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ANTT autoriza mais oito empresas para o transporte interestadual por fretamento

A SD Tour (Sol Dourado Servicos de Transportes Rodoviarios LTDA), está localizada na cidade Conceição do Coité, na Bahia.

Decisão SUPAS nº 46, publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (15), libera acesso ao sistema de emissão de licenças de viagem

ALEXANDRE PELEGI

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT) autorizou mais oito empresas a prestar o serviço de transporte rodoviário interestadual em regime de fretamento. A medida consta da Decisão SUPAS nº 46, de 9 de janeiro de 2026, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (15).

De acordo com o ato, assinado pela superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros, Juliana Esteves Lima de Oliveira, as empresas passam a ter acesso ao sistema da ANTT para emissão das licenças de viagem a partir da data de publicação da decisão.

Empresas autorizadas pela Decisão SUPAS nº 46/2026

Veja as normas para o transporte por fretamento

A autorização concedida pela ANTT impõe que as empresas observem as condições estipuladas na Resolução ANTT nº 4.777, de 6 de julho de 2015, e demais normativos pertinentes à prestação desses serviços. A resolução estabelece regras para o funcionamento do fretamento, incluindo o conceito de “circuito fechado”, que se refere a viagens de ida e volta realizadas pelo mesmo grupo de passageiros no mesmo veículo, retornando ao ponto de origem.

Uma das condições cruciais é a observância do Art. 9º da Resolução 4.777/2015, que determina que o Termo de Autorização (TAF) tem validade condicionada ao recadastramento junto à ANTT. O cadastro da autorizatária possui vigência de três anos, contados a partir da publicação do TAF no Diário Oficial da União (DOU). O descumprimento deste artigo implica renúncia automática da autorização delegada pela agência.

A SUPAS também ressalta as consequências em caso de irregularidades. A nulidade do Termo de Autorização pode ser declarada quando verificada ilegalidade no ato, impedindo a produção de efeitos jurídicos ou desconstituindo os já produzidos, sempre respeitados os princípios da ampla defesa e do contraditório. Além disso, a autorização pode ser cassada em caso de perda das condições indispensáveis para o cumprimento do objeto ou diante de infrações graves, apuradas em processo regular. O descumprimento da decisão implica ainda a aplicação das sanções previstas em resolução específica.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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