Eletra vai ampliar capacidade de produção de 1800 para 3 mil ônibus elétricos na planta de São Bernardo do Campo (SP) em 2026
Publicado em: 29 de outubro de 2025
Para isso, empresa de capital 100% nacional, abre ciclo de investimentos de R$ 40 milhões, que serão detalhados no Arena ANTP em apresentação com Secretário Nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades. Lançamento de linha própria de chassis e do serviço Eletra Consult são destaques em evento
ADAMO BAZANI
A Eletra, empresa genuinamente brasileira, vai ampliar a capacidade de produção de 1,8 mil para 3 mil ônibus elétricos por ano em sua planta em São Bernardo do Campo (SP) a partir de 2026.
Para isso, abriu um ciclo de investimentos na ordem de R$ 40 milhões com a criação de uma nova linha exclusiva para montagem de chassis elétricos.
Estes investimentos são apresentados em detalhes durante anúncio nesta quarta-feira, 29 de outubro de 2025, no estande da Eletra no Arena ANTP, na capital paulista, em apresentação com o Secretário Nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Denis Andia.
“Fizemos questão de estar na presença do Secretário para este anúncio especial porque a novidade não se trata apenas do reflexo do crescimento da Eletra, mas a concretização do Brasil como genuíno produtor com potencial exportador de ônibus elétricos. São chassis desenvolvidos integralmente no Brasil. Produzidos integralmente no Brasil e os investimentos são integralmente de uma empresa brasileira. Nosso País entra definitivamente para a rota do transporte limpo no mundo” – disse a diretora-presidente da Eletra Industrial, Milena Braga Romano.
“Investimentos como estes significam maior valor agregado aos produtos brasileiros, que não mais se limitam a ser matérias-primas. Representam ganhos de imagem do País no exterior e, acima de tudo, significam mais empregos gerados para brasileiros, em especial na região do ABC, que foi expoente da indústria automotiva e, agora, com seus parceiros Mercedes-Benz e Scania se torna referência da indústria de veículos não poluentes” – completou a diretora-comercial da Eletra, Ieda Oliveira.
A empresa destaca novidades como lançamento de sua linha própria de chassis brasileiros de ônibus elétricos produzidas a partir de São Bernardo do Campo (SP) utilizando as plataformas da Mercedes-Benz e também do serviço de consultoria para implantação, operação e assistência de frotas elétricas denominado Eletra Consult.
Na segunda etapa de desenvolvimento do chassi, todos os módulos elétricos e eletrônicos serão com tecnologia Eletra. A parceria com a Mercedes-Benz continua, com o fornecimento da plataforma e todos os módulos mecânicos do chassi.
O estande da Eletra é o maior de todo o evento e a empresa é a que mais apresenta novidades neste ano.
No primeiro dia, nesta terça-feira (28), já recebeu visitantes de diversas partes do Brasil e da América Latina e a expectativa é de aumento dos contatos entre esta quarta-feira (29) e quinta-feira (30), principalmente após o anúncio ao lado do Secretário Nacional de Mobilidade Urbana, que será seguido de entrevista coletiva.
O Arena ANTP, evento da ANTP – Associação Nacional dos Transportes Públicos, OTM e Diário do Transporte-PodCast do Transporte, ocorre até quinta-feira, no Transamérica Expo Center, que fica à Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro, São Paulo (SP).
Os investimentos, assim, estão no contexto deste pacote de lançamentos que englobam três destaques:
– A primeira linha de chassis de ônibus elétricos desenvolvida e produzida pela Eletra, empresa com origem e capital integralmente brasileiro e que abrange os principais segmentos de transportes urbanos e metropolitanos, desde os alimentadores 11,5 m, passando pelos padrons, até os superarticulados de 23m. Todos com piso baixo e indicados para as mais variadas demandas, compondo uma rede de transportes.
