Eletromobilidade

Metrópole Paulista começa a receber lote de 13 ônibus elétricos Mercedes-Benz noticiado pelo Diário do Transporte. Primeiros superarticulados Eletra entraram em operação

Veículos são para operações na zona Leste e novidades devem ser apresentadas em evento agendado para quarta-feira (11)

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

A Viação Metrópole Paulista, que opera na zona Leste da cidade de São Paulo, começou a receber o lote de 13 ônibus 100% elétricos com baterias da com tecnologia Mercedes-Benz, modelo eO500 U.

O ônibus elétrico puro da marca, denominado e-O500 U, já tem cerca de 300 unidades em circulação e 600 considerando também as negociadas e vendidas para diferentes empresas.

Relembre a entrevista: https://diariodotransporte.com.br/2025/12/22/entrevista-gerente-da-mercedes-benz-fala-sobre-lideranca-do-e-o500-u-do-descompasso-em-sao-paulo-e-da-fake-news-das-marcas-chinesas/

A primeira unidade deste lote de 13 veículos da Metrópole Paulista já está em uma das garagens da companhia.

Com carroceria Caio modelo e-Millennium, cada ônibus é do tipo padron para 13,2 metros de comprimento e segue as configurações determinadas pela SPTrans (São Paulo Transporte), com piso baixo e rampa para acessibilidade, ar-condicionado com saídas de controle individual pelos passageiros, wi-fi, tomadas USB para recarga de celulares e vidros colados com tratamento contra raios ultravioleta. A capacidade é para cerca de 80 pessoas entre sentadas e em pé.

A Metrópole Paulista já possui o modelo na frota. Esta mais recente compra foi noticiada em primeira-mão pelo Diário do Transporte que, na ocasião, também revelou que a companhia adquiriu 27 unidades de um modelo inédito na cidade de São Paulo: um superarticulado de 21,5 metros de comprimento com tecnologia 100% brasileira da marca Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), capacidade para 146 passageiros cada um, sendo 50 sentados, 94 em pé e duas cadeiras de rodas ou espaços para cão-guia.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2026/02/08/video-zona-leste-de-sao-paulo-ja-tem-linha-definida-para-estreia-de-onibus-eletricos-superarticulados-ineditos-com-tecnologia-da-f1-conheca-os-veiculos/

Os primeiros ônibus Eletra superarticulados começaram a operar na cidade de São Paulo nesta semana.

Inicialmente previstos para a linha 3459/10, que faz o trajeto entre o Itaim Paulista, na zona Leste da cidade de São Paulo, e o Terminal Parque Dom Pedro II, na região central, após determinação da gerenciadora dos transportes da cidade (SPTrans – São Paulo Transporte), as três primeiras unidades destes modelos maiores foram para a linhas 2678-10 (Oliveirinha – Terminal Parque Dom Pedro II).

Somente na cidade de São Paulo, há ao menos 408 ônibus elétricos em circulação com tecnologia Eletra.

Mas, de acordo com a presidente da empresa, Milena Romano, esse número vai ultrapassar mil. Isso porque já há cerca de outras 600 unidades encomendadas para o sistema paulistano.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2025/12/18/eletra-totaliza-mais-de-400-onibus-eletricos-na-cidade-de-sao-paulo-e-ja-possui-outras-cerca-de-600-unidades-encomendadas/

Nesta semana também, a Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos, entidade que reúne concessionárias e representantes, mostrou que os ônibus elétricos de fabricação 100% nacional com tecnologia da Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), e carrocerias Caio, de Botucatu (SP), ampliaram a liderança no mercado de veículos de transportes coletivos não poluentes.

De acordo com a federação, em janeiro e fevereiro de 2026, foram emplacados 91 ônibus elétricos no Brasil.

Deste total, ainda segundo a Fenabrave, 52 unidades, ou 57,14%, foram os veículos Eletra/Caio.

Somente no mês de fevereiro de 2026, foram 83 ônibus elétricos de diversas marcas emplacados no Brasil. Deste total, 50 são Eletra/Caio, o que representa 60,24% de todo o mercado.

No acumulado do ano, entre todas as marcas, o mercado de elétricos retraiu 31,58% em comparação com o primeiro bimestre de 2025, quando foram emplacados 133 coletivos não poluentes.

Mas, fevereiro de 2026 registou alta de 418,75% em comparação com as 16 unidades de fevereiro de 2025. Já em relação aos oito ônibus elétricos emplacados em janeiro de 2026, a alta de fevereiro, de acordo com a Fenabrave foi de 937,5%.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2026/03/05/fenabrave-eletra-caio-amplia-a-lideranca-no-mercado-de-onibus-eletricos-e-responde-por-60-dos-emplacamentos-do-primeiro-bimestre/

Na próxima quarta-feira, 11 de março de 2026, está prevista a apresentação de 100 ônibus elétricos em evento da prefeitura em frente ao Pacaembu, na zona Oeste da cidade.

O Diário do Transporte mostrou em primeira-mão logo depois que a oficialização da data foi publicada em 03 de março de 2026.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2026/03/03/sao-paulo-tera-apresentacao-de-mais-100-onibus-eletricos-em-marco-de-2026-e-modelo-superarticulado-com-tecnologia-nacional-passa-por-afericao/

Os veículos vão se somar aos 1.189 contabilizados oficialmente pela gestão municipal, considerando 189 trólebus (ônibus elétricos conectados à rede de fiação aérea).

