História

Entidades tentam tombamento histórico da rede de trólebus e de linha mais antiga (408 A-10) para evitar desativação na capital paulista

SPTrans confirmou com exclusividade ao Diário do Transporte que empresa Ambiental Transportes Urbanos quer aposentar os coletivos conectados à rede aérea na ligação mais antiga do País e substituir por modelos a baterias

ADAMO BAZANI

Além de preservar a memória do transporte coletivo não poluente no Brasil, o tombamento histórico da rede de trólebus, ou ao menos de parte dela, na capital paulista, é vista como uma das formas de evitar a desativação definitiva desta tecnologia na cidade.

O Diário do Transporte conversou no último dia 14 de agosto de 2025, quando o SEESP (Sindicato dos engenheiros do Estado de São Paulo) realizou um seminário para debater a continuidade do meio de transporte na cidade, com integrantes de entidades como Respira São Paulo e Defesa do Trólebus, que se mostraram preocupados com o risco de estes veículos, que não são poluentes, desaparecerem de vez do sistema municipal.

“É um contrassenso, a principal queixa da prefeitura sobre o não cumprimento das metas de ônibus elétricos e redução de poluentes é em relação a infraestrutura insuficiente para a recarga das baterias nas garagens. Aí, temos uma estrutura de ônibus não poluentes já consolidada, que é subaproveitada, com 50% só de uso de sua capacidade atual e, em vez de priorizar isso, substituindo os modelos a diesel, a prefeitura cogita em desmantelar a rede de trólebus. O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) tem um procedimento de análise do tombamento histórico da rede de trólebus, o que, se for aprovado, seria ótimos para a cidade, uma vez que a memória seria preservada e, ao mesmo tempo, contaríamos com um serviço essencial, limpo e que provou ao longo de décadas que é a apropriado para São Paulo – disse o especialista em implantação de sistemas elétricos de transportes e presidente do Movimento Respira São Paulo, Jorge Françoso de Moraes.

Segundo o especialista, São Paulo já teve mais de 500 trólebus e poderia chegar a ter 1280 se o Plano Sistran (Sistema Integrado de Transportes), de 1975, elaborado pelo então secretário municipal de transportes da capital paulista, Adriano Murgel Branco, na gestão do prefeito Olavo Setúbal, fosse colocado integralmente em prática. Mas a partir do início dos anos 2000, ainda na gestão da prefeita Marta Suplicy, o sistema começou a ser desmantelado em ritmo mais intenso. Entre os “marcos do fim” esteve a desativação da rede do Corredor 9 de Julho/Santo Amaro, que deveria se tornar um “corredor verde”, somente com os trólebus, mas acabou se transformando em um “corredor de fumaça”, apelido dado por moradores e comerciantes. Em 25 de julho de 2025, o prefeito Ricardo Nunes, ao apresentar em primeira mão ao Diário do Transporte um novo modelo de ônibus elétrico, só que apenas com baterias, revelou a retomada de propostas de corredores verdes, em grandes eixos e o primeiro seria o 9 de Julho/Santo Amaro, o mais movimentado da cidade, com cerca de 700 mil passageiros por dia. Mas os trólebus ficaram de fora dos planos de Nunes. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2025/07/26/video-eixo-da-9-de-julho-sera-primeiro-do-projeto-corredores-verdes-de-sao-paulo-ja-com-novo-modelo-de-superarticulado-eletrico-_-veja-imagens-exclusivas-do-onibus-inedito-no-brasil/

Como já tinha mostrado o Diário do Transporte, em 23 de julho de 2025, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, alegando os custos de manutenção da rede de trólebus, que segundo ele, são de cerca de R$ 30 milhões por ano e possíveis conflitos entre as estruturas de alimentação do atual sistema com um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que vai servir o centro da cidade com duas linhas, indicou para a possibilidade de desativação total dos ônibus elétricos conectados à fiação.  A inauguração do VLT é prevista para ocorrer entre 2029 e 2030.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2025/07/23/trolebus-vai-acabar-em-sao-paulo-com-a-implantacao-do-vlt-bonde-de-sao-paulo-diz-nunes-em-resposta-ao-diario-do-transporte-e-enel-promete-energia-para-mais-2-mil-onibus-ouca/

Mas o alerta para os defensores dos trólebus em São Paulo se acendeu mesmo na última semana.

Na quarta-feira, 13 de agosto de 2025, a gerenciadora de transportes da prefeitura, SPTrans (São Paulo Transporte), confirmou ao   Diário do Transporte, com exclusividade, que a única operadora de trólebus da cidade, a Ambiental Transportes Urbanos,  protocolou na terça-feira, 12 de agosto de 2025, pedido formal para retirar todos os trólebus e subsituí-los por modelos a bateria, na nada mais nada menos que na primeira linha do País com este tipo de veículo.  A 408A-10 (Machado de Assis/Cardoso de Almeida), que conta com operações comerciais de trólebus desde 1949, sendo que os testes começaram em 1947.

