Greve de ônibus no Rio de Janeiro afeta passageiros nesta terça-feira (23)

Foto: Rodrigo Miguel/Ônibus Brasil

Trabalhadores da Palmares e Pégaso exigem quitação de salários e benefícios atrasados antes de retomar circulação

ARTHUR FERRARI

Circulação de ônibus em diferentes bairros da Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ) foi comprometida nesta terça-feira (23) devido a uma paralisação de motoristas das viações Palmares e Pégaso. O movimento foi deflagrado em razão do atraso no pagamento de salários e de benefícios, como vale-alimentação, férias e depósitos de FGTS.

As empresas dividem a mesma garagem na Avenida Cesário de Melo, em Cosmos, e juntas concentram cerca de 600 empregados responsáveis por 26 linhas. No início da manhã, trabalhadores permaneceram em frente ao local sem previsão de retorno imediato ao serviço.

A categoria afirma que o protesto foi motivado pelo descumprimento de acordos fechados em 11 de setembro, quando paralisações já haviam prejudicado a circulação de mais de 20 linhas da Palmares e sete da Paranapuã, que atua na Ilha do Governador.

De acordo com Claudinei de Souza, diretor do sindicato dos rodoviários, a insatisfação não se restringe aos condutores. “Não houve nenhum acordo, falta pagamento do pessoal interno. Há quase uns 15 dias houve paralisação por conta de pagamento, e acertaram somente com os motoristas, mas o pessoal interno ficou sem salário, e hoje eles estão reivindicando isso” — disse.

Representantes das empresas chegaram a oferecer o pagamento do ticket alimentação até o fim do dia, mas a proposta foi rejeitada, e os funcionários condicionaram a retomada das atividades ao crédito imediato do benefício.

As linhas impactadas incluem: 770, 771, 796, 798, 804, 807, 808, 809, 821, 822, 825, 833, 840, 841, 842, 849, 868, 869, 885, 892, 893 e 898.

O Rio Ônibus, em nota, declarou que “o problema ocorrido é consequência direta de medidas impostas pela Secretaria Municipal de Transportes visando reduzir o pagamento de subsídio às empresas, descumprindo acordo judicial firmado recentemente, o que agrava o desequilíbrio econômico financeiro do setor, resultando em paralisações nas empresas mais impactadas, que já estão em processo de recuperação judicial”.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Silva disse:

    Endendo que se as empresas não conseguem entregar um bom serviço e ainda atrasam salarios de seus empregados e os usa como massa de manobra para pressionar a prefeitura , melhor a ser feito é entregar a concessão .
    A Saritur la das Minas Gerais está doida pra entrar no RJ bem como empresas de Goiás e São Paulo Eduardo Paes com todo respeito está mais que na hora de licitar e tirar o poder desses europeus donos de onibus que há mais de 70 anos prestam um desserviço a população

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