Metrô de SP assina 9º aditivo contratual para reforços de fundação na Estação Penha da Linha 2–Verde
Publicado em: 29 de setembro de 2025
Valor global do contrato sobe para R$ 1,863 bilhão; documento traz novas planilhas de serviços e atualiza índices de reajuste
ALEXANDRE PELEGI
A expansão da Linha 2–Verde do Metrô de São Paulo até a Rodovia Dutra ganhou um novo capítulo. A companhia assinou o 9º termo aditivo ao contrato nº 4138221302, firmado com o Consórcio CRASA–Ghella–Consbem, responsável pelas obras civis no trecho entre a Estação Penha e o VSE Castelo Branco. Com a atualização, o valor total do contrato passa a R$ 1,863 bilhão, na data-base de julho de 2014, um acréscimo de pouco mais de R$ 340 mil sobre o montante anterior.
O aditivo não se resume ao reajuste financeiro. Ele altera planilhas de serviços, substitui documentos de sobressalentes e equipamentos de manutenção e traz um novo anexo de instruções de medição, que detalha como deverão ser feitos os controles técnicos de execução de obras.
Além disso, atualiza os índices de reajuste contratual, alinhando a fórmula ao modelo mais recente do IPA–FGV, utilizado pela Fundação Getúlio Vargas.
Entre os pontos específicos, o documento prevê a execução de estacas raiz em ambiente confinado na Estação Penha, da Linha 3–Vermelha, um serviço que exige perfuratriz elétrica de haste reduzida e operações em horários de baixa circulação, entre 1h e 3h da manhã. Esse tipo de reforço estrutural inclui ensaios de integridade, mas mantém outros serviços — como demolições de concreto, cimbramento ou terraplenagem — sob medições próprias já previstas na planilha contratual.
O Metrô também deixou claro que o aditivo não representa renúncia a eventuais pleitos da contratada, preservando o direito de o consórcio pedir recomposição de custos ou ajustes de prazo. Essa garantia está amparada pela Lei nº 8.666/93, que regulamenta licitações e contratos da administração pública no Brasil, estabelecendo regras para alterações e revisões contratuais.
Outro aditivo
No início de setembro, a companhia já havia publicado o 8º aditivo, referente a outro lote do empreendimento. Nesse caso, o contrato é conduzido pelo Consórcio Construtor Metrô Linha 2–Verde – Lote 3, formado pelas empresas Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A. (em recuperação judicial), PowerChina Brasil Construtora Ltda. e PowerChina International Group Limited do Brasil.
Esse aditivo teve impacto maior do que o atual: o valor do contrato foi elevado em cerca de R$ 36,8 milhões, passando de R$ 2,487 bilhões para R$ 2,524 bilhões, também na data-base de julho de 2014. As alterações incluíram ajustes na planilha de serviços, substituições de anexos técnicos e redefinição de cláusulas de preços, refletindo a complexidade da obra nesse trecho específico do prolongamento da linha. Relembre:
Com cerca de 13 km adicionais e oito novas estações, a expansão da Linha 2–Verde é considerada hoje o maior projeto metroviário em execução no Estado de São Paulo. O prolongamento entre Vila Prudente e Dutra tem passado por sucessivos ajustes contratuais, reflexo da complexidade técnica e financeira da obra, mas é visto como essencial para ampliar a capacidade de transporte na zona leste da capital e na ligação com a Grande São Paulo.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Governador, não esqueça de um aditivo para o funcionário público
Estações do metrô tem que ser funcional e não como estão fazendo um monumento pra custar caro uma linha de metro se espelhem nas estações da linha azul simples e funcional