VÍDEO: Quando poder público, passageiros e empresas de transportes ouvem o lado um do outro, a mobilidade avança, diz Milton Zanca
Publicado em: 27 de setembro de 2025
Evento Fretamento 2025, com cobertura do Diário do Transporte, em Foz do Iguaçu, debateu lei do motorista, biodiesel e juros. Tecnologia estará cada vez mais a serviço do segmento
ADAMO BAZANI /VINÍCIUS DE OLIVEIRA/YURI SENA
O poder público não deve ser o limitador do desenvolvimento, mas ao mesmo tempo, não pode deixar tudo largado sem ao menos uma regulação, ainda mais nas áreas de prestação de serviços, como os transportes de pessoas.
Essa foi uma de tantas lições compartilhadas com exemplos na prática durante os debates do evento Fretamento 2025, realizado em Foz do Iguaçu nestes dias 25 e 26 de setembro de 2025, com cobertura do Diário do Transporte, pela ANTTUR, associação nacional das empresas do segmento, e Fresp, federação que reúne sete sindicatos empresariais no Estado de São Paulo.
O presidente da Fresp, Milton Zanca, conversou com o Diário do Transporte ao fim do evento, fazendo um balanço dos debates nos painéis, dos retornos dos empresários e também da feira que exibiu ônibus montados, chassis, encarroçados, além de produtos e serviços.
Segundo Zanca, a principal preocupação do segmento de fretamento hoje é a alteração da chamada Lei do Motorista, pelo STF, Supremo Tribunal Federal, que foca no trabalho dos Caminhoneiros e afeta o setor de passageiros, que possuem realidades bem diferentes.
Ao determinar descanso de 11 horas entre duas pegadas e proibir que o descanso se dê no veículo em movimento, quando há dois motoristas escalados, o STF, segundo os operadores de transportes, inviabilizam o fretamento de turismo de longa distância.
Além disso, o Supremo se contradiz, porque na Medida 1046, a própria corte diz que o que deve valer é a convenção coletiva acertada entre sindicatos de trabalhadores e de empresas.
O Diário do Transporte mostrou uma entrevista com o assessor jurídico da Fresp que explica como usar a própria lei para reduzir os impactos. Nem empresários e nem motoristas concordam com as alterações do Supremo.
Veja o vídeo da entrevista neste link:
Lei do Motorista: se tiver acordo trabalhista, empresas e funcionários não devem ser penalizados
Outro ponto discutido está o real papel do poder público para considerar o fretamento contínuo como integrante da mobilidade urbana.
Em vez de só canetar para multar, se sentar com todas as partes, o gestor de um município, Estado ou mesmo nacional, pode encontrar alternativas que beneficiem a população como um todo.
Neste aspecto, a Metroplam, gerenciadora dos serviços de transportes da região metropolitana de Porto Alegre, apresentou seu exemplo, pelo qual, criou um conjunto de normas enxuto, desenhado a várias mãos e que tem dado resultados.
Veja a entrevista sobre o assunto aqui neste link:
Também em relação a modelos variados de ônibus e tecnologias, a feira trouxe diversas opções, que o Diário do Transporte mostrou ao longo de sua cobertura.
Confira entrevista na integra:
ADAMO BAZANI: O Diário do Transporte acompanhou em Foz do Iguaçu o evento Fretamento 2025, realizado pela ANTTUR, que é a associação que reúne as empresas de fretamento, de turismo do Brasil todo, e também pela FRESP, a federação que reúne sete sindicatos no estado de São Paulo. Nosso contato é com o presidente da entidade da FRESP, Milton Zanca, que vai fazer um balanço desse evento, que aconteceu graças ao apoio de empresários, das empresas fabricantes de carrocerias, de chassis, de soluções e serviços, são vários na feira. Houve também uma troca de informações sobre produtos, mas também pontos primordiais nos painéis.
MILTON ZANCA: Eu falo para você que a satisfação hoje que a gente está saindo com uma alegria do evento que foi elaborado nessa data aqui de hoje, em Foz do Iguaçu, um evento ímpar do segmento, que nos trouxe muitas matérias primordiais para o nosso dia a dia, networking com as empresas, empresários, um público bem maior do que a gente esperava. A gente fica feliz porque é um evento que está trazendo as pessoas, que acho que, como eu disse na minha abertura, as mudanças não são feitas por uma única pessoa, certo? Mas sim por um time, então as mudanças a gente conquista, principalmente a lei de motorista que agora está pegando muito dentro de qualquer setor de enfrentamento, e aí com essa troca de informações, como a gente está tendo juntamente com o poder público que compareceu aqui também, que nos ajudou e vai nos ajudar a trocar essas informações, passar para o poder público exatamente o que é a nossa necessidade, porque às vezes quando a gente fala sobre a lei de motorista, a gente pensa em motorista de ônibus, mesmo com caminhão e assim por diante. Então, eu acho que o poder público está olhando com os olhos diferenciados desse segmento nosso, e a gente precisa disso aí.
