Rápido Baluarte renuncia ao TAR da linha Palmas/TO–Belém/PA e ANTT homologa encerramento dos serviços

Linha entre as capitais dos estados de Tocantins e Pará, com mais de 160 seções intermediárias, perde validade após 07 de dezembro após pedido de renúncia da empresa

ALEXANDRE PELEGI

A Rápido Baluarte, empresa da Real Maia de Goiânia (GO), renunciou ao Termo de Autorização (TAR nº TOPA0106027) para operar a linha Palmas (TO) – Belém (PA), via Eldorado dos Carajás, levando a ANTT a homologar o encerramento das atividades e a revogar a Decisão SUPAS nº 2.547/2024, que havia concedido a operação no ano passado.

A medida consta na Decisão SUPAS nº 1.618 e passa a valer em 7 de dezembro de 2025.

A renúncia extingue todas as operações associadas ao TAR, e a empresa deverá cumprir as garantias aos passageiros que possuem bilhetes para datas posteriores, conforme determina a Resolução ANTT 6.033/2023.

LINHA POSSUÍA MAIS DE 160 SEÇÕES

Quando autorizada em outubro de 2024, a linha recebeu da ANTT mais de 160 seções. Entre as principais, estavam ligações envolvendo:

  • Belém (PA)
  • Palmas (TO)
  • Eldorado dos Carajás (PA)
  • Marabá (PA)
  • Redenção (PA)
  • Xinguara (PA)
  • Parauapebas (PA)
  • Paragominas (PA)
  • Castanhal (PA)
  • Benevides (PA)
  • Guaraí (TO)
  • Colméia (TO)
  • Paraíso do Tocantins (TO)
  • Miranorte (TO)

A malha de seções abrangia municípios dos três estados — Pará, Tocantins e Maranhão — compondo uma das autorizações mais extensas emitidas naquele período.

Com a renúncia apresentada em 2025, a ANTT revoga formalmente a decisão que estruturava essa operação, encerrando a vigência do TAR e de todas as seções vinculadas.



Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. João Luís Garcia disse:

    Certas “ empresas “ com a abertura dos mercados feita pela ANTT, saíram solicitando linhas sem qualquer critério de viabilidade econômica e operacional e hoje temos visto alguns desses players solicitarem a renúncia das linhas.
    Toda solicitação de novas linhas, deveria ser precedida de um estudo, aonde se verificasse a viabilidade daquela linha (s) e após sim conceder ou não a linha a uma empresa.

  2. Rodrigo Alves Novinski disse:

    Recentemente vimos várias linhas que “dão voltas enormes pelo Brasil somente para movimentar seções intermediárias” sendo que são inviáveis para sua origem e destino, vide as desistências da semana passada da “Maia Azul” com Palmas x Belém via Petrolina e via Corrente. Esse caso ai também dá a entender que era uma “Palmas x Belém paradora”… também não é muito viável….

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