A capital paulista possui a maior frota de ônibus elétricos do Brasil, reunindo mais de 80% deste tipo de veículo em todo o território nacional. Mesmo assim, está com as metas de troca de coletivos atrasadas. Com a nova entrega, em março de 2026, serão 1.289 elétricos e a meta era de ter em circulação 2,6 mil coletivos eletrificados em dezembro de 2024. A prefeitura atribui este atraso principalmente a falta de infraestrutura para dar conta da tensão de energia na rede da ENEL.

Desde 17 de outubro de 2022, as viações estão proibidas de comprar ônibus a diesel. Como a elétrica não avança no ritmo necessário, a frota circulante envelhece. A SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal, ampliou a idade máxima permitida dos ônibus de 10 anos para 13 anos de modelo e, no caso dos mídis (micrões), este limite passou para 14 anos de modelo e 15 anos de fabricação.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Santiago disse:

    Recentemente andei pela primeira vez nos ônibus a bateria, padrons de 12.8 m e de 15m.
    Tecnicamente destacam-se pela suspensão mais macia e pelo baixíssimo ruído, além de os bancos terem boa ergonomia e conforto (tenho 1,8 m de altura).
    O maior obstáculo de conforto não está nos projetos originais dos ônibus, mas sim na péssima configuração SP-Trans com portas nos dois lados. Quem inventou isso, e ainda mais quem promulgou, deveria ir em cana!!!!
    Espero que ainda surja um prefeito de verdade que se encoraje a reformular os atuais corredores, permitindo que todos os ônibus voltem a ter portas somente à direita. O que devolveria aos veículos as suas maiores capacidade, conforto e funcionalidade originais.

  2. ED disse:

    Totalmente desaprovado pela grande maioria dos usuários.
    Apenas 2 portas,1 para embarque e 1 para desembarque( sendo que a de embarque acaba fazendo as 2 funções embarque e desembarque devido a dificuldade de acesso quando o ônibus está lotado,e com isso causa mais demora e mais transtornos na viagem)
    Sejam inteligentes, ônibus para carregar altas demandas precisam ter 3 portas ,2 para desembarque e 1 para embarque.
    Fi o impressionado e me questiono:
    Como que os administradores,gerentes,diretores que trabalham no ramo de transporte não conseguem entender a real necessidade da população em massa?
    Parece que eles não entendem da área que atuam.
    Lamentável

    1. Santiago disse:

      Exato!
      Todo padron que se preze precisa ter duas portas de desembarque: Uma no meio do veículo, na área do piso-baixo; E a outra ao fundo, exatamente pra que os passageiros do fundo também contem com um desembarque ágil e sem precisar voltar para o meio do ônibus (especialmente quando lotado).
      Inclusive esse é o lay-out inicialmente sugerido pelos próprios fabricantes.

      Só que aí algum gênio-de-gabinete da Prefeitura inventou a aberração de colocar portas nos dois lados dos ônibus, e os prefeitos aprovaram. Já que nenhum deles sabem o que é usar transporte público, e estão pouco se lixando pra isso.

      1. RUBENS V ALMEIDA disse:

        Uma vergonha isso acontecer no meu estado em vitória Es nenhum veículo é cadastrado sem que tenha três portas, duas portas é passado e atrasa o embarque e desembarque de pessoas é o fim da picada não há nenhum órgão que fiscalize isso?

    2. Jose Domingos Miranda De Santana disse:

      Moro na zona norte, vila Guilherme, sinto falta da demanda de ônibus 🚌 de qualquer tipo nessa região. Até nos finais de semana são lotados, muito acima da média, se continuasse com os ônibus elétricos poderia ajudar a população.

  3. RUBENS V ALMEIDA disse:

    Em Vitória Es tem 5 veículos da Eletra tem uns dois anos que foram adquiridos e constantemente dando problema no carregamento inclusive alguns tiveram que votar para a fábrica para acertar o pior é que a autonomia é de 120km ou seja faz uma viagem de 60km de ida e volta e tem que carregar e leva umas 2 horas no mínimo, pergunto imagina uma frota de 100 veículos como ficaria a operação se todos os veículos tivessem que parar a cada 2 ou 4 horas para carregar a bateria fatalmente não teria veículo para operar nas linhas deixando a população na mão, vi algo sobre os veículos da Mascarello com bateria da BYD com autonomia de 260km talvez esse seria o um pouco melhor do que o da Eletra, portanto ônibus elétrico é nescessário ter uma autonomia boa para que não fique na mão os usuários que dependem do serviço público.

    1. ZéTros disse:

      Na verdade, o chassi é BYD e a carroceria que é a recém lançada carroceria Horizon da Mascarello.

  4. Nelson Moreira disse:

    Porque os ônibus elétricos não são dotados em seu teto de placas solares pra contribuir com suas baterias visto que tem uma grande área quadrada durante o dia ajudaria

    1. ZéTros disse:

      Pq as baterias ficam exatamente no teto.

  5. Rodrigo Zika! disse:

    Esses padrons da Mercedes são horríveis, já utilizei e não possuem bancos traseiros é uma vergonha o espaço interno.

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