Ribeirão Pires (SP) recebe segundo vagão histórico doado pela CPTM para preservação da memória ferroviária

Série 5000 reforça o resgate do legado ferroviário da cidade e amplia ações de fortalecimento do turismo, cultura e economia criativa no município

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A cidade de Ribeirão Pires (SP) recebeu o segundo vagão, da Série 5000, lançado nos anos 70, tombado pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico), conforme Processo de Tombamento nº 81677/18, e doado ao município pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Com o objetivo de preservar a memória ferroviária, o equipamento já está instalado na área que abrigará o projeto do Parque Sensorial, iniciativa pioneira que integra o Complexo Ibrahim Alves de Lima, que também contempla a Fábrica de Sal, CAISM, da 1ª Clínica Terapêutica Pública de Cannabis Medicinal, além de uma unidade escolar da rede municipal de ensino.

“Mais do que instalar vagões, estamos criando oportunidades para a população conhecer sua história, ocupar os espaços públicos e projetar um futuro com mais pertencimento e identidade. Esse projeto reflete um trabalho de planejamento, parcerias responsáveis e compromisso com o desenvolvimento cultural, turístico e urbano da cidade”, destacou o prefeito Guto Volpi.

O projeto de requalificação urbana e valorização do patrimônio histórico do Grande ABC começou em setembro com a chegada do vagão da Série 2100 (carro 2132 – lançado nos anos 90), posicionado em área anexa à Pista de Skate, preservando o uso do espaço para esportes urbanos e ampliando a convivência entre diferentes públicos.

Além disso, em breve, será lançado edital de chamamento público para seleção do melhor projeto de implantação, administração e operação comercial de serviços no vagão, também doado pela CPTM, localizado na área pública da Pista de Skate. O objetivo é receber propostas que integrem uso comercial, turístico, cultural e criativo, garantindo preservação patrimonial, transparência administrativa e benefícios para a comunidade. Também está previsto edital para artistas e grafiteiros da cidade efetuarem intervenção artística no vagão.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Comentários

  1. Alpesieu disse:

    Isso bem interessante no interesse de preservação ferroviária… porém por ser uma cidade do ABC Paulista seria legal se fosse uma série que circulou no ramal como é o caso dos buds ou a série 1700

    1. insightfulcheerfully1eacb3fdbc disse:

      Concordo e, outro ponto, será que esse 5000 vai passar por alguma reforma, visto que ele tá bem degradado em visto que o “espanhol” tá bem mais íntegro

  2. Rodrigo Zika disse:

    Preservando deve fica bem interessante, lembrei daquela metade de um vagão turístico na estação Sé do lado da linha 3 vermelha.

  3. Arlete disse:

    Ao invés de puxar porque não faz grafite com pontos turísticos da cidade.

  4. Rogerio da Silva disse:

    Se cuidar e tiver zelo, sim, será um belo atrativo turístico, maasss se vândalos filhos sem mãe destruírem e pixarem como ja está o vagão da pista de skate, só irá denegrir a imagem da estância.

  5. Jose Leandro Xavier de Souza disse:

    Ribeirão Pires falta educação, saúde e trabalho e agora virou museu de peça sucata antiga como decoração, por isso nessas últimas eleições a população não soube votar direito

  6. LUIZ disse:

    Ribeirão Pires aceita sucatas imprestáveis da CPTM ainda gastando com isso.

  7. Ronaldo Leiros disse:

    Eu gostaria de sugerir que os vagões fossem usados como restaurante, iria atrair muita gente.

  8. Felipe disse:

    Vc quis dizer, resto de lixo né 🤦🏻‍♂️🤦🏻‍♂️🤦🏻‍♂️ Esse prefeito não tem cérebro msm… Ribeirão Pires, vai ser conhecida como cidade do lixo… De tanta m***a que esse prefeito tá trazendo…

  9. Euclides Pereira disse:

    Os dois contrastes das nossas ferrovias, o espanhol c/ o maior “chassi”, que rodava c/ 3 ou 6 vagões (carros), e o francês, menor chassi, mas c/ composições de 12 vagões, várias vezes eu no último ou no 1° ver aquela sequência fazendo as curvas, eu adorava vê-los daquele jeito!!

  10. MARCELO ANASTACIO DE LIMA disse:

    Olá não me leva a mal, mas só corrigindo: essa DOAÇÃO da CPTM não é um VAGÃO e sim um CARRO MOTOR…(VAGÃO transporta CARGAS e a CPTM transportar PESSOAS).. sou ex ferroviário (maquinista), e tive o prazer de conduzir essa unidade FRANCESA ou SÉRIE 5000 por 27 anos nas linhas 8 e 9

  11. Sandro disse:

    Interessante gostei

  12. EDILAINE CRISTINA DA SILVA disse:

    Precisamos de revitalização da estrada de ferro valorizarem da acesso ao turismo não manter semente trem parado pinta os três com a história que pode circular para mais pessoas verem . E ainda dar acesso à parques . Com bondes para população.

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading