Eletromobilidade

VLT de Campina Grande (PB) e obras de terminais e corredores em Anápolis (GO) são habilitados no Novo PAC

Conjunto de propostas soma cerca de R$ 459 milhões em financiamentos do FGTS e inclui ainda projetos de mobilidade urbana em Imperatriz (MA) e Nossa Senhora do Socorro (SE)

ALEXANDRE PELEGI

O Ministério das Cidades publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, a Portaria MCID nº 91, de 27 de janeiro, que divulga a relação de propostas habilitadas para contratação de operações de crédito destinadas à execução de ações na modalidade Mobilidade Urbana – Grandes e Médias Cidades. Os projetos estão contemplados no Programa de Aceleração do Crescimento – Novo PAC, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

As propostas agora seguem para a etapa de validação junto ao agente financeiro, conforme os procedimentos do Programa Pró-Transporte. A habilitação não representa ainda a assinatura do contrato, mas confirma que os projetos atendem aos critérios técnicos e institucionais exigidos para avançar no processo de financiamento federal.

Projetos habilitados

VLT de Campina Grande (PB)

A proposta da Prefeitura de Campina Grande prevê a implantação de um sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), contemplando a aquisição de material rodante, além da construção de estações, oficina de manutenção e Centro de Controle Operacional (CCO).
O valor do financiamento habilitado é de R$ 226,1 milhões .

O projeto de implantação do VLT já vem sendo estruturado em parceria com a Infra S.A., empresa federal de planejamento de infraestrutura. A estatal assinou em 2024 um protocolo de intenções com a prefeitura para a realização dos estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental do sistema.

A partir desses estudos, caberia à Infra S.A. a elaboração dos projetos básico e executivo, etapa considerada fundamental para viabilizar a futura contratação das obras. De acordo com a empresa, o traçado previsto contempla 14,8 quilômetros de trilhos, interligando cinco polos urbanos, utilizando infraestrutura vinculada à Ferrovia Transnordestina Logística. O empreendimento está incluído no PAC Seleções.

Localizada no agreste da Paraíba, Campina Grande é um dos principais polos econômicos e universitários do Nordeste, com cerca de 420 mil habitantes, segundo estimativas do IBGE. O projeto de VLT busca estruturar um eixo de transporte de média capacidade, com maior regularidade operacional e integração ao sistema urbano existente.

Terminais e corredores em Anápolis (GO)

Em Anápolis, a proposta habilitada trata da construção de terminais de integração e da requalificação de corredores de transporte coletivo. O valor do empréstimo da União previsto é de R$ 174,3 milhões .

O município está localizado no centro do estado de Goiás, entre Goiânia e Brasília, e possui aproximadamente 400 mil habitantes. A intervenção busca reorganizar a operação do transporte urbano, melhorar a fluidez dos corredores e ampliar a integração física e operacional entre linhas.

Terminais, estações e paradas em Imperatriz (MA)

A Prefeitura de Imperatriz teve habilitada a proposta de requalificação e implantação de terminais de ônibus, além da implantação de estações e paradas ao longo da rede de transporte coletivo. O valor do financiamento é de R$ 20,9 milhões .

Imperatriz é a segunda maior cidade do Maranhão, situada no sudoeste do estado, com população estimada em cerca de 260 mil habitantes. O projeto tem foco na melhoria da infraestrutura de apoio ao usuário, com reflexos diretos na qualidade da operação e no conforto dos passageiros.

Abrigos, ciclovias e terminais em Nossa Senhora do Socorro (SE)

Também consta na relação a proposta da Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe, voltada à implantação de abrigos, ciclovias e terminais, com valor de R$ 37,8 milhões em financiamento habilitado .

O município integra a região metropolitana de Aracaju e tem população aproximada de 185 mil habitantes, sendo um importante polo residencial e de deslocamentos pendulares.

Com a publicação da portaria, os projetos avançam dentro da carteira de mobilidade do Novo PAC, reforçando o uso do FGTS como instrumento de financiamento de infraestrutura urbana e de requalificação do transporte coletivo em cidades médias e grandes do país.



Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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