Mercedes-Benz anuncia 400 ônibus elétricos da marca vendidos e serviço de consultoria e monitoramento de baterias on-line para o Brasil
Publicado em: 3 de outubro de 2025
Todo o volume considera apenas o eO500U; levando em conta o elétrico articulado da marca e os ônibus em parceria com a Eletra, já são cerca de 800 unidades somente na capital paulista
ADAMO BAZANI / ARTHUR FERRARI
Colaborou Vinicius de Oliveira
O Diário do Transporte, a convite da Mercedes-Benz do Brasil, acompanha a Bus World 2025 na Europa, realizada na Bélgica, onde a marca do grupo Daimler trouxe diversas novidades.
Para o Brasil também há várias notícias novas da marca, como o total de 400 unidades do modelo elétrico eO500U, marca exclusiva da Mercedes-Benz no Brasil, um serviço de consultoria para empresas e um serviço de monitoramento on-line de toda bateria para auxiliar a gestão da frota.
A empresa já entregou, desde o início de 2024, um total de 400 novos ônibus eO500U, totalmente fabricados pela Mercedes-Benz do Brasil, somente no estado de São Paulo. O volume de entregas, segundo a fabricante, não inclui os veículos produzidos em parceria com Eletra, Caio e WEG, mas considerando os modelos comercializados nas parcerias, já são mais de 800 unidades entregues somente à capital paulista.
Produzido na planta industrial de São Bernardo do Campo (SP), o chassi eO500U foi projetado especificamente para as condições da América Latina, oferecendo autonomia de até 270 km, piso baixo e capacidade para carrocerias de até 13,2 metros. O sistema de recarga utiliza o padrão plug-in CC2, com tempo estimado de até três horas para carga completa. As baterias NMC3, mesmas utilizadas nos modelos elétricos eCitaro da Daimler Buses na Europa, asseguram maior durabilidade e eficiência.
Na capital paulista, mais de 5 milhões de quilômetros já foram percorridos por esse modelo desde sua introdução, com operação distribuída em mais de dez garagens do sistema SPTrans. Empresas como Viação Metrópole, Mobi Brasil, Sambaíba, Via Sudeste, Viação Grajaú e Viação Gato Preto estão entre as que já utilizam a tecnologia. Em 22 de setembro, a Prefeitura de São Paulo anunciou a chegada de mais 120 ônibus elétricos à frota municipal, sendo 80 deles da Mercedes-Benz.
O vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, Walter Barbosa, destacou a importância desse avanço: “Essas 400 unidades do nosso ônibus elétrico, com tecnologia da própria marca, foram entregues a empresas de transporte coletivo do Estado de São Paulo, principalmente da capital. É muito significativo expandir nossa presença em eletromobilidade na cidade de São Paulo, que utiliza fortemente os ônibus em seu sistema de transporte coletivo” — afirmou Barbosa.
O eO500U garante zero emissão local de poluentes, operação silenciosa e menor vibração, características que elevam o conforto para passageiros e motoristas. Além de São Paulo, o modelo vem sendo testado em diferentes regiões do Brasil, como Paraná, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. Já em âmbito internacional, foi submetido a avaliações no Chile e na Argentina, além de ter sido apresentado no México.
O portfólio da fabricante também inclui o eO500UA, versão articulada apresentada em 2024 e atualmente em fase de testes internos, com previsão de início de circulação em 2026. O veículo será destinado tanto ao mercado brasileiro quanto à exportação para países da América Latina.
A Mercedes-Benz reforça que a expansão da eletromobilidade depende da integração de diferentes atores, incluindo poder público e iniciativa privada. “Para que a solução de eletromobilidade seja sustentável para o Brasil do ponto de vista tecnológico, estrutural e comercial, visando descarbonização no transporte de passageiros, é preciso um empenho efetivo dos governos federal, estadual e municipal e da iniciativa privada”, acrescentou Barbosa.
Além da produção dos veículos, a empresa oferece suporte por meio da equipe de eMobility, voltada ao acompanhamento técnico, à consultoria em infraestrutura de recarga e à capacitação de operadores e motoristas. Todos os ônibus saem de fábrica equipados com o sistema de telemetria FleetBus, que fornece dados em tempo real sobre desempenho, comportamento de condução e manutenção preventiva, facilitando a gestão das frotas.
Com essa marca de 400 entregas em São Paulo, somada à produção em parceria com outras empresas do setor, a Mercedes-Benz reforça sua posição de protagonista na transição energética do transporte coletivo urbano no Brasil e projeta novas etapas de crescimento no cenário latino-americano.
O Diário do Transporte viajou à BusWorld 2025, na Bélgica, a convite da Mercedes-Benz do Brasil
Adamo Bazani e Arthur Ferrari, jornalistas especializados em transporte


Só uma coisa que precisa ficar claro que aqui na cidade de São Paulo, existem 02 Grupos Econômicos que são Concessionários Mercedes-Benz e proprietários das 2 maiores empresas em número de frota:
Concessionária MB Divena, dona da Viação Metrópole Paulista, essa a maior do sistema da cidade e a outra Concessionária Sambaíba é dona da Sambaíba a 2a maior frota da cidade, ambas as Concessionárias são Center Bus homologados pela fábrica da MB e responsável por toda a comercialização de chassis para Ônibus na cidade e na Região Metropolitana.
Se não me falha a memória, a rede Mercedes-Benz/Divena é do Império…(ops) Grupo Ruas que controla praticamente 2/3 da frota paulistana. E que é também o dono da encarroçadora CAIO.
Ou seja, nem tem nem graça quando anuncia-se grandes encomendas de Mercedes/CAIO para São Paulo.
O João está certo, Divena pertence aos Abreu, família que comanda a Metrópole Paulista (antiga VIP).
Os Ruas não possuem nenhuma participação na Divena. Tanto que, estão vindo com outros fabricantes na eletrificação além da Mercedes-Benz (Eletra/Scania, BYD).
Já faz um bom tempo (décadas), me lembro que a família Ruas tinha ao menos a participação em uma grande revenda da Mercedes-Benz (não lembro exatanente qual o nome dela), posteriormente adquirindo participação também em uma revenda Volvo (quando esta dominava o mercado dos articulados).
Isso há décadas, provavelmente visando principalmente otimizar questões logísticas e de custos diante da enorme frota dos Ruas.
Aqui na Grande Porto Alegre, são 2 concessionárias Mercedes Benz também, mas na era da eletrificação eles estão apostando muito na parceria com a Eletra (que por sua vez fechou uma espécie de convênio com as autorizadas MB para pós venda e assistência dos veículos).
No caso, há a Savar/Ravas, cujos donos são proprietários das empresas Viamão e Carris (esta última privatizada recentemente), e a Mecasul, pertencente por vários sócios, um dos quais a família Piccoli, dona da Expresso Rio Guaíba.
As empresas de ônibus de Porto Alegre (a exceção da Carris atualmente) fecham suas compras com a Mecasul, mas a assistência técnica é prestada por ambas concessionárias.
O modelo padron da Mercedes é uma vergonha, baterias no fundo nerfam os bancos traseiros e acaba virando um micrao, precisam melhorar isso para o conforto do passageiro.
Quando será que a tal Mercedes terá uma posição de dirigir semelhante a um carro de passeio assim como a Scania e Volvo? Porque tem que fabricar algo parecendo a antiga Kombi, o volante virado pra cima e não para o motorista igual um carro de passeio? É horrível e dá dor nas costas e nos ombros, o fato é, engenheiro não trabalha né, só “estuda”.