Prefeitura de SP autoriza R$ 156 milhões para eletrificação da frota das empresas Express, A2 Transportes, Pêssego e Alfa Rodobus
Publicado em: 27 de novembro de 2025
Recursos contemplam quatro concessionárias do sistema municipal e seguem regras da Portaria Conjunta que estrutura o modelo de financiamento da transição energética na capital
ALEXANDRE PELEGI
A Prefeitura de São Paulo autorizou nesta quinta-feira, 27 de novembro de 2025, um novo conjunto de empenhos que somam R$ 156,3 milhões para a eletrificação da frota de ônibus municipais prevista para 2025. Os valores destinam-se às operadoras Express Transportes Urbanos (Lote AR4), A2 Transportes (Lote D9), Pêssego Transportes (Lote D5) e Alfa Rodobus (Lote D13), conforme despachos assinados pelo secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira.
De acordo com levantamento anterior do Diário do Transporte, publicado em setembro deste ano, os valores pagos pelo município variam conforme a configuração e o porte dos ônibus elétricos.
Valores autorizados:
Express Transportes Urbanos (Lote AR4) – R$ 63.942.799,36
A2 Transportes (Lote D9) – R$ 46.043.833,44
Pêssego Transportes (Lote D5) – R$ 30.957.000,00
Alfa Rodobus (Lote D13) – R$ 15.347.944,48
Valores médios por veículo:
• Ônibus padron ou articulado: entre R$ 2,0 milhões e R$ 2,4 milhões, dependendo da capacidade e do fabricante;
• Veículos midi ou básicos: entre R$ 1,6 milhão e R$ 1,9 milhão;
• Custos adicionais podem incluir infraestrutura de recarga e adequações elétricas em garagens, normalmente contratadas em separado.
Esses parâmetros reforçam a proporção do investimento atual, que deve viabilizar dezenas de novos ônibus elétricos operando a partir de 2025, em continuidade às entregas programadas desde 2023.
As autorizações têm como base jurídica a Portaria Conjunta SMT.SETRAM/SF nº 2, de 30 de novembro de 2023, instrumento criado pela Prefeitura para organizar o fluxo financeiro e garantir previsibilidade às empresas na aquisição de ônibus elétricos, além de permitir o cumprimento das metas climáticas estabelecidas em lei.
O que é a Portaria Conjunta SMT.SETRAM/SF nº 2/2023
A portaria estabelece o procedimento administrativo e financeiro para viabilizar os repasses destinados à eletrificação da frota.
Ela determina:
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como os recursos devem ser reservados, empenhados e posteriormente liquidados;
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quais documentos e comprovações as empresas precisam apresentar;
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o cronograma financeiro vinculado aos contratos de concessão;
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a responsabilidade da SPTrans na análise técnica e no acompanhamento das entregas;
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a vinculação dos pagamentos às dotações orçamentárias destinadas à descarbonização.
Na prática, a portaria é o instrumento que viabiliza financeiramente a compra de ônibus elétricos, garantindo segurança jurídica aos operadores e alinhamento às políticas ambiental e de mobilidade vigentes.
Como funciona o Programa de Eletrificação da Prefeitura de São Paulo
O programa prevê que:
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a frota seja gradualmente substituída por ônibus elétricos ou de emissão zero;
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as concessionárias apresentem planos anuais de aquisição;
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a Prefeitura reserve recursos específicos no orçamento para apoiar a transição tecnológica;
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a SPTrans valide quantidades, especificações técnicas, prazos e comprovações de compra;
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os repasses sejam liberados lote a lote, conforme instrução processual.
O objetivo é cumprir as metas climáticas estabelecidas pela cidade, reduzir emissões e modernizar o sistema sem comprometer o equilíbrio econômico dos contratos.
Meta: 2,6 mil ônibus elétricos até 2028
As autorizações integram o plano de transição energética definido pela Lei Municipal de Mudanças Climáticas (Lei nº 14.933/2009) e pelos contratos de concessão assinados pela SPTrans em 2019.
A meta da gestão municipal é atingir 2.600 ônibus elétricos até 2028, reduzindo gradualmente o uso de combustíveis fósseis e as emissões de CO₂ do sistema.
Após a publicação, os processos seguem para a Divisão de Administração Financeira (DAF/DF) da Secretaria e, em seguida, para a SPTrans, que é responsável pelo acompanhamento da aplicação dos recursos e pela gestão técnica das concessões.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Achei curioso ter a Pêssego e Express aqui da ZL.
Enquanto isso o décimo terceiro dos operadores esta atrasado essa prefeitura e sptrans precisam de uma investigação do ministério público um absurdo todos os operadores do transporte público contam com décimo terceiro e nda nao tem dinheiro para pagar .