Eletromobilidade

VÍDEO – Nunes: São Paulo terá 1,2 mil ônibus elétricos até dezembro de 2025 e verba chinesa está prestes a ser liberada

Em resposta ao Diário do Transporte, prefeito da capital disse que taxa de juros ainda dificulta financiamento de ônibus novos e que modelos elétricos trarão economia para a cidade

ADAMO BAZANI / ARTHUR FERRARI

A cidade de São Paulo deve ter, até a realização da COP30, em novembro, em torno de mil ônibus elétricos, e mil e duzentos até o final de dezembro de 2025. A promessa é do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que participou da abertura na manhã desta terça-feira, 23 de setembro de 2025, de um seminário que acontece no Memorial da América Latina, na Zona Oeste, que debate alternativas para acelerar o processo de eletrificação das frotas. O seminário “Caminhos para a eletromobilidade urbana” é promovido pela SECLIMA (Secretaria Municipal de Mudanças Climáticas), da própria prefeitura.

Ricardo Nunes, ao ser questionado pelo Diário do Transporte, sobre formas de incentivar a instalação de plantas que possam produzir ônibus elétricos e componentes na cidade de São Paulo, disse que não descarta dialogar com a indústria, entretanto, para o prefeito, o mais importante em relação ao incentivo financeiro são as linhas de financiamento.

“Olha, a gente está sempre à disposição para escutar, mas a questão do incentivo eu acho que ele requer mais sobre a questão de financiamento, por isso que a gente tem os bancos, que são os bancos estatais, tem o BNDES, que por exemplo, dos seis bilhões e 600 milhões (de reais), nós temos dois bilhões e meio que é proveniente do BNDES, uma parceria importante com o governo federal. Tem (também) recurso do Banco do Brasil, Se tiver necessidade de a gente fazer algum aporte, evidentemente a prefeitura está à disposição, mas a indústria só precisa que coloque uma taxa de juros para poder investir”, disse o prefeito.

O prefeito criticou a alta taxa Selic de juros da economia, que para ele é um entrave para a renovação de frota, em especial dos ônibus elétricos.

“Você tem uma (taxa) Selic de 15%, aí você quebra os caras. Então você precisa ter para esse setor, que tem uma repercussão muito importante na questão do meio ambiente, na emissão de dióxido de carbono principalmente e na questão da saúde, uma visão do Governo Federal em relação às instituições financeiras.”, completou.

Segundo Nunes, também em resposta ao Diário do Transporte, o processo de liberação de aproximadamente 100 milhões de dólares (560 milhões de reais) do governo chinês para auxiliar a compra de ônibus elétricos e equipamentos de infraestrutura já está em fase final. Ainda de acordo com o prefeito, que foi à Ásia para conhecer novas tecnologias e também obteve a linha de financiamento, no momento, o procedimento está em assinatura da minuta de contrato. Vale lembrar que o recurso só será utilizado para a compra de ônibus produzidos na China.

Questionado sobre a meta da quantidade de ônibus elétricos para o sistema municipal até o final de seu mandato, em 2028, Ricardo Nunes disse que o objetivo é alcançar 2200 coletivos em operação, mas que já em dezembro deste ano o sistema contará com 1200 veículos do tipo.

“A nossa meta é 2.200 ônibus. EsTe ano a gente vai chegar, até o início da COP em mil ônibus eletrificados na cidade, e a gente vai ter até dezembro mais 200. 1.200 ônibus até o final desse ano”, afirmou.

Hoje, na capital paulista, atuam na frota as seguintes empresas chinesas: BYD, que já comercializa e tem modelos homologados. Higer, que já obteve homologação e testa veículos em diversas regiões da cidade e Ankai, que oferece testes destes veículos.

Nesta terça-feira (23), o prefeito visitou os ônibus que estão expostos no seminário. Um Fencer da TEVX Higer, um Eletra com chassi Mercedes-Benz e carroceria da brasileira Caio com padrão de 13 metros inédito da marca no sistema SPTrans, um BYD superarticulado de 23 metros com carroceria Caio e um Attivi Integral, fabricado totalmente pela brasileira Marcopolo em Caxias do Sul (RS).

O Diário do Transporte acompanha os painéis e trará informações sobre os fabricantes.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Zika disse:

    Tomara que empresas comprem Higer, monobloco sempre tem qualidade além da tecnologia melhor que a brasileira.

  2. Lro83 disse:

    Aqui no bairro tem 4 eMillennium eo500u da Via Sudeste que felizmente pulou fora das bombas da Eletra

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