Ícone do site Diário do Transporte

Táxis de São Paulo estão autorizados a usar película antivandalismo, determina nova Portaria da SMT

Material deverá ser transparente para quem utiliza corredores de ônibus e seguir limites da Resolução 960 do Contran

ALEXANDRE PELEGI

A Prefeitura de São Paulo, por meio do Departamento de Transportes Públicos (DTP) da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transportes (SMT), publicou a Portaria SMT.DTP nº 228, de 10 de outubro de 2025, que autoriza a instalação de películas de proteção antivandalismo nos táxis da capital paulista.

Segundo o texto, a medida busca aumentar a segurança de motoristas e passageiros, desde que sejam respeitados os limites técnicos definidos pela Resolução nº 960/2022 do Contran, que regulamenta o uso de películas automotivas no país.

A autorização vale para todas as categorias de veículos providos de taxímetro. No entanto, o DTP determina que permissionários que utilizam faixas e corredores exclusivos de ônibus — conforme previsto na Lei Municipal nº 17.572/2021 — devem adotar películas totalmente transparentes, para não comprometer a visibilidade externa e a fiscalização.

O uso de películas refletivas ou espelhadas segue proibido, e qualquer instalação fora dos padrões acarretará notificação e sanções previstas na legislação vigente.
Durante as vistorias periódicas, os permissionários deverão apresentar nota fiscal e certificado de conformidade do material para comprovar a regularidade.

A portaria foi assinada por Leandro Gabrelon, diretor do DTP, e entrou em vigor na data de sua publicação.

O que diz a Resolução nº 960/2022 do Contran

A Resolução nº 960, de 17 de maio de 2022, atualiza e padroniza as regras para aplicação de películas, adesivos e cortinas em vidros de veículos automotores em todo o país.

Entre os principais pontos da norma estão:

Na prática: a resolução busca garantir que o uso de películas não comprometa a segurança viária, a identificação dos veículos e a visibilidade do condutor.

Em São Paulo, a nova portaria adapta essas regras ao serviço de táxi, permitindo apenas películas antivandalismo certificadas e transparentes — especialmente para veículos que utilizam corredores e faixas exclusivas.



Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Sair da versão mobile