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ANTT autoriza operação simultânea da UTIL e nega pedido da Viação Águia Branca

Decisões publicadas no Diário Oficial mostram aplicação da Resolução nº 6.033/2023 em casos distintos: viação do Grupo Guanabara recebe aval para integração de linhas, enquanto empresa capixaba tem solicitação indeferida

ALEXANDRE PELEGI

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por meio da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros (SUPAS), publicou duas decisões recentes que refletem a aplicação da Resolução nº 6.033/2023, norma que regulamenta o regime de autorização no transporte interestadual de passageiros.

Na Decisão SUPAS nº 1.260, de 25 de agosto de 2025, a UTIL – União Transporte Interestadual de Luxo obteve autorização para realizar a operação simultânea de duas linhas que ligam Campinas (SP) ao Rio de Janeiro (RJ), de prefixos SPRJ0265120 e SPRJ0265055.

Fundada em 1950 e com sede em Juiz de Fora (MG), a UTIL é tradicional no transporte rodoviário de passageiros e integra o Grupo Guanabara, um dos maiores conglomerados do setor no Brasil.

Já a Decisão SUPAS nº 1.278, de 27 de agosto de 2025, negou o pedido da Viação Águia Branca para integrar a linha Rio de Janeiro/RJ–Curitiba/PR (RJPR0006148) com as ligações Resende/RJ–Curitiba/PR (RJPR0006152) e Rio de Janeiro/RJ–Registro/SP (RJSP0006143).

A Águia Branca, fundada em 1946 no Espírito Santo e atualmente com sede em Cariacica (ES), é uma das maiores viações do país, com forte presença no Sudeste e no Nordeste, e recentemente firmou joint venture com o Grupo JCA para ampliar operações.

O que é operação simultânea de linhas

A chamada operação simultânea de linhas, prevista na Resolução nº 6.033/2023, permite que duas ou mais linhas autorizadas operem de forma integrada em um mesmo trecho, compartilhando horários e recursos de frota. O objetivo é evitar sobreposição de serviços, dar maior eficiência operacional e ampliar a oferta ao passageiro, sempre com a condição de que os quadros de horários sejam mantidos compatíveis e atualizados.

No caso da UTIL, a ANTT autorizou a prática por considerar que as linhas já têm origem e destino comuns (Campinas e Rio de Janeiro), enquanto o pedido da Águia Branca não atendeu aos critérios estabelecidos pela norma.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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