ADAMO BAZANI: A gente conversou com o doutor Joel Bittencourt, que é responsável pela assessoria jurídica da FRESP, e com a doutora Regina Rocha, e a gente recomenda que você vá lá em http://www.diariodotransporte.com.br e procure essa entrevista, porque é uma entrevista que traz alguns esclarecimentos importantes, como uma questão que se debate muito, que é o legislado e o acordado. Hoje até mesmo uma matéria do Supremo Tribunal Federal, se não me engano a 1049, dá essa garantia de que trabalhadores e empresários conversem e criem suas próprias negociações.
MILTON ZANCA: O ministro Gilmar Mendes deu essa abertura na lei 1046, ele deu essa abertura que nos fortalece a negociação entre empresário e trabalhador, entre os sindicatos. Então, isso aí nos fortalece, para que a gente possa ter um pouquinho mais de flexibilidade dentro das pegadas de horários, que nos ajuda bastante.
ADAMO BAZANI: 1046, eu falei errado, mas na entrevista do doutor Bittencourt você ouve lá.
MILTON ZANCA: Mas, no resumo, foi um excelente evento, o pessoal e os patrocinadores trouxeram os melhores produtos aqui, os outros estando também. A equipe trabalhou muito bem aqui, a nossa equipe da federação, tanto da ANTTUR como o Marcelo, que estão sempre ajudando nesses eventos. Então, a gente tem que agradecer a Deus também, por esse ótimo evento que foi elaborado, até porque a partir do ano que vem, esses eventos aqui vão ser feitos em anos ímpares, até porque o evento é um evento ímpar, então vai ser feito em anos ímpares. Então, em 2027, 26 não tem, só em 2027 vai ter. Como está sendo feito agora em 2025.
ADAMO BAZANI: E o evento também foi marcado por cases, por exemplos de casos, de empresários, de fabricantes, de vendedores de soluções de serviços, e também do poder público. Chamou bastante a atenção do Diário do Esporte, por exemplo, a Metroplan. Ao invés de ficar só na canetada, chegou para empresários, sentou, compreende também, e bom, vamos elaborar uma regra enxuta, vamos tentar desenvolver esse negócio. É isso, esse é o caminho, as conversações entre as partes?
MILTON ZANCA: Hoje, dentro desse segmento, como a gente conseguiu, graças aos colaboradores que foram feitos aqui do órgão, o poder público está escutando mais o setor, eles estão entendendo um pouco mais o setor, para que sejam tomadas decisões, eles tenham um parecer mais concreto do dia-a-dia do empresário, do dia-a-dia do funcionário, chegando a uma decisão mais justa, vamos falar assim. Então, eu acho que trazer esse pessoal foi só ganho para a gente, e a gente está tentando cada dia mais se unir para a gente chegar no objetivo que é a necessidade de unir o setor.
ADAMO BAZANI: Você falou de produtos, a gente fez uma outra matéria, a gente está fazendo o balanço do evento e o balanço da cobertura, não sei se você percebeu. A gente falou também da variedade dos produtos. Antigamente, eu acho que você também lembra dessa época, o fretamento era a cara do monoblocão, era lá o 364, eu adorava o 364, o 371 Volkswagen, o TRW, meu pai trabalhou na TRW, o Wilson Bazani que também está assistindo. E hoje a gente tem uma diversidade, desde o mais robusto, por exemplo, que tem a suspensão elevada, e os empresários também vão desenhar isso.
MILTON ZANCA: Teve um dos temas dos palestrantes, foi que a empresa de fretamento usa tecnologia. E agora no futuro vai ser a tecnologia que vai usar o fretamento, porque a gente vai ser empresa de tecnologia, não de fretamento. Vai ser tanta tecnologia embarcada dentro de ônibus, nós precisamos dessa tecnologia para que a gente possa ter uma concorrência mais sólida e maior segurança para os passageiros.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Vinícius de Oliveira e Yuri Sena para o Diário do Transporte



Olá sou motorista de ônibus transporte coletivo de passageiros ninguém nunca veio perguntar para agente profissional que transposta as pessoas oque achariamos dessa tarifa zero minha opinião nos que transportamos. A população teríamos que ser ouvidos no domingo era o dia que nos tínhamos uma melhor tranquilidade para trabalhar hj trabalhamos dobrado no domingo a população não nos respeita as empresas não nos dão suporte tem que gostar muito da profissão pra aguentar oque aguentamos as pessoas de acham no direito pq tem uma tarifa zero de nós humilhar nos tratar mau não nos respeitar o mínimo das pessoas era andar com seus bilhetes para passar nas catracas mas nem isso fazem nunca tão com bilhete sempre nos domingos nos tratam mau como se fossem donos dos veículos e mais uma vez as empresas não tão nem aí para nós profissionais a meu ver essa tarifa zero foi horrível e tá sendo ainda não temos voz para nada no sistema infelizmente tinha que ser melhor visto tudo isso essa e minha opinião