VÍDEO: Grupo JCA estima comprar em 2026 mais 300 ônibus 0 km, além do ciclo de 650 já em finalização
Publicado em: 17 de novembro de 2025
Ainda faltam 45 unidades de pacote iniciado em 2024. Na manhã desta segunda-feira (17) foi anunciada na Scania a conclusão do ciclo de 382 unidades rodoviárias
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
O Grupo JCA, que reúne gigantes como Viação Cometa, 1001 e Catarinense, anunciou na manhã desta segunda-feira, 17 de novembro de 2025, um novo ciclo de investimentos para comprar em 2026 mais 300 ônibus zero-quilômetro aproximadamente entre urbanos e rodoviários.
O CEO do Grupo, Gustavo Rodrigues, conversou com o repórter do Diário do Transporte, Adamo Bazani, e revelou que com esta nova aquisição, o remanescente de frota ainda mais antiga com emissões de poluição no padrão Euro 3 vai ser eliminada das empresas.
Além disso, dos cerca de 2,5 mil ônibus de todo o Grupo, mais da metade será com a atual tecnologia de restrição a poluentes Euro 6, que reduz em 75% a emissão de gases nocivos ao meio ambiente (em média, entre todos os tipos de materiais poluidores). Haverá ainda uma parte de frota Euro 5, mas com unidades mais novas e que já reduzem a poluição.
A novidade foi divulgada durante o anúncio da conclusão do clico iniciado em 2024 de renovação.
Este ciclo contemplou a compra de 382 ônibus com chassis Scania e carrocerias Marcopolo da Geração 8.
Os veículos estão distribuídos entre 229 unidades do chassi K320 de dois eixos e 153 veículos K450 de quatro eixos.
Estes ônibus são de modelos rodoviários.
Ao todo, o Grupo comprou 650 ônibus, considerando as operações urbanas, que são de outras marcas de fabricantes.
O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira, 17 de novembro de 2025, a sede da Scania, em São Bernardo do Campo (SP), com cobertura presencial do Diário do Transporte.
De acordo com os executivos das fabricantes e do Grupo JCA, os ônibus rodoviários já contam com equipamentos e tecnologia de segurança e controle, como detector de pessoas e veículos em pontos cegos e à frente dos veículos, alerta de troca de faixa sem sinalização e telemetria para acompanhamento das operações.
As entregas estão no final e se direcionam em especial às empresas Cometa, 1001 e Catarinense.
Todos os veículos são das atuais normas de restrição à emissões Euro 6 e segundo a apresentação, acompanhada pelo Diário do Transporte, as operações desta nova frota vão significar redução de 78 mil toneladas de CO2 lançadas na atmosfera nos próximos anos.
Confira na íntegra a entrevista com o CEO do Grupo JCA, Gustavo Rodrigues, e o Diretor de Vendas de Soluções de Transporte da Scania Operações Comerciais Brasil, Alex Nucci:
ADAMO BAZANI: O Diário do Transporte acompanhou há pouco o anúncio do Grupo JCA, da Marcopolo e da Scania, sobre a conclusão, a confirmação de um ciclo de investimentos de 382 ônibus rodoviários para o Grupo JCA, com carrocerias Marcopolo, chassi Scania, e vem novidade por aí. Nosso contato é com Gustavo Rodrigues, CEO do Grupo JCA, e Alex Nucci, diretor de operações da Scania aqui no Brasil, que vão resumir isso e já vão contar também as novidades. Começando por você, Alex. Esse ciclo representa o que para a marca Scania? É uma consolidação de uma parceria, é isso?
ALEX NUCCI: Isso é o que norteia a Scania, é criar grandes parcerias e parcerias de longa data. O fechamento desse negócio, ele celebra não apenas a quantidade de veículos, mas essa jornada que tem mais de 60 anos entre o Grupo JCA e a Scania, onde a gente pode prover a todo o Grupo JCA veículos de altíssima qualidade, que tem não só potência, torque, mas acima de tudo segurança, e com os veículos Euro 6, maior sustentabilidade. Então é a Scania provendo para a JCA o que nós temos de mais tecnológico, mais seguro e mais sustentável no Brasil.
ADAMO BAZANI: E, Gustavo, vamos ter novidades para 2026. Já está planejada uma compra, a gente não vai só falar de Scania e Marcopolo, porque também nessa compra tem ônibus urbanos, e o foco da Scania, apesar de atuar no urbano, mas tem alguns segmentos, os segmentos mais leves que não tem atuação direta da Scania, mas tem novidades para 2026, é isso?