A Ambiental alega necessidade de melhorar os serviços com veículos mais modernos.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2025/08/13/oficial-ambiental-formaliza-pedido-para-que-primeira-linha-de-trolebus-do-brasil-408-a-10-deixe-de-ter-este-tipo-de-veiculo-contando-so-com-modelos-a-bateria/

Vale ressaltar que os trólebus na cidade de São Paulo não possuem estes itens mais modernos porque são este tipo de veículo e sim, porque esta frota não é renovada.

No Corredor ABD, por exemplo, entre o ABC Paulista e a capital, operado pela empresa NEXT Mobilidade, parte da frota de trólebus já possui, por exemplo, ar-condicionado, wi-fi com melhor sinal e mais tomadas USB porque os veículos são mais novos, incluindo unidades zero quilômetro colocadas neste ano de 2025 para operar.

AO MENOS A PRIMEIRA LINHA:

Ser não for possível preservar toda a rede, pelo menos o intuito das entidades é manter a linha mais antiga da cidade (e do Brasil), até como patrimônio cultural.

 “Os trólebus são patrimônios não de uma empresa ou da SPTrans, mas de toda a cidade de São Paulo. Eles refletem a luta e as inovações em prol dos transportes coletivos cada vez mais sustentáveis. Assim, preservar a rede de trólebus é valorizar cada um dos que lutaram. O ideal seria que toda a rede não só fosse preservada, mas ampliada. Não precisa ir longe. Nossas vizinhas cidades do ABC provam que os trólebus se modernizaram e um corredor novo, que está sendo construído vai incorporar uma nova tecnologia de trólebus, o E-Trol, quer funciona tanto na fiação como só com baterias. Mas, se a gestão quer mesmo acabar com a rede, o que é um erro, que ao menos o trajeto da 408 A-10 seja mantido como linha de turismo e cultural. Tanto se fala que o paulistano não valoriza a história, mas a própria prefeitura pode estar mandando essa história se perder no ferro-velho”_ – disse ao Diário do Transporte, um dos representantes do Movimento Defesa do Trólebus, Fábio Klein.

De acordo com Klein, vereadores da capital paulista se mostraram simpáticos com a ideia e devem apresentar um projeto de lei para que a prefeitura seja obrigada a manter a rede de trólebus ou, ao menos, a primeira linha.

LINHA 408 A-10 – A HISTÓRIA DA EVOLUÇÃO DA CIDADE:

São Paulo já teve mais de 500 trólebus e poderia chegar a ter 1280 se o Plano Sistran (Sistema Integrado de Transportes), de 1975, elaborado pelo então secretário municipal de transportes da capital paulista, Adriano Murgel Branco, na gestão do prefeito Olavo Setúbal, fosse colocado integralmente em prática. Mas a partir do início dos anos 2000, ainda na gestão da prefeita Marta Suplicy, o sistema começou a ser desmantelado em ritmo mais intenso. Entre os “marcos do fim” esteve a desativação da rede do Corredor 9 de Julho/Santo Amaro, que deveria se tornar um “corredor verde”, somente com os trólebus, mas acabou se transformando em um “corredor de fumaça”, apelido dado por moradores e comerciantes.

Em 25 de julho de 2025, o prefeito Ricardo Nunes, ao apresentar em primeira mão ao Diário do Transporte um novo modelo de ônibus elétrico, só que apenas com baterias, revelou a retomada de propostas de corredores verdes, em grandes eixos e o primeiro seria o 9 de Julho/Santo Amaro, o mais movimentado da cidade, com cerca de 700 mil passageiros por dia.

Mas os trólebus ficaram de fora dos planos de Nunes.

Relembre:

VÍDEO: Eixo da 9 de Julho será primeiro do projeto “Corredores Verdes” de São Paulo já com novo modelo de superarticulado elétrico _ Veja imagens exclusivas do ônibus inédito no Brasil

 

A 408 A-10 expressa o crescimento da cidade de São Paulo porque ao longo dos anos, a linha também cresceu. A ligação foi a primeira regular de ônibus não poluentes da cidade e começou a operar em 1949 pela empresa pública CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), com itinerário entre o bairro da Aclimação (Praça General Polidoro) e o centro (Praça João Mendes), substituindo os bondes da linha 16.

A cidade crescia e moradores, estudantes e comerciantes pediram a extensão da linha que em 1955 passou a fazer o trajeto entre a Praça General Polidoro e a Rua Cardoso de Almeida, na região de Perdizes. A linha neste ano de 1955 começou a ser identificada como 216.

