Novas Centralidades: Tarcísio de Freitas anuncia programa de R$ 4,3 bilhões para estimular moradias no trajeto dos Trens Intercidades, metrô e BRTs
Publicado em: 4 de fevereiro de 2026
Projeto também incentiva a abertura de serviços e comércios em locais de grande movimento e a ocupação urbana ordenada ao longo das linhas ferroviárias
ADAMO BAZANI
O Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou nesta quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026, a criação de um programa que visa estimular moradias, programas de capacitação e assistência social, e comércios e serviços ao longo de eixos de transportes coletivos de média e alta capacidade, como ferrovias metropolitanas, ferrovias regionais e corredores de ônibus de maior demanda como os BRTs (Bus Rapid Transit).
A verba será, neste momento, de R$ 4,3 bilhões, inicialmente voltada para o eixo contemplado pela rota do TIC (Trem Intercidades), entre os municípios das regiões metropolitanas de São Paulo e de Campinas.
O sistema de transportes, que promete ligar os dois polos em pouco mais de uma hora, está em construção.
A fase direcionada à rota do TIC São Paulo-Campinas, de acordo com o Governo do Estado, prevê 23 mil moradias em 14 localidades de 10 municípios nas regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas.
Ainda de acordo com a gestão estadual ao Diário do Transporte, por meio de nota, outras fases do programa de moradias, empregos e geração de renda e capacitação, contemplando mais eixos já estão em desenvolvimento e os estudos já foram iniciados.
Entre estas rotas estão em Santos, para atender a demanda nas imediações do túnel Santos-Guarujá, que vai contemplar um corredor de ônibus e um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), e na capital, no entorno das futuras estações Lajeado, da linha 11-Coral de trens metropolitanos e Gabriela Mistral, do prolongamento da linha 2-Verde.
O eixo do Corredor Metropolitano ABD e do futuro BRT-ABC, entre o ABC Paulista e a capital, já tem alto adensamento de moradias, mas deve receber estudos para estimular serviços, comércios e manufaturas, em especial, se forem empreendimentos das comunidades locais.
No caso do eixo do TIC São Paulo x Campinas, o que já está mais avançado e que tem a verba de R$ 4,3 bilhões, as 14 centralidades estão distribuídas por Campinas, Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí, Franco da Rocha, Barueri, Carapicuíba e Mauá, além da capital.
Veja a nota ao Diário do Transporte:
O projeto estruturante integra políticas habitacionais em cidades da Grande São Paulo e região de Campinas a áreas de interesse do SuperAção SP – programa estadual para apoio a 105 mil famílias em situação de vulnerabilidade com atendimento individualizado e capacitação profissional – e de linhas ferroviárias já existentes ou em desenvolvimento, como o Trem Intercidades Eixo Norte. O objetivo do Novas Centralidades é integrar a construção de novas moradias ao desenvolvimento econômico e social em regiões com grandes populações. O projeto também incentiva a abertura de serviços e comércios em locais de grande movimento e a ocupação urbana ordenada ao longo das linhas ferroviárias. As ações incluem urbanização, recuperação ambiental, implantação de infraestrutura, construção de equipamentos públicos, requalificação de imóveis e novos empreendimentos habitacionais e comerciais. As 14 novas centralidades estão distribuídas por Campinas, Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí, Franco da Rocha, Barueri, Carapicuíba e Mauá, além da capital. Projetos similares já estão em desenvolvimento em Santos, para atender a demanda nas imediações do túnel Santos-Guarujá, e na capital, no entorno das futuras estações Lajeado de trens e Gabriela Mistral de metrô.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Faz todo sentido, querer fortalecer as áreas aonde os Transportes no caso Ferroviário irão circular, atitude louvável do Governo do Estado, com isso teremos um crescimento habitacional coordenado além de incentivar o nascimento de novos polos comerciais e industriais ao longo da malha ferroviária.
Não gosto disso!!!
Uma intenção aparentenente boa, mas que esconde projetos nada nobres ligados à especulação imobiliária em larga escala.
A missão dos transportes de massa deve ser integrar melhor as centralidades já existentes. E Não mudá-las de lugar ou forjar novas centralidades lastreadas em especular e faturar alto encima de cada metro².
Essa “proposta” lembra muito aquela conversa mole do trem-bala SP-RJ a ser bancado com dinheiro privado oriundo do mercado imobiliário em torno da anunciada obra-chanariz.
Arapuca!!!
Infelizmente após a década de 60 os políticos destruíram a ferrovias que ligavam o litoral e interior, agora serão bilhões para refazer caso alguma empresa tenha interesse é uma vergonha.