GUSTAVO RODRIGUES: Sim, como eu mencionei aqui, Adamo, é um prazer falar com você. Nosso grupo tem como fundamento nessa disciplina da excelência operacional a renovação de frota como um dos pilares. E esta renovação que nós confirmamos hoje, de 650 veículos, dos quais 60% são rodoviários, equipados com chassis Scania, não estão contemplados nesses volumes a renovação de frota do próximo ano, 2026. Então, no próximo ano, no mínimo, o nosso grupo deve fazer uma renovação de frota da ordem de 10%, que equivale a 250 ônibus, ou até mesmo podendo chegar a 300 ônibus. Quem sabe, dependendo da capacidade nossa de revenda dos veículos que estão saindo de operação, a gente consiga fazer até um esforço adicional.
ADAMO BAZANI: Para finalizar nosso bate-papo, a gente fala sempre de sustentabilidade, é claro, tem o ônibus elétrico, o ônibus a biometano, o biogás, que são essenciais. A gente nem diz que isso é o futuro, porque já são o presente. Mas a renovação de frota em si já é um grande ganho ambiental. Os Euro 3 vão acabar no Grupo JCA, quantos já são de Euro 6, e qual o impacto ambiental desta renovação?
GUSTAVO RODRIGUES: Então, com esta entrega agora, que vai finalizar com 45 veículos no primeiro trimestre, nós vamos alcançar um pouco mais de 1.100 ônibus já equipados com chassis Euro 6. Com a renovação de frota do próximo ano, vamos passar de metade da nossa frota. Nós fizemos uma estimativa do que nós vamos operar em quilômetros nos próximos cinco anos, e estimamos uma economia de 72 mil toneladas de emissões sendo reduzidas com esses equipamentos mais eficientes. Tanto do ponto de vista de consumo, quanto propriamente de emissões. Tem uma redução brutal do Euro 5 para o Euro 6. Imagine do Euro 3 para o Euro 6. Então, realmente, esse é o salto que nós estamos oferecendo para a sociedade.
ADAMO BAZANI: A gente esteve na COP, na última semana, em Belém do Pará, acompanhando presencialmente. A Scania hoje divulgou os dados do Inventário de Emissões do Sistema Transporte, da CNT, Confederação Nacional do Transporte, que diz que o grande vilão ainda da poluição é, em primeiro lugar, o transporte individual, em segundo lugar, vem o transporte de carga, e o ônibus definitivamente não é o vilão, mas é claro que dá para melhorar. A gente tem o Euro 6, que já reduz bastante, mas tem também o biogás, o biometano e o elétrico. Rapidamente, quais são as soluções da Scania para combustíveis alternativos ao óleo diesel?
ALEX NUCCI: Olha, Adamo, quando você olha para a jornada de sustentabilidade, como bem colocado, o ônibus hoje representa algo em torno de 10% de todo esse impacto. A Scania sempre fala que se é parte do problema, precisa ser parte da solução. A Scania tem os veículos Euro 6, já rodando no Brasil, nós temos os nossos ônibus a gás, muito mais focados no urbano, mas agora começando os seus primeiros testes no rodoviário, e a eletrificação, quando a gente fala de veículos urbanos. Agora, na Busworld, nós lançamos um ônibus híbrido, que começa os seus testes na Europa, e nós vamos testar e ver se ele tem aplicabilidade ao Brasil. Como a Scania vem falando ao longo desses últimos anos, nós não temos uma bala de prata, e também nós vamos viver com esse mundo mais eclético. São várias as soluções, e cada uma precisa ser aplicada no momento certo, na aplicação correta. No ônibus rodoviário, por exemplo, o gás ainda não é a melhor alternativa. Por enquanto, os veículos Euro 6 são as melhores alternativas. Naturalmente, mais à frente, traremos novas tecnologias que vão contribuir, de um lado, na redução de emissão do próprio combustível diesel, e, se aplicável aqui no Brasil, outros modelos de veículos que possam, sim, caminhar para essa sustentabilidade mais efetiva no mercado brasileiro.
Leia também a entrevista completo com o Diretor de Operações Comerciais e Mercado Interno da Marcopolo, Ricardo Portolan:
ADAMO BAZANI: Nosso contato é com o Diretor de Operações Comerciais e Mercado Interno da Marcopolo, Ricardo Portolan, que vai especificar para a gente os ônibus que estão sendo entregues. Faltam agora 45 double-decker de dois andares, e as principais tecnologias que as carrocerias Marcopolo incorporam nesses ônibus entregues.
RICARDO PORTOLAN: Olha que bom, Adamo, que conseguimos falar. Sempre um prazer falar contigo, com a tua audiência. Então, nós estamos aqui nesse evento aqui, começando a semana, um evento bom, com boas notícias, nesse anúncio do investimento da JCA, e são todas carrocerias Marcopolo G8, com tudo que tem de melhor em termos de tecnologia nas carrocerias. A gente tem diferentes configurações nas carrocerias, diferentes variações, enfim, em relação às poltronas, mas elas incorporam, todas elas incorporam o sistema de segurança, que é a poltrona, o sistema de segurança da Scania, que ele faz a interface com a Marcopolo, no caso da poltrona Marcopolo, que tem o sistema vibratório anti-sono, que é um dos itens opcionais e que está incorporado também nessa compra da JCA.
