergonomia e conforto (tenho 1,8 m de altura).
O maior obstáculo de conforto não está nos projetos originais dos ônibus, mas sim na péssima configuração SP-Trans com portas nos dois lados. Quem inventou isso, e ainda mais quem promulgou, deveria ir em cana!!!!
Espero que ainda surja um prefeito de verdade que se encoraje a reformular os atuais corredores, permitindo que todos os ônibus voltem a ter portas somente à direita. O que devolveria aos veículos as suas maiores capacidade, conforto e funcionalidade originais.
Totalmente desaprovado pela grande maioria dos usuários.
Apenas 2 portas,1 para embarque e 1 para desembarque( sendo que a de embarque acaba fazendo as 2 funções embarque e desembarque devido a dificuldade de acesso quando o ônibus está lotado,e com isso causa mais demora e mais transtornos na viagem)
Sejam inteligentes, ônibus para carregar altas demandas precisam ter 3 portas ,2 para desembarque e 1 para embarque.
Fi o impressionado e me questiono:
Como que os administradores,gerentes,diretores que trabalham no ramo de transporte não conseguem entender a real necessidade da população em massa?
Parece que eles não entendem da área que atuam.
Lamentável
Exato!
Todo padron que se preze precisa ter duas portas de desembarque: Uma no meio do veículo, na área do piso-baixo; E a outra ao fundo, exatamente pra que os passageiros do fundo também contem com um desembarque ágil e sem precisar voltar para o meio do ônibus (especialmente quando lotado).
Inclusive esse é o lay-out inicialmente sugerido pelos próprios fabricantes.
Só que aí algum gênio-de-gabinete da Prefeitura inventou a aberração de colocar portas nos dois lados dos ônibus, e os prefeitos aprovaram. Já que nenhum deles sabem o que é usar transporte público, e estão pouco se lixando pra isso.
Uma vergonha isso acontecer no meu estado em vitória Es nenhum veículo é cadastrado sem que tenha três portas, duas portas é passado e atrasa o embarque e desembarque de pessoas é o fim da picada não há nenhum órgão que fiscalize isso?
Moro na zona norte, vila Guilherme, sinto falta da demanda de ônibus 🚌 de qualquer tipo nessa região. Até nos finais de semana são lotados, muito acima da média, se continuasse com os ônibus elétricos poderia ajudar a população.
Em Vitória Es tem 5 veículos da Eletra tem uns dois anos que foram adquiridos e constantemente dando problema no carregamento inclusive alguns tiveram que votar para a fábrica para acertar o pior é que a autonomia é de 120km ou seja faz uma viagem de 60km de ida e volta e tem que carregar e leva umas 2 horas no mínimo, pergunto imagina uma frota de 100 veículos como ficaria a operação se todos os veículos tivessem que parar a cada 2 ou 4 horas para carregar a bateria fatalmente não teria veículo para operar nas linhas deixando a população na mão, vi algo sobre os veículos da Mascarello com bateria da BYD com autonomia de 260km talvez esse seria o um pouco melhor do que o da Eletra, portanto ônibus elétrico é nescessário ter uma autonomia boa para que não fique na mão os usuários que dependem do serviço público.
Na verdade, o chassi é BYD e a carroceria que é a recém lançada carroceria Horizon da Mascarello.
Porque os ônibus elétricos não são dotados em seu teto de placas solares pra contribuir com suas baterias visto que tem uma grande área quadrada durante o dia ajudaria
Pq as baterias ficam exatamente no teto.
Esses padrons da Mercedes são horríveis, já utilizei e não possuem bancos traseiros é uma vergonha o espaço interno.