Eletromobilidade

Detro-RJ inicia teste com ônibus elétrico da ANKAI: 12 metros de tecnologia limpa e 350 km de silêncio sobre rodas

Veículo vai operar na linha 420T – Nilópolis x Barra da Tijuca, com carregador de 120 kW; na segunda-feira será a vez do teste com ônibus a gás no interior

ALEXANDRE PELEGI

A transição energética começa a ganhar corpo também nas linhas metropolitanas do Rio. Neste sábado, 8 de novembro de 2025, o Detro-RJ dá partida em um novo capítulo de sua política de inovação e sustentabilidade: o teste de um ônibus elétrico ANKAI OE-12, fabricado na China e equipado com tecnologias de última geração.

A estreia acontece na linha 420T — Nilópolis x Barra da Tijuca (via Mesquita), com o embarque programado para as 8h no Terminal Rodoviário de Nilópolis. O veículo vem acompanhado de um carregador rápido Livoltek de 120 kW, capaz de repor totalmente as baterias em cerca de duas horas e meia.

O ANKAI OE-12 tem autonomia de até 350 km com suas baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP) de 350 kWh, suficientes para um dia inteiro de operação urbana sem recarga intermediária. O motor elétrico síncrono entrega 250 kW de potência e 3 500 N·m de torque, movendo com suavidade um ônibus de 12 metros de comprimento e capacidade para 74 passageiros.

O modelo foi projetado com piso baixo integral, rampa para cadeirantes e ampla área reservada para pessoas com mobilidade reduzida. O sistema de suspensão pneumática com nivelamento automático (ECAS) garante conforto mesmo em vias irregulares — um atributo essencial para quem enfrenta o trânsito da Baixada à Zona Oeste todos os dias.

O presidente do Detro-RJ, Rafael Salgado, confirmou para o Diário do Transporte a realização do teste. “Amanhã iniciamos um importante teste com ônibus elétrico da ANKAI no estado do Rio de Janeiro. A mudança energética não é mais um projeto para o futuro ela já é uma realidade no nosso estado. E o DETRO está atento, ouvindo a população e buscando soluções modernas, sustentáveis e eficientes para melhorar a vida de quem depende do transporte público todos os dias. Esse é mais um passo na direção de um transporte mais seguro, eficiente e de qualidade para todos os fluminenses”.

João Renato Martins Cesar. gerente da ANKAI, disse acreditar fortemente no projeto do Detro. “A Linave (empresa que vai operar o ônibus) também confia na mudança tecnológica e tem nos apoiado ativamente nos testes. Estamos entregando um produto que representa o que há de mais moderno no mercado, com alta eficiência energética.Vale destacar que participamos de forma próxima em todo o processo — analisando dados e realizando ajustes constantes para oferecer a melhor experiência possível a passageiros e condutores”, diz o executivo da fabricante chinesa.

Inteligência a bordo

Mais que elétrico, o OE-12 é inteligente. Vem equipado com o sistema ADAS (Advanced Driver Assistance Systems), um pacote de segurança ativa que inclui alerta de colisão frontal, frenagem autônoma de emergência, aviso de saída de faixa e monitoramento de ponto cego. Recursos até então restritos a automóveis de luxo começam, assim, a chegar ao transporte coletivo.

O ar-condicionado, fornecido pela SongZ, opera com compressor elétrico de alta eficiência, mantendo o conforto térmico sem comprometer a autonomia — um ponto vital em ônibus elétricos.

Silencioso, livre de emissões locais e mais barato de operar — o custo por quilômetro pode ser até 70% menor que o de um modelo a diesel —, o ANKAI OE-12 simboliza a convergência entre inovação tecnológica e sustentabilidade.

O presidente do Detro-RJ, Rafael Salgado, confirmou que a equipe de comunicação acompanhará a primeira viagem de ponta a ponta. “Queremos ouvir o motorista, os passageiros e entender como a operação se comporta no dia a dia”, afirmou.

Já na segunda-feira, o órgão dará sequência ao programa com o teste de um ônibus a gás natural na linha Paulo de Frontin–Paracambi, mostrando que o Estado do Rio busca diversificar sua matriz energética sobre rodas.

Com esse início de testes, o Detro-RJ se junta a outras capitais e regiões metropolitanas que vêm experimentando novas tecnologias limpas — um passo simbólico, mas necessário no rumo ao transporte público mais sustentável.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Comentários

  1. Santiago disse:

    O problema do piso baixo integral, é que ao fundo do ônibus o corredor interno fica miseravelmente estreito devido ao cofre do trem-de-força.
    Em um país como o nosso, que os ônibus superlotam nos horários de pico, acho mais adequado o piso-baixo “clássico” – com o piso baixo na frente e no meio, e elevado no eixo e balanço traseiros.

  2. Iran Galheiro disse:

    Já passou da hora do Rio se modernizar pois o futuro já está aí e muitas regiões já está preparada da o futuro.

  3. Aloísio dos Santos Oliveira disse:

    Bom Dia.
    Sou Aloisio Matricula 4.921 trabalho na MOBI RIO RJ.
    Quando é que teremos um BRT para TESTE aqui no Rio de Janeiro.
    Eu adoro os Ônibus da B Y D
    Mas acredito que prefeitura irá opetar pelo Eletra da Marcopolo.
    Contato: 21 9.6565:84OO
    EMAIL: aloisio.santos201565gmail.com
    OBS: Trabalho no Bacural da linha: 28
    Sem Mais: Aloisio dos Santos Oliveira

  4. Luis Carlos Soares de Oliveira disse:

    Porque o privilégio de ônibus elétricos em nilopolis? E Nova Iguaçu fica sem essas novidades? Pois os ônibus elétricos deveriam ter a suspensão mais alto igual dos ônibus a combustão! Para rodar dentro de Nova Iguaçu! Deveria ônibus elétricos na linha 155 Nova Iguaçu X Queimados!

  5. ANDERSON FERREIRA DE SOUZA disse:

    quero parabenizar a empresa linave parabenizar qual fui funcionário em 1992 A1996 pela modernização da frota quando fui cobrador desta empresa eu trabalhava em um carroceria Gabriela. hj só vejo ônibus de última geração. meus parabéns

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading