CPTM elabora projeto funcional de nova ligação ferroviária entre Santos e Cajati

Imagem meramente ilustrativa

Linha de 223 km pretende integrar a Baixada Santista e o Vale do Ribeira com trem híbrido e conexão ao VLT e ao futuro Trem Intercidades Santos–São Paulo

YURI SENA

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) está concluindo os estudos do projeto Santos–Cajati, que prevê a criação de uma nova linha ferroviária de 223,6 quilômetros ligando a Baixada Santista ao Vale do Ribeira. O empreendimento integra as ações do Governo do Estado de São Paulo voltadas à mobilidade sustentável, desenvolvimento regional e inclusão territorial.

Os levantamentos topográficos e aerofotogramétricos da região devem ser finalizados até o fim deste ano. Em seguida, será elaborado o anteprojeto de engenharia, previsto para começar em dezembro de 2025, etapa que definirá o traçado técnico detalhado da linha e servirá como base para futuras fases de implantação ou concessão.

O projeto prevê 13 estações ao longo do trajeto: Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Itariri, Pedro de Toledo, Miracatu, Juquiá, Registro, Jacupiranga e Cajati. A CPTM avalia a possibilidade de reaproveitar trechos da malha ferroviária existente, conforme a viabilidade técnica.

O tempo de viagem estimado no serviço expresso é de cerca de 2 horas e 20 minutos. Também estão previstos dois serviços paradores: Santos–Peruíbe, com 48 minutos de trajeto, e Peruíbe–Cajati, com 1h54 de duração. A nova linha deve atender cerca de 32 mil passageiros por dia e movimentar até 600 contêineres, ampliando o transporte de pessoas e cargas entre o litoral e o interior.

O custo total do empreendimento é estimado entre R$ 19 bilhões e R$ 21 bilhões, valor que será detalhado durante a fase de anteprojeto. O sistema utilizará trens híbridos — movidos por energia elétrica e combustão — para garantir maior eficiência energética e menor impacto ambiental.

A linha será integrada ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Baixada Santista e ao futuro Trem Intercidades (TIC) Santos–São Paulo, formando um corredor ferroviário contínuo entre o litoral e a capital.

Além de ampliar as opções de mobilidade, o projeto promete reduzir o tráfego e os acidentes nas rodovias, diminuir a emissão de poluentes e impulsionar o turismo e o desenvolvimento econômico do Vale do Ribeira.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Zika disse:

    Projeto interessante esse.

  2. Santiago disse:

    Excelente projeto!
    Uma ferrovia que congrega trens regionais de passageiros e também trens de cargas gerais, conectando diretamente a Baixada Santisra (e o seu porto) com o Vale do Ribeira (e o corredor viário SP-Mercosul).
    Sabemos que o projeto não é pra amanhã e nem pra semana que vem. Mas só de ele existir e estar sendo aventado, já é um ótimo começo.
    Que se torne realidade o mais breve possível!

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