O nome Machado de Assis/Cardoso de Almeida para linha foi dado em 1957, com uma extensão de quase 2 km em um dos extremos. Dez anos depois, após uma reformulação na malha de linhas municipais, em 1967, a numeração da linha passou de 216 para 916, mas o itinerário ficou quase o mesmo.

A identificação 408A-10 veio no início dos anos 1980, fruto da reformulação do sistema de linhas idealizada na década anterior por Adriano Branco como secretário de Transportes e Olavo Setúbal como prefeito

LINHA DEIXOU DE TER TRÓLEBUS EM TRÊS OCASIÕES:

Símbolo dos trólebus e da mobilidade não poluente, a 408A-10 Machado de Assis/Cardoso de Almeida deixou de ter trólebus em três ocasiões ao menos (sem contar com desligamentos de rede e desvios de rotas de forma temporária e rápida).

Uma delas foi de 1975 a 1982 por causa de mudanças de mão de direção em vias da região da Vila Buarque, parte do trajeto, até a readequação da fiação aérea. A outra ocasião foi em 1993, ainda como CMTC, para a construção de um piscinão no Pacaembu que provou desvios no itinerário. O retorno dos trólebus ocorreu somente em 1996. As CMTC já tinha sido privatizada e os serviços eram de responsabilidade da empresa Eletrobus.

A terceira, começou em 2025, com a substituição de modelos a somente com baterias, atendendo pedido da operadora da linha, Ambiental transportes

Veja abaixo os detalhes:

PERMISSÃO PARA FIM DEFINITIVO DE TRÓLEBUS NA 408 A – 10:

No dia 20 de agosto de 2025, ao Diário do Transporte (que mostrou em primeira-mão e de forma exclusiva, como imprensa profissional), a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal de linhas, confirmou que atendeu pedido da empresa Ambiental Transportes Urbanos para deixar de operar trólebus na linha 408 A-10 (Machado de Assis/Cardoso de Almeida), na capital paulista. É a linha mais antiga do Brasil com este tipo de veículo, sendo inaugurada comercialmente em 22 de abril de 1949, mas que já estava em testes desde 1947, marcando os primórdios da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), antiga operadora e gestora dos transportes públicos, sendo sucedida em 1995 pela SPTrans, que atualmente se concentra no gerenciamento do sistema de transportes da cidade, onda não há mais empresa pública operadora.

Com isso, a companhia teve liberação para substituir os modelos conectados à fiação elétrica por veículos somente a bateria de forma permanente. A não ser com exceções e com a devida autorização, não poderiam ser colocados ônibus a diesel.

No mesmo dia da confirmação, até houve atendimento com trólebus, mas de acordo com a gerenciadora também ao Diário do Transporte, foi uma situação excepcional.

Como mostrou a reportagem, há duas semanas a 408A-10 estava somente com ônibus a bateria. Inicialmente, eram testes operacionais.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2025/08/20/sptrans-autoriza-ambiental-a-retirar-definitivamente-trolebus-da-linha-mais-antiga-do-brasil-408-a-10/

QUAL PODE SER O FUTURO?

O risco de desativação na cidade de São Paulo ficou mais evidente ainda quando o Diário do Transporte revelou uma data concreta estudada pela prefeitura. Em 23 de julho de 2025, ao entregar novos ônibus elétricos a bateria, o prefeito Ricardo Nunes afirmou que a rede de trólebus seria desativada com a inauguração do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), prevista para 2029 e 2030, restrita apenas ao centro da cidade.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2025/07/23/trolebus-vai-acabar-em-sao-paulo-com-a-implantacao-do-vlt-bonde-de-sao-paulo-diz-nunes-em-resposta-ao-diario-do-transporte-e-enel-promete-energia-para-mais-2-mil-onibus-ouca/

Um estudo da Rede Respira São Paulo, que reúne técnicos, especialistas e representantes da academia, mostra que seria desperdício de infraestrutura desativar os trólebus, que atendem regiões mais distantes, em favor do VLT, concentrado apenas no centro. O estudo não é contrário ao modal sobre trilhos, mas defende que os dois podem conviver harmoniosamente, como ocorre em diversas cidades da Europa.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2025/08/13/desativar-trolebus-por-causa-de-vlt-bonde-de-sao-paulo-e-um-desperdicio-e-vai-na-contramao-do-que-mundo-pratica-aponta-estudo-entrevista-e-video/

Especialistas internacionais também defendem a manutenção dos trólebus em São Paulo, mesmo com a implantação do VLT. Para a capital, o modelo E-Trol foi apontado como alternativa. O E-Trol é um tipo de ônibus largamente usado na Europa, Ásia e América do Norte, que funciona tanto com baterias por longos trechos como conectados a rede aérea em modo trólebus. O corredor BRT-ABC, entre as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul e os terminais Vila Prudente e Sacomã, na capital paulista, terá o modelo. Serão 96 unidade com 21,5 metros de comprimento cada e capacidade para mais de 150 passageiros de uma só vez.

