Ônibus Rodoviários Elétricos: Está mesmo na hora de pegar a estrada?

Busworld 2025 teve como um dos destaques a eletrificação de frotas para fretamento e intermunicipais, já com vistas a rotas maiores. Baterias e serviços também estiveram entre as principais apresentações

ADAMO BAZANI
Colaborou Yuri Sena

Os ônibus rodoviários começam a entrar na era da eletrificação na Europa, pelo menos em relação a produtos, mas a viabilidade nas estradas ainda é muita dúvida. Este foi um dos principais temas da Busworld 2025, que ocorre na Bélgica, na capital Bruxelas. O Diário do Transporte está na Europa a convite da Mercedes-Benz do Brasil.

Nos estandes, praticamente todas as grandes fabricantes, sejam de origem europeia, do Oriente Médio e principalmente da Ásia, já apresentam gamas de modelos. Pelas normas de emissão da União Europeia, até 2040, todos os veículos pesados não poderão mais sair com motores a combustão das fábricas. Para os ônibus da classe 2, que são os intermunicipais, comparados com o Brasil, aos fretamento e rodoviários de curta distância, as metas já são para 2035, e para os rodoviários de maior distância, até 2040.

Não havendo uma meta específica como nos urbanos, mas dentro das obrigações de redução total das emissões de CO2.

A preocupação é em relação à falta de infraestrutura nas estradas, além da autonomia das baterias.

Nesta segunda-feira, 06 de outubro de 2025, o Diário do Transporte traz uma entrevista com o CEO global da Mercedes-Benz de ônibus no mundo, Till Oberwörder, que relata justamente esta realidade.

A própria Mercedes-Benz já lançou um veículo inédito de classe 2, o eIntouro, para justamente rotas intermunicipais. Sofisticação nesses modelos não falta, nem mesmo a promessa de eficiência. Entretanto, será que é hora mesmo desses ônibus pegarem as estradas?

E nessa esteira, outros grandes destaques da Busworld 2025 foram baterias cada vez mais eficientes, que prometem entregar autonomias maiores, porém ainda sem responder todas as necessidades do mercado, principalmente de médias e longas distâncias, e serviços, tanto desde a implantação de sistemas de ônibus elétricos, pós-venda e monitoramento eletrônico.

O Diário do Transporte viajou à BusWorld 2025, na Bélgica, a convite da Mercedes-Benz do Brasil

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Yuri Sena para o Diário do Transporte

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Comentários

  1. Santiago disse:

    Talvez em trajetos específicos e de curtas distâncias por enquanto.
    Como as linhas entre São Paulo e a Baixada Santista, ou entre o Rio de Janeiro e a Região Serrana. Já desce a serra carregando as baterias, e depois sobe de volta usando essa eletricidade ganha “na faixa”.

  2. Rodrigo Zika disse:

    Na Europa é fácil porque é um continente pequeno quanto a distância, no Brasil é impossível no momento pelo alto custo e grandes distâncias.

    1. ZéTros disse:

      Esses veículos não são apropriados para linhas interestaduais, mas para linhas entre cidades próximas das capitais com distâncias de até 200 km, 300 km, ou até maiores dependendo da autonomia, e tbm fretamento. O empecilho são os custos mesmos que historicamente são bastante altos aqui no Brasil.

      1. Rodrigo Zika disse:

        Não é atoa que se você viaja de um país pra outro na UE, é baratinho.

Deixe uma resposta para ZéTrosCancelar resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading