Táxis de São Paulo estão autorizados a usar película antivandalismo, determina nova Portaria da SMT
Publicado em: 13 de outubro de 2025
Material deverá ser transparente para quem utiliza corredores de ônibus e seguir limites da Resolução 960 do Contran
ALEXANDRE PELEGI
A Prefeitura de São Paulo, por meio do Departamento de Transportes Públicos (DTP) da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transportes (SMT), publicou a Portaria SMT.DTP nº 228, de 10 de outubro de 2025, que autoriza a instalação de películas de proteção antivandalismo nos táxis da capital paulista.
Segundo o texto, a medida busca aumentar a segurança de motoristas e passageiros, desde que sejam respeitados os limites técnicos definidos pela Resolução nº 960/2022 do Contran, que regulamenta o uso de películas automotivas no país.
A autorização vale para todas as categorias de veículos providos de taxímetro. No entanto, o DTP determina que permissionários que utilizam faixas e corredores exclusivos de ônibus — conforme previsto na Lei Municipal nº 17.572/2021 — devem adotar películas totalmente transparentes, para não comprometer a visibilidade externa e a fiscalização.
O uso de películas refletivas ou espelhadas segue proibido, e qualquer instalação fora dos padrões acarretará notificação e sanções previstas na legislação vigente.
Durante as vistorias periódicas, os permissionários deverão apresentar nota fiscal e certificado de conformidade do material para comprovar a regularidade.
A portaria foi assinada por Leandro Gabrelon, diretor do DTP, e entrou em vigor na data de sua publicação.
O que diz a Resolução nº 960/2022 do Contran
A Resolução nº 960, de 17 de maio de 2022, atualiza e padroniza as regras para aplicação de películas, adesivos e cortinas em vidros de veículos automotores em todo o país.
Entre os principais pontos da norma estão:
-
Transparência mínima obrigatória: o para-brisa e os vidros laterais dianteiros devem permitir a passagem de pelo menos 70% da luz visível. Nos vidros laterais e traseiros, o limite é de 28%.
-
Proibição de películas refletivas: é vedado o uso de películas espelhadas, refletivas ou metalizadas, que possam causar ofuscamento ou dificultar a fiscalização.
-
Certificação obrigatória: toda película deve possuir selo de conformidade emitido por organismo acreditado pelo Inmetro, comprovando sua regularidade.
-
Cortinas e persianas: só podem ser usadas nos vidros traseiros e laterais traseiros, desde que permitam plena visibilidade quando recolhidas.
-
Penalidades: o descumprimento das regras é considerado infração grave, conforme o artigo 230, inciso XVI do Código de Trânsito Brasileiro, com multa e retenção do veículo.
Na prática: a resolução busca garantir que o uso de películas não comprometa a segurança viária, a identificação dos veículos e a visibilidade do condutor.
Em São Paulo, a nova portaria adapta essas regras ao serviço de táxi, permitindo apenas películas antivandalismo certificadas e transparentes — especialmente para veículos que utilizam corredores e faixas exclusivas.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Precisamos instalar tanto a película antivandalismo quanto a película escura. A película escura inibirá que ladrões vejam o cliente usando o celular enquanto circulamos no corredor, e a combinação das duas películas será mais eficaz.
Tenho que falar a verdade, à prefeitura de São Paulo e à SPtrans são dois órgãos BANDIDOS, agem contra a população e principalmente contra o taxista, (PERMITIR O USO E INSTALAÇÃO DE PELÍCULA ANTI VANDALISMO) DESDE QUE SEJA TRANSPARENTE, ISSO SÓ PODE SER PIADA, NÃO É?!
Além da película anti vandalismo, o táxi deve ser liberado para usar a película escura conforme a resolução do contran, se existe à lei que são essas regras do CONTRAN, porque à prefeitura por meio desse órgão inútil chamado SPtrans não segue o que manda o CONTRAN?
o isso de película escura dificulta a visão extrema do criminoso, protege o profissional que fica exposto o dia todo trabalhando da luz intensa do sol e que pode causar CANCER DE PELE, O POVO BRASILEIRO PRECISA ACORDAR URGENTE !!!!!
Nem sei como taxista sobrevive atualmente, antigamente quando não tinha a concorrência de apps táxi sempre foi caríssimo e hoje não deve ser diferente, porque no Brasil tudo é sempre caro, já que em países desenvolvidos táxi qualquer pobre usa porque é barato na maioria dos lugares.
Compreendo os motivos de quem argumenta em favor da película escura, porém discordo.
O problema é que se o veículo estiver passando por algum sequestro, ou sendo usado para a prática de delitos após haver sido roubado, a película escura dificultará enormemente a percepção por quem está no lado de fora.
Entendo que a película deva sim ter uma razoável transparência para os táxis, e também para os veiculos de aplicativo.
São vários os casos de delitos desbaratados, porque policiais em patrulha perceberam movimentações suspeitas no interior de um veículo vitimado (exatamente pelo seu interior ser observável desde fora) – ou pela denúncia de um transeunte que notou a situação.
Bando de mimizento. Querem película escura pra ficar usando corredor de ônibus sem passageiro…. Se acham donos da rua….kkkk Graças a Deus não dependo de vocês e fico no meu carro importado com vidro bem escuro…