Viasul recebe autorização da ANTT para suprimir seções da linha Gramado/RS – Joinville/SC
Publicado em: 15 de dezembro de 2025
Alteração no Termo de Autorização entra em vigor em janeiro de 2026, com ajustes nas conexões entre municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina
ALEXANDRE PELEGI
A Viasul, nome fantasia da Auto Viação Venâncio Aires Ltda., obteve autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para modificar o Termo de Autorização (TAR) da linha Gramado (RS) – Joinville (SC), com a supressão de seções ao longo do itinerário. A medida consta da Decisão SUPAS nº 1.919, de 5 de dezembro de 2025, publicada no Diário Oficial da União.
A empresa, inscrita no CNPJ 98.593.668/0001-94, foi fundada em 27 de março de 1968 e tem sede no município de Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul, atuando há décadas no transporte rodoviário de passageiros em serviços intermunicipais e interestaduais.
De acordo com a ANTT, a autorização refere-se ao TAR nº RSSC0170002 e permite a retirada de determinadas seções da linha, conforme detalhado no Anexo I da decisão. Entre as ligações suprimidas estão trechos envolvendo municípios gaúchos como Gramado, Igrejinha, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapiranga e Taquara, com destinos em cidades catarinenses como Brusque e Tijucas.
A decisão estabelece ainda que a autorizatária deverá assegurar as garantias aos passageiros, especialmente quanto ao cancelamento de bilhetes de viagens programadas para datas posteriores ao encerramento das seções, conforme previsto na Resolução ANTT nº 6.033/2023.
Além disso, o ato altera o anexo da Decisão SUPAS nº 1.492, de outubro de 2024, atualizando a configuração das seções autorizadas da linha, que passam a incluir conexões com municípios como Blumenau, Florianópolis, Jaraguá do Sul e Joinville, conforme o Anexo II.
A Decisão SUPAS nº 1.919 entra em vigor em 2 de janeiro de 2026 e integra um conjunto de atos publicados pela ANTT voltados a ajustes na malha autorizada do transporte rodoviário interestadual de passageiros.
Confira os anexos da decisão:

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


