ARTESP cobra obras da Ecovias após identificar novo estouro de nível de serviço na Anchieta
Publicado em: 15 de janeiro de 2026
Agência reafirma que contrato obriga ampliação da capacidade viária quando limites de congestionamento são superados; decisões recentes também atingem outros trechos concedidos no Estado
ALEXANDRE PELEGI
A ARTESP publicou nesta quarta-feira (15) duas novas decisões internas que reiteram o descumprimento de parâmetros contratuais de nível de serviço em trechos sob concessão da Ecovias dos Imigrantes, reforçando a obrigação de execução de obras de ampliação da capacidade viária previstas no contrato original.
As decisões analisam diferentes segmentos do sistema Anchieta–Imigrantes, mas convergem no mesmo ponto: o excesso recorrente de congestionamento ultrapassou os limites contratuais e acionou os chamados gatilhos de investimento, mecanismo que obriga a concessionária a realizar obras sem necessidade de reequilíbrio financeiro adicional.
O que diz o contrato de concessão
O contrato firmado a partir do Edital de Licitação nº 015/CIC/97 estabelece, em seu Anexo 7, parâmetros objetivos de desempenho operacional. Entre eles está o limite máximo de 50 horas por ano em que determinado trecho pode operar nos níveis de serviço “E” e “F”, classificação que indica tráfego saturado, com baixa velocidade média e perda significativa de fluidez.
Quando esse limite é superado, o contrato prevê a implantação obrigatória de faixas adicionais ou outras obras de ampliação da capacidade, independentemente do prazo original da concessão. Trata-se de uma obrigação contratual vinculada à qualidade do serviço prestado ao usuário, e não de uma opção discricionária da concessionária.
As duas decisões publicadas hoje:
Na Decisão Interna nº 0094546004, a ARTESP ratificou que o trecho entre o km 16 e o km 18 da marginal sul da Rodovia Anchieta superou o limite anual de horas nos níveis “E” e “F”. Segundo a área técnica da agência, o gatilho contratual para a implantação de uma faixa adicional foi ultrapassado ainda em outubro de 2008, antes mesmo do término do prazo original do contrato de concessão .
Já a Decisão Interna nº 0094541556 trata do nível de serviço do km 0 ao km 4,01 da SPA-155/308, ligação operacional do sistema Anchieta–Imigrantes, analisando o período entre novembro de 2022 e março de 2023. A ARTESP reafirmou que os parâmetros contratuais também foram extrapolados nesse segmento, reforçando a necessidade de intervenção estrutural para ampliação da capacidade viária .
Em ambos os casos, a agência notificou a Ecovias para apresentar, em até 15 dias, um cronograma detalhado de execução das obras. O descumprimento pode resultar na abertura de Processo Administrativo Sancionatório, além de ser assegurado o direito de recurso ao Conselho Diretor da ARTESP no mesmo prazo .
Decisões recentes em outros trechos concedidos
As deliberações publicadas nesta quarta-feira não são isoladas. Nos últimos meses, a ARTESP tem reiterado o mesmo entendimento técnico em relação a outros trechos de rodovias concedidas no Estado, aplicando de forma uniforme os gatilhos contratuais de nível de serviço.
Entre as decisões recentes, a agência já havia reconhecido estouros de nível de serviço em:
- Trechos da Rodovia dos Imigrantes (SP-160) sob responsabilidade da própria Ecovias dos Imigrantes, também com determinação de apresentação de cronograma de obras;
- Segmentos urbanos da SP-280 (Rodovia Castello Branco) concedidos à ViaOeste, onde a ARTESP igualmente apontou a obrigação contratual de ampliação da capacidade viária diante do tráfego saturado;
- Trechos da SP-330 (Rodovia Anhanguera) sob concessão da CCR AutoBAn, com aplicação do mesmo critério técnico de horas excedentes em níveis críticos de serviço.
Segundo a agência, a repetição dessas decisões reforça a interpretação de que os contratos de concessão não permitem a postergação indefinida de investimentos quando os indicadores objetivos de desempenho são ultrapassados, especialmente em corredores estratégicos para a mobilidade e a logística do Estado.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Boa tarde , nessa Eu posso opinar.
Só morador da baixada , e trabalho na capital Paulista.
Todos os dias subo e desço essas rodovias.
Subindo pela imigrante e descendo pela anchieta.
Acidentes todos os dias.
Carretas invadindo a esquerda sem nenhuma responsabilidade, causando acidentes.
Uma falta de vergonha do estado , nao tem fiscalização do estado.
Se ouvisse lei que proibisse as carretas trafegarem pela esquerda da anchieta Tanto no sentido subindo ou descendo ,nao precisaria de ampliação, o que existe e falta de fiscalização.
Uso diariamente o ônibus da piracicabana.
Os policias rodoviários estaduais ficam somente no posto, nao tem viatura em pontos estratégico, para punir os irresponsáveis ,por causar os acidentes ,uma falta de vergonha, uma média diária de 3 horas pra descer a serra um acidente atrás do outro.
Vergonha.
SAI bom dia.
O Sistema, enxergam lucrar e sua estratégia é prejudicar o usuário da rodovia sem cabines sanitárias sentido da São Paulo, caminhões na esquerda e pedagio caro.
Tenho imóvel no litoral, Guarujá. A falta de investimento em ampliação da capacidade (3ª faixa) já está atrasada uns 10 anos… Na Anchieta se faz necessário e precisamos de uma nova rodovia, lembro da proposta…sai do final da marginal Tietê até o meio do litoral Sul. O pessoal que vai para essa região sofre muito!! Não tem dinheiro, pega emenda parlamentar, que é um dinheirão que se some…