– O Eletra Consult, um serviço de consultoria denominado Eletra Consult, considerado inédito na América Latina, que desenvolve a implantação de frotas elétricas, desde antes mesmo da compra dos veículos, considerando até mesmo as obras civis de adequações das garagens e terminais, passando pelo levantamento das linhas de financiamento mais adequadas para cada empresa, até a operação, manutenção e indicação das possibilidades de uso das baterias após não servirem mais para as linhas regulares.
– Em parceria com a WEG, outra empresa brasileira, a Eletra desponta com uma nova geração de motores elétricos para ônibus com a tecnologia de imã e de baterias que deixam os veículos cerca de 350 kg mais leves, reduzem o espaço ocupado na carroceria e ampliam a área para mais bancos aos passageiros. Com a nova tecnologia, as baterias conseguem uma retenção energética maior, o que pode resultar em maiores autonomias e prolongamento da vida útil.
Nesta segunda-feira (27), o Diário do Transporte antecipou as linhas gerais das novidades com uma entrevista exclusiva da diretora-presidente da Eletra, Milena Braga Romano, que ainda falou do lançamento em parceria com a WEG, outra empresa brasileira, de uma nova geração de motores elétricos para ônibus com a tecnologia de imã e de baterias que deixam os coletivos cerca de 350 kg mais leves, reduzem o espaço ocupado na carroceria e ampliam a área para mais bancos aos passageiros. Além disso, a promessa é que de as baterias com a nova tecnologia tenham uma retenção energética maior, o que pode resultar em maiores autonomias e prolongamento da vida útil.
A entrevista na íntegra você assiste clicando neste link: https://diariodotransporte.com.br/2025/10/27/em-primeira-mao-eletra-lanca-chassis-de-onibus-eletricos-proprios-servicos-de-consultoria-e-apresenta-nova-geracao-de-baterias-com-a-weg/
Pouco tempo depois da publicação no Diário do Transporte, tanto gestores públicos de prefeituras e Estados como frotistas entraram em contato interessados nas novidades.
O que chamou a atenção foi a procura por detalhes do Eletra Consult, o que mostra que há ainda muitas dúvidas em relação à eletrificação que vão muito além do tipo de ônibus a escolher. Quando esteve na Bélgica, na Busworld 2025, a convite da Mercedes-Benz, o Diário do Transporte constatou que na Europa tem iniciado a tendência de os fabricantes de veículo participarem ativamente de todo o processo de implantação de frotas elétricas, mas, até então, na América Latina não havia esse serviço completo lançado pela Eletra.
CONSULTORIA ALÉM DO ÔNIBUS:
Segundo a Eletra, o serviço não é uma ação de venda e não se limita a oferecer produtos e soluções prontas, mas desenvolver personalizadas com base nos padrões técnicos estipulados pelos órgãos de metrologia e segurança, definindo até mesmos as alternativas mais indicadas de obras civis, de relacionamento com a distribuidora de energia e as linhas de financiamento disponíveis no mercado brasileiro. O diagnóstico da rede de distribuição, potência e como compatibilizar tudo isso à demanda de passageiros das linhas para aí sim escolher o modelo de ônibus possível fazem parte da abrangência do Eletra Consult.
CHASSIS E ACESSO MAIS FÁCIL A FINANCIAMENTOS BNDES E FINAME:
Sobre os chassis nacionais Eletra, a empresa diz que a gama já disponível para a venda engloba os principais segmentos de ônibus urbanos e metropolitanos no Brasil, desde alimentadores com 11,5m, passando pelos básicos (12m) e padrons (12m a 13m), até os superarticulados (20m a 23m) de alta capacidade de atendimento que, apesar das dimensões elevadas, são de fácil manobra devido ao eixo direcional traseiro que também esterçam. Por terem o maior nível de nacionalização hoje entre as marcas disponíveis no mercado, ao optar pelos chassis Eletra, é possível ter acesso mais garantido e simplificado a linhas de financiamento públicos voltados à economia verde nacional, como Finame e pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS DE BATERIAS, MOTORES E INVERSORES
Em relação a tecnologia embarcada, a Eletra em parceria com a WEG, indústria também genuinamente brasileira, traz diversas novidades.
