BRT Aricanduva: SPObras homologa contrato de R$ 22,4 milhões para supervisão socioambiental das obras
Publicado em: 23 de janeiro de 2026
Consórcio ECR–Planac vai acompanhar impactos ambientais e sociais do corredor de ônibus na zona leste de São Paulo por dois anos; obra tem recursos do Banco Mundial
ALEXANDRE PELEGI
A SPObras homologou a contratação do consórcio que fará o apoio técnico à supervisão e fiscalização socioambiental das obras do BRT Aricanduva, um dos principais projetos de corredores de ônibus em implantação na zona leste da capital paulista.
O serviço será executado pelo Consórcio ECR–Planac, formado pelas empresas ECR Engenharia e Planac Planejamento e Construção, com contrato no valor de R$ 22,4 milhões e prazo de 24 meses.
Na prática, o trabalho envolve o acompanhamento contínuo dos impactos ambientais e sociais gerados pelas obras, além do apoio técnico à fiscalização do empreendimento, que é parcialmente financiado pelo Banco Mundial.
A homologação da supervisão socioambiental marca mais um passo importante na estruturação do projeto, que já avançou também na definição das empresas responsáveis pela execução das obras civis.
Obras já têm lotes definidos, valores e trechos estabelecidos
O BRT Aricanduva já entrou na fase contratual das obras, com a assinatura de pré-contratos entre a Prefeitura de São Paulo e os consórcios vencedores dos quatro lotes do empreendimento. Esses pré-contratos funcionam como uma etapa preparatória antes da formalização definitiva, permitindo que os trâmites técnicos avancem e que as empresas se organizem para iniciar os trabalhos.
Cada lote corresponde a um trecho específico do corredor e tem valor próprio de contrato:
- Lote 1
Trecho: da Avenida Radial Leste até a Rua Astarte, com cerca de 2,85 km de extensão
Valor: R$ 172,6 milhões
Responsável: Consórcio DPE Aricanduva (DP Barros, Paulitec e Era Técnica) - Lote 2
Trecho: da Rua Astarte até a Avenida Marapanim, com aproximadamente 3,4 km
Valor: R$ 181,4 milhões
Responsável: Consórcio DPE Aricanduva (DP Barros, Paulitec e Era Técnica) - Lote 3
Trecho: da Avenida Marapanim até a Rua Vila Boa de Goiás, com cerca de 3,5 km
Valor: R$ 161,2 milhões
Responsável: Consórcio FAK Aricanduva (FBS, Kamilos e Casamax) - Lote 4
Trecho: da Rua Vila Boa de Goiás até a Rua Felisberto Fernandes da Silva, com extensão aproximada de 3,9 km
Valor: R$ 131,4 milhões
Responsável: Consórcio SHA Mobilidade Aricanduva (Souza Compec, Heca e Arvek)
Os contratos das obras têm prazo de 24 meses e, após a apresentação das garantias exigidas, devem ser formalizados definitivamente para o início efetivo das frentes de trabalho.
Projeto entra em fase mais concreta
Com os lotes definidos, os valores estabelecidos e agora a supervisão socioambiental homologada, o BRT Aricanduva entra em uma fase mais concreta de implantação. A combinação entre execução física das obras, fiscalização técnica e monitoramento ambiental e social é considerada fundamental em projetos de grande porte e com financiamento internacional.
O corredor deve reorganizar o transporte coletivo ao longo de um dos principais eixos viários da zona leste de São Paulo, com impacto direto na mobilidade urbana de uma das regiões mais populosas da cidade.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


Demora para iniciarem as obras.
Na av Alcântara Machado (início da Radial Leste) já teve início as obras do BRT da Radial Leste.
Quer dizer…iniciou há um tempão, e tá parada tambem há um tempão.
Uma fila quilométrica de tapumes, cercando o canteiro central desfeito aonde acumula-se montes de materiais empilhados…
Tudo quebrado, e absolutamente parado…
Uma beleza…