CAIXA impulsiona frota do transporte público com financiamento de ônibus elétricos em São Paulo

Investimento de R$ 250 milhões entrega veículos que oferecem conforto, conectividade e ar-condicionado, ao mesmo tempo em que contribuem para a redução da poluição e para a economia operacional na capital paulista

YURI SENA

A capital paulista incorporou 120 novos ônibus elétricos ao transporte público urbano. A aquisição foi viabilizada com financiamento de R$ 250 milhões da linha FINISA, da CAIXA Econômica Federal, voltada para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

O Diário do Transporte participou da cobertura, na segunda-feira (22), da solenidade em que o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, apresentou os 120 novos ônibus elétricos para a cidade. Com a incorporação da frota, a capital passa a contar com 961 veículos livres de emissões, sendo 760 movidos exclusivamente a baterias e outros 201 do tipo trólebus, que operam ligados à rede aérea de energia, mas que enfrentam risco de desativação.

Relembre: 

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Na cerimônia de entrega, que reuniu autoridades municipais e parlamentares, o prefeito Ricardo Nunes destacou o avanço que os veículos representam para a cidade. Já a CAIXA ressaltou o papel estratégico do banco em apoiar iniciativas que unem inovação, eficiência e responsabilidade ambiental.

Os ônibus contam com ar-condicionado, internet Wi-Fi e sistemas modernos de monitoramento. Além de mais conforto para os passageiros, a nova frota ajuda a reduzir a poluição: cada unidade tem potencial de evitar a emissão de até 87 toneladas de CO₂ por ano — o equivalente ao plantio de mais de seis mil árvores. Outro benefício é a economia operacional, já que cada veículo pode gerar uma redução mensal de aproximadamente R$ 20 mil em gastos com combustível.

Com a chegada dos novos veículos, São Paulo passa a operar 961 ônibus elétricos, distribuídos em mais de 220 linhas que atendem cerca de 1,7 milhão de passageiros. Embora o valor de cada modelo elétrico (R$ 2,5 milhões) seja superior ao de um ônibus a diesel (cerca de R$ 700 mil), a diferença tende a ser compensada pelos ganhos ambientais e econômicos ao longo da vida útil dos veículos.

Criado em 2012, o programa FINISA tem como objetivo apoiar estados e municípios no financiamento de obras e projetos essenciais, com linhas de crédito voltadas à infraestrutura, mobilidade urbana, saneamento e meio ambiente, sempre com processos de contratação simplificados.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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