Um dos destaques é a nova célula de baterias, com mais capacidade energética, o que garante maiores autonomias com o mesmo peso dos modelos atuais.
Já os novos motores e inversores permitem uma redução de peso de cerca de 350 kg e ampliação da capacidade total de transportes, dependendo da configuração de cada veículo.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Um trunfo a favor da Eletra, frente à concorrência chinesa, é o melhor conhecimento do dia-a-dia estrutural e funcional dos nossos sistemas de transporte, além da assistência técnica muito mais ágil e estruturada por envolver fornecedores nacionais.
Diante da alta complexidade e investimentos para se desenvolver plataformas próprias de chassis, é plenamente compreensível a parceria com a Mercedes-Benz para o fornecimento da plataforma básica.
Entretanto seria interessante se a Eletra iniciasse alguns estudos nesse sentido, de forma ponderada e sem pressa, começando por ônibus menores (os quais têm um potencial maior do que se imagina nos sistenas de transporte coletivo).
A Eletra conhece tão bem nossos sistemas de transporte que podia fazer chassis pra micro ônibus elétricos e não faz,matou o500ua e-bus que podia vender horrores,cagou com o o500uda e-Bus que foi rejeitado em várias empresas que passou, que tinha inversores ruins,um ônibus articulado que faz muitas viagens ao dia q Eletra tem a cara de pau de oferecer uma versão com 170 km de autonomia e pedir 4 milhões e 100 mil reais nela,ela só vende bem o k310UB e-bus em São Paulo pq ele não tem concorrentes, se a byd for esperta e trazer o b15 pra cá ninguém vai lembrar desse ônibus ruim,na Express tem relatos de vários que param do nada,o motorista precisa reiniciar o sistema do ônibus pra ele voltar a funcionar,fora a autonomia medíocre dele de 240 km.
A Eletra pras Chinesas não é nada.
Claro que a Eletra não tem a envergadura e nem o cacife de uma gigante multinacional.
Porém não deixa de ser bem vindo uma empresa brasileira, empregando componentes nacionais, e firmando parceria com outros fabricantes nacionais. E o Brasil têm o privilégio de possuir tamanho, demanda e tecnologias para isso.
E se a Eletra fosse tão problemática como você afirma, certamente ela já teria fechado suas portas há tempos. Mesmo contando com incentivos governamentais e encomendas públicas, qualquer empresa precisa entregar o que promete de forma minimamente satisfatória pra continuar existindo.
A Eletra dificilmente quebraria pq a família dona dela tem muita grana,a questão não é só as Chinesas, o dia em que os Eletras venderem mais que Mercedes a MB do Brasil vai repensar a parceria,a byd começou fazendo baterias, de que adianta uma empresa forte que posa de defensora do meio ambiente sendo que a dona dela entupiu um corredor elétrico de ônibus a diesel e baixou uma frota inteira de trólebus em condições,a Plug-in mobility que entregou 10 ônibus elétricos pra Osasco também é daqui e não tem ego inflado,a BR7 que também é dos Sétti Braga na sua última renovação de frota só trouxe ônibus com motor dianteiro, há 2 anos eles prometeram uma linha elétrica em SBC, apenas 3 elétricos operaram e hoje apenas um opera.
Se a Eletra fosse do jeito ela estaria numa situação muito melhor que hoje.
É bom lembrar o midi Of1721L que a Eletra enfiou um motor de 550 cv nele o que não faz sentido num midi,aqui em SP mídis sobre morros na Brasilândia,Tremembé e Jd Angela de boa com 210 cv, o ônibus lançado em 2023 só teve uma unidade feita e só uma empresa o testou,a ganância da Eletra em cobrar 2 milhões e 300 mil nele o matou.
Precisa melhorar a autonomia e não nerfar os bancos traseiros principalmente, porque os padrons atuais são uma vergonha junto com o elétrico puro da Mercedes.