O consultor em mobilidade elétrica da União Internacional de Transportes Públicos (UITP), Arnd Bätzner, que esteve nesta semana no seminário em São Paulo, reforçou que esse tipo de tecnologia é amplamente utilizada em diversas partes do mundo e pode ser uma solução adequada para a cidade.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2025/08/16/especialista-internacional-da-uitp-defende-o-uso-dos-trolebus-em-sao-paulo-e-cita-o-modelo-e-trol-do-abc-como-alternativa-ideal/

Além de flexibilidade, o modelo E-Trol dispensa a necessidade de infraestrutura de recarga nas garagens, um dos grandes entraves para o avanço como previsto pela prefeitura de São Paulo para a frota de ônibus elétricos somente com bateria, não cumprindo as metas. Isso porque, o E-Trol, pelo fato de funcionar tanto conectado à rede quanto com bateria, carrega os bancos de baterias enquanto trafega, isso somando ao fato de ser cerca de 30% mais barato na aquisição e manutenção.

Veja a entrevista explicando:

https://diariodotransporte.com.br/2024/07/10/entrevista-em-video-transformar-onibus-e-caminhao-a-diesel-em-eletrico-retrofit-gera-economia-de-30-e-trol-tambem-e-30-mais-barato-e-baterias-duram-ate-40-mais/

O trajeto atual da linha, de acordo com a SPTrans, é:

PÇA. ROSA ALVES DA SILVA 321 – 352
R. GUIMARÃES PASSOS 320 – 217
R. DR. RAFAEL CARAMURU LANZELLOTI 116 – 1
R. JOSÉ DO PATROCÍNIO 268 – 459
R. MACHADO DE ASSIS 0 – 534
R. PAULA NEI 371 – 614
R. TOPÁZIO 1001 – 1
PÇA. GEN. POLIDORO 175 – 39
AV. TURMALINA 219 – 1
AV. DA ACLIMAÇÃO 323 – 1
R. PIRES DA MOTA 486 – 238
R. BUENO DE ANDRADE 577 – 1
R. TAMANDARÉ 1 – 39
R. DA GLÓRIA 1012 – 841
R. CONS. FURTADO 780 – 377
VIAD. SHUHEI UETSUKA 58 – 1
R. CONS. FURTADO 376 – 2
R. ANITA GARIBALDI 1 – 90
PÇA. CLOVIS BEVILAQUA 1 – 387
R. ROBERTO SIMONSEN 173 – 87
R. VENCESLAU BRÁS 110 – 1
PÇA. DA SE 0 – 0
LGO. PATEO DO COLÉGIO 0 – 134
VIAD. BOA VISTA 1 – 230
R. BOA VISTA 43 – 390
LGO. S. BENTO 1 – 58
R. LÍBERO BADARÓ 0 – 256
VIAD. DO CHÁ 1 – 258
PÇA. RAMOS DE AZEVEDO 300 – 496
R. CONS. CRISPINIANO 275 – 410
LGO. PAISSANDU 0 – 0
AV. S. JOÃO 465 – 674
AV. IPIRANGA 709 – 807
PÇA. DA REPÚBLICA 400 – 191
R. MQ. DE ITU 1 – 897
R. SABARÁ 1 – 242
R. MARANHÃO 147 – 765
R. ARACAJU 95 – 272
PÇA. VILABOIM 2 – 172
R. ARMANDO PENTEADO 1 – 70
R. ALAGOAS 841 – 0
PÇA. CHARLES MILLER 51 – 154
AV. ARNOLFO AZEVEDO 2 – 380
R. ZEQUINHA DE ABREU 1 – 432
R. CARDOSO DE ALMEIDA 0 – 1738
R. JOSÉ DE FREITAS GUIMARÃES 1069 – 433
R. PROF. JOÃO ARRUDA 1 – 60

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Santiago disse:

    Com certeza este é o melhor caminho e a melhor solução para o momento.
    Como não podemos depender do bom senso das gestões municipais, e como a Lei não pune maus gestores por desmontes arbitrários de equipamentos públicos, resta-nos então buscar o tombamento histórico.
    Além de preservarmos um dos poucos símbolos paulistanos autênticos que ainda nos restam, também garantimos a continuidade dessa estratégica infraestrurura técnica para um futuro (espero que próximo) de gestões mais compromissadas com São Paulo e os seus habitantes.

    1. