Paralisação inesperada de motoristas de ônibus afeta transporte público de Campinas (SP) na manhã desta quinta-feira (23) 

Crédito: Emdec

Movimento iniciado nas primeiras horas da manhã durou cerca de duas horas e foi motivado por atraso nos salários e benefícios

YURI SENA

Uma paralisação inesperada de motoristas de ônibus interrompeu parte do transporte público em Campinas na manhã desta quinta-feira, 23 de outubro de 2025, deixando milhares de passageiros sem condução nas primeiras horas do dia. 

O movimento começou por volta das 4h e durou cerca de duas horas, afetando as saídas iniciais das linhas municipais.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário, o protesto envolveu motoristas das concessionárias VB1, VB3, Campibus e Onicamp. A categoria reivindica o pagamento dos salários, que deveriam ter sido depositados até o quinto dia útil do mês, além da regularização de benefícios como vale-alimentação e plano de saúde.

Para reduzir os transtornos à população, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) acionou o PAESE (Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente às Situações de Emergência). A medida permitiu que veículos de cooperativas de transporte alternativo atendessem os principais corredores da cidade, como Amoreiras, Ouro Verde e Campo Belo. As linhas do serviço Corujão, que operam durante a madrugada, também tiveram o horário estendido para auxiliar os usuários.

Enquanto parte da frota permanecia parada, algumas empresas mantiveram o funcionamento normal. A Coletivos Pádova, responsável pelo atendimento na região de Sousas, não aderiu à paralisação. As cooperativas de transporte, que não são vinculadas ao sindicato, também seguiram operando normalmente.

Agentes da Mobilidade Urbana da Emdec acompanharam a movimentação nas garagens desde a madrugada e monitoraram a situação nos principais terminais urbanos, entre eles Itajaí, Campo Grande e Satélite Íris, onde o atendimento ocorreu de forma parcial.

Em nota, a Emdec informou que segue acompanhando as negociações entre empresas e trabalhadores e lamentou os prejuízos causados à população. A companhia adiantou que estuda acionar a Justiça com um pedido de liminar para garantir a operação mínima da frota em casos futuros, além de aplicar multas às empresas que descumprirem os contratos de concessão.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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