Eletromobilidade

ESPECIAL com VÍDEO: Ônibus mídis (micrões) elétricos despertam cada vez mais interesse de frotistas e indústria passa a dar mais atenção no segmento

Isso porque, o custo-benefício de eletrificação de modelos de dimensões maiores ainda é mais vantajosa, mas como contratos e gestores públicos têm exigido ônibus alternativos ao diesel em sistemas alimentadores, as viações começam a ampliar a procura

ADAMO BAZANI

Colaborou Vinícius de Oliveira

Os ônibus mídis elétricos têm sido ainda uma carência no mercado de veículos voltado para os transportes menos poluentes. Foi possível perceber isso pelo interesse e pelas exposições no Arena ANTP, evento promovido pela Associação Nacional dos Transportes Públicos, pela OTM Editora, com apoio do Diário do Transporte.
Levando em consideração fatores como preço elevado dos veículos elétricos; a capacidade reduzida de transportes dos ônibus mídis, as dificuldades operacionais e o menor retorno financeiro em geral das linhas alimentadoras espalhadas pelo país (onde os mídis circulam) são fatores que evidenciam que o custo-benefício de eletrificação de modelos de dimensões maiores ainda é mais vantajosa, mas como contratos e gestores públicos têm exigido ônibus alternativos ao diesel em sistemas alimentadores, as viações começam a ampliar a procura e a indústria parece agora responder, apesar que ainda a gama em geral, mesmo crescendo, ainda tem muitas lacunas.

ELETRA COM MERCEDES-BENZ:


As fabricantes que oferecem produtos e modelos nesse segmento aproveitaram essa carência no mercado e exibiram seus veículos no evento, como por exemplo a Eletra, que em parceria com a Mercedes-Benz, apresenta o mídi, já conhecido, que roda em Brasília, piso alto de 10 metros. Ele utiliza a base do OF-1721L da Mercedes-Benz, mas a tração e a tecnologia são da Eletra.
São veículos voltados para os sistemas alimentadores, áreas mais periféricas, sistemas de menor demanda, mas cujos contratos ou mesmo a opção de alguns operadores tem sido pelo elétrico.

O mídi exibido pela Eletra estava no padrão da área 4 do Distrito Federal, operado pela empresa Marechal.

De piso alto, o micrão é até “altinho” porque ele é suspensão a ar, mas tem todo o ajoelhamento.

A configuração permite com que as baterias não tomem muito espaço interno. Esse é um dos desafios para os mídis elétricos, que é justamente a questão do espaço, mas no modelo exposto pela Eletra, houve um aproveitamento interessante.

CAIO, BUS-ELETRIC, VOLKSWAGEN:


Outro modelo na configuração mídi, que foi destaque aqui no evento, é com carroceria Caio também. O da Eletra com Mercedes-Benz leva a mesma marca de carroceira, mas o modelo exposto pela Caio foi desenvolvido em parceria com a transformação da Blue Electric. Que é um veículo que tem como base o chassi Volkswagen, que foi eletrificada, é um ônibus zero quilômetro. A base é do chassi Volkswagen, concebido para o diesel, recebeu todo o equipamento elétrico. Também teve a questão do espaço sendo aproveitado A reportagem do Diário do Transporte percebeu que a parte traseira tem a ocupação total de bancos.

A unidade exibida foi uma configuração mais voltada para São Paulo, o da Eletra/Mercedes-Benz era para Brasília, para o Distrito Federal.

O modelo tem um bom espaço interno. Carregador USB e um bom espaço interno, inclusive para pernas nos últimos bancos após a porta traseira e após o corredor do penúltimo.

BYD – MIDI 10 Metros com piso baixo:


Outro destaque de mídi elétrico, que foi notícia em primeira mão no Diário do Transporte, com uma tecnologia embarcada dotada de uma bateria denominada Blade, que tem um tempo menor de recarga, e um equipamento que reúne seis outros equipamentos (um controlador eletrônico que reúne seis tipos de equipamentos para funções elétricas que permitem a tração) foi o BYD para 10 metros.

O modelo exposto piso baixo, atende, por exemplo, ao padrão SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora das linhas da capital paulista.

Os detalhes podem ser conferidos neste link: https://diariodotransporte.com.br/2025/10/24/exclusivo-lancamento-byd-apresenta-o-unico-onibus-midi-10-metros-de-piso-baixo-montado-no-brasil/

A bateria Blade, que é mais fina, mais leve, carregamento em até três horas.

O equipamento que reúne, na prática, outros seis equipamentos, fica na parte traseira e oferece espaço maior para o encarroçamento, para bancos e outros itens da carroceria deixando o veículo mais leve.

A BYD, inclusive, diz que essas tecnologias, tanto da Blade quanto 6×1, conseguem reduzir em cerca de uma tonelada e meia o peso bruto de um ônibus padron ou midi, o que significa mais espaço e menos desgaste, tanto para a parte elétrica quanto para a mecânica, para pneus, e, também, um maior aproveitamento para transportes de passageiros.

Veja os detalhes em:

EXCLUSIVO – LANÇAMENTO: BYD apresenta o único ônibus midi 10 metros de piso baixo montado no Brasil

Portanto, os menores foram os que falaram mais alto aqui no evento, por causa justamente dessa carência de mercado. Há outras marcas que oferecem, mas a reportagem se refere aos que têm fabricação ou montagem/adaptação no Brasil.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Vinícius de Oliveira

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Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Zika disse:

    Se for para empresas que tem pouco capital ou estatal até concordo sendo em locais pequenos, agora em grandes cidades não concordo porque fica parecendo que querem gastar menos só pra dizer que é elétrico.

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