Eletromobilidade

Eletra vai entregar 650 ônibus elétricos até abril de 2026. Maioria é para São Paulo

Diretora-presidente da marca participou de palestra na COP30 e disse que capital paulista, apesar de problemas que enfrentou com falta de infraestrutura, pode ser considerada exemplo

ADAMO BAZANI

A Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), deve entregar até abril de 2026, mais 650 ônibus elétricos de diversos portes para diferentes localidades do Brasil, mas a maioria será mesmo para a capital paulista.

A afirmação é da diretora-presidente da empresa, Milena Romano, em uma das atividades oficiais da Cop-30 (Conferência das Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas).

Milena participou do Painel “Descarbonização nos Transportes”, nesta quinta-feira, 13 de novembro de 2025, organizado na Green Zone (área de livre acesso), em Belém, realizado pelo Sistema Transporte, da CNT (Confederação Nacional do Transporte), a Estação do Desenvolvimento, um espaço oficial da COP30 destinado a debater assuntos ligados ao transportes no contexto da sustentabilidade.

O Diário do Transporte cobre presencialmente o evento em Belém, a convite da Eletra.

Como havia mostrado a reportagem, a empresária projeta que até dezembro de 2026, o Brasil ultrapassará Chile e México e vai se tornar a maior frota de ônibus elétricos da América Latina.

Assista a entrevista neste link:

ENTREVISTA: Brasil vai ter a maior frota de ônibus elétricos da América Latina até dezembro de 2026 e São Paulo superou problemas

Para comprovar sua projeção, Milena relatou justamente essas encomendas de 650 veículos somente com a tecnologia da empresa.

Mais fabricantes também devem realizar entregas para a capital paulista,.em especial, Mercedes-Benz, BYD e Marcopolo.

Outras encomendas para a Eletra já estão em negociação.

Com isso, segundo Milena, a Eletra reforça sua posição de liderança em ônibus elétricos no mercado brasileiro.

Dos 1.158 ônibus elétricos que operam em todo o Brasil, 62% são 100% brasileiros, da Eletra. O Brasil será líder em ônibus elétricos na América Latina passando Chile e México até dezembro de 2026 e as encomendas para a Eletra serão o ponto chave para esta posição do Brasil” destacou.

Milena ainda disse que dessa frota total atual, mais de 80% estão na cidade de São Paulo, que em outubro chegou a 1009 unidades.

O milésimo ônibus é um Eletra, de 15 metros, três eixos, capacidade para 100 pessoas e que opera pela empresa Transpass, na zona Oeste de São Paulo.

Milena elogiou a determinação e coragem do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes, que segundo a empresária, assumiu a pauta ambiental. Milena disse que os maiores problemas relacionados a falta de infraestrutura de distribuição nas garagens foram solucionados.

“São Paulo é um exemplo para o mundo. O prefeito Ricardo Nunes teve coragem, enfrentou críticas, resistências, suportou as pressões, mas se manteve firme. Hoje a cidade é referência em transportes limpos e agora, com os principais problemas de infraestrutura superados, o ritmo de eletrificação na cidade de São Paulo vai se ampliar”

Milena, ainda no painel, destacou que o Brasil tem de tudo para ser um dos grandes exportadores de ônibus elétricos e conhecimento em eletrificação de frotas, mas que deve incentivar mais a indústria nacional para não perder a oportunidade que pode vir a se a acabar.

“O momento é agora. Na era do diesel, o Brasil foi um dos principais fornecedores de ônibus para o mundo. Com os elétricos, esta posição é ainda dos chineses. Mas temos indústria local, flexibilidade que nenhum outro produto tem de se adaptar a diferentes operações e conhecimento. O mundo já nos procura. Não vamos, enquanto país, perder esta chance”, disse a empresária que ainda citou o exemplo da Eletra Consult, serviço da Eletra de consultoria a empresários de transportes e gestores públicos para implantação, operação e pós-venda de frotas eletrificadas, que orienta desde a preparação das obras civis na garagens e escolhas de linhas de financiamentos até manutenção de veículos e equipamentos e o treinamento de funcionários das operadoras de transportes.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Zika disse:

    Vou repetir os problemas, Eletra e BYD com modelos padron com assentos diminuídos e virou quase um midi prejudicando os passageiros, a VW e Marcopolo Attivi integral próprio da empresa são os únicos com assentos próximos e mais bancos a versão de diesel, se melhorar isso já fará uma grande diferença.

    1. Marco Antonio Pereira Silva disse:

      Byd não terá assento reduzidos nos próximos modelos a serem fábricados e o alem de Marcopolo e Vw os Volvo e Scania tbm não tem assentos reduzidos hj só a Eletra ea MB que tem isso

  2. Dom Robby disse:

    Gostaria de saber se com a quantidade não informada, em Abril o Ricardo Nunes vai cumprir a promessa dê 1200 ônibus elétricos rodando em SP só 30 meses de atraso e quando nessa conta ele consegue cumprir sem considerar os trólebus (que ele diz ser horrível e caro) que acho ser cerca de 200?

  3. Roberto Araújo disse:

    Será um marco pra são Paulo se isso acontecer! Pois às companhia metropolitana também já estava na hora de aderir esse sistema pois essas empresas utilizam modelos muito antigo e vem poluindo a capital? Governo do estado já está na hora de rever isso vamos trabalhar em conjunto a prefeitura pois estamos dê olho.

  4. George disse:

    Tá muito atrasado como toda política pública que só beneficia os políticos…

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