ADAMO BAZANI: Anti-sono do motorista.
RICARDO PORTOLAN: Do motorista, exatamente.
ADAMO BAZANI: Porque o passageiro pode dormir.
RICARDO PORTOLAN: Pode dormir à vontade.
ADAMO BAZANI: Vibratório para o motorista. Como funciona? É bem interessante isso. Como funciona? É detectado, por exemplo, que o motorista começa a ter sinais de cansaço e a poltrona vibra, é isso?
RICARDO PORTOLAN: Exatamente. Ela tem um sistema interligado com o da Scania. Então, o sistema que identifica o movimento dos eventuais sinais de sono é da Scania.
ADAMO BAZANI: De fadiga, né?
RICARDO PORTOLAN: De fadiga, e aí a poltrona vibra.
ADAMO BAZANI: Bem interessante. Ônibus de primeiro mundo. Nem, às vezes, em países da Europa já tem essa tecnologia, lá vai se tornar obrigatório isso agora.
RICARDO PORTOLAN: Exatamente.
ADAMO BAZANI: Aqui é opcional, mas mostra que o Brasil já tem essa tecnologia, já pode estar na vanguarda do mundo, né?
RICARDO PORTOLAN: Sem dúvida, Adamo. Você também esteve lá na Busworld, na Bélgica, no mês passado, onde a Marcopolo apresentou o G8 para o mercado europeu. A gente pode falar com bastante tranquilidade que o que tem disponível aqui no Brasil, que a JCA anunciou aqui de investimento e adquirindo esses produtos aqui, enfim, esses ônibus, é o que tem de melhor no mundo, seja em tecnologia, seja em segurança, seja em conforto. Você viu lá também as poltronas da Marcopolo. Enfim, o nível de segurança não fica a desejar. Pelo contrário, é o que tem de melhor em termos mundiais.
ADAMO BAZANI: Perfeito. Portolan, a gente fez questão de gravar sua participação aqui também nesse vídeo, nessa conversa. A gente conversou anteriormente com o Gustavo do Grupo JCA, conversou com o Alex da Scania. Mas a gente queria também deixar registrada a palavra aqui da Marcopolo. Muito obrigado.
RICARDO PORTOLAN: Eu que agradeço. Vou aproveitar o momento para, mais uma vez, agradecer a parceria da JCA, agradecer a Scania aqui pelo evento, enfim, a parceria com a JCA de décadas. E aproveitar o teu canal aí também para reforçar essa mensagem.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Colaborou Arthur Ferrari



À empresa tomou juízo e voltou para à Scania, só falta agora ter consciência e pagar SALÁRIO DECENTE AO MOTORISTA RODOVIÁRIO!!!!!
Grupo JCA forte com parceiros fortes e de confiança como a Scania. Ainda bem que viram logo que a Mercedes era um barco furado e pularam fora.
prefiro mercedes carro inquebravel, chassis mais vendidos do brasil e nao e por acaso, mas tem gente que gosta de falar mal.
Inquebrável , não no Euro 6. E o chassi Mercedes é o mais vendido, considerando os de motor dianteiro e urbanos
Mercedes só ainda está na liderança por causa dos chassis urbanos. Mas logo vai perder também, até os urbanos estão indo pros chassis Volkswagen.
Mercedes está uns 20 anos atrasada em relação as outras. Motores fracos, câmbio ruim e vivem pegando fogo.
O chassis rodoviários Mercedes são bons, porém a sua liderança está essencialmente mais atrelada ao fator menor-preço.
Já a Volvo (principalmente) e a Scania continuam sendo bem melhores, e também mais caros exatamente pela qualidade a mais que eles oferecem.
Ao mesmo tempo a Volksbus vem ganhando terreno (especialmente nos urbanos) pela sua robustez, versatilidade e melhor custo-beneficio a preços mais justos.
E enquanto isso a Transportes Paraíbuna, a cada dia que passa só piora, sem manutenção, os ônibus com mais de 10 anos de uso, só vivem quebrando, peças recondicionadas, gambiarra não maioria dos ônibus, passageiros dão graças a Deus quando chegam no destino final, raramente isso acontece. O dono não está nem aí para a empresa, sem contar com os chefes de garagens que alguns gostam de humilhar os motoristas e outros funcionários.
Concordo plenamente.
Temos a opção da Viação São Cristóvão, mas segundo informações, a mesma é impedida de entrar na rodoviária de São João Del Rei.
Do Rio de Janeiro para São João Del Rei temos a opção da SC, pagando até São Tiago e descemos em frente à rodoviária.
No sentido contrário, quando preciso, vou até Barbacena e uso os serviços da Útil.
Adoro as linhas o conforto e o luxo de todos e suas pinturas, gostaria muito de receber uma miniatura de qualquer um destes ,venho através deste comentário ter a minha,para colecionador desde já fico grato se assim ver meu pedido sou super fã de todos.