Manaus (AM) realiza aula inaugural da Escola de Transporte Inclusivo com mais de 70 operadores do sistema

Vice-presidente de Transporte do IMMU, Viviane Cabral, durante a aula inaugural

Programa aposta em formação permanente para humanizar o atendimento no transporte coletivo

ALEXANDRE PELEGI

A cidade de Manaus realizou nesta sexta-feira, 30 de janeiro, a aula inaugural da Escola de Transporte Inclusivo, programa da Prefeitura, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), voltado à qualificação de motoristas e cobradores do transporte coletivo. A atividade ocorreu no auditório do Parque Municipal do Idoso (PMI) e reuniu mais de 70 operadores, além de representantes da Fundação de Apoio ao Idoso Dr. Thomas (FDT) e dos Conselhos Municipais da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência, parceiros da iniciativa.

O programa nasce com o objetivo de capacitar profissionais que atuam na linha de frente do sistema para oferecer um atendimento mais respeitoso, seguro e empático, especialmente a idosos, pessoas com deficiência e usuários com doenças ocultas, informa a prefeitura. A proposta é transformar a Escola de Transporte Inclusivo em um espaço permanente de formação, diálogo e mudança de condutas no transporte público da capital amazonense.

Um dos eixos centrais da capacitação é a aula de vivência, etapa prática em que motoristas e cobradores experimentam, na prática, as limitações e desafios enfrentados por idosos e pessoas com deficiência no uso do transporte coletivo. A atividade busca ampliar a sensibilidade dos operadores e aproximá-los da realidade cotidiana dos usuários.

A vice-presidente de Transporte do IMMU, Viviane Cabral, destacou que a vivência é aplicada em conjunto com servidores do instituto e instrutores do Sest Senat. Segundo ela, o processo permite que os profissionais se coloquem no lugar do outro, compreendendo melhor as dificuldades enfrentadas por quem utiliza o sistema. “É uma experiência que permite sentir, perceber e compreender melhor. Na prática, eles conseguem se sensibilizar ainda mais com esse público e fortalecer a empatia no atendimento”, afirmou.

Para a diretora-presidente em exercício da Fundação de Apoio ao Idoso Dr. Thomas, Larissa Meireles, a capacitação é fundamental para elevar o padrão do serviço. Ela ressaltou que o conteúdo foi construído a partir das principais queixas e demandas dos usuários e que a expectativa é alcançar o maior número possível de profissionais do sistema. “Só entendemos verdadeiramente o outro quando nos colocamos no lugar dele. Essa capacitação tem o objetivo de transformar a experiência dos idosos e das pessoas com deficiência no transporte”, disse.

Com cerca de 2,2 milhões de habitantes, Manaus é a maior cidade da Região Norte e depende fortemente do transporte coletivo para os deslocamentos urbanos. A criação da Escola de Transporte Inclusivo, explica a prefeitura, reforça a estratégia  de associar qualificação técnica à humanização do serviço, buscando tornar o sistema mais acessível e inclusivo para diferentes perfis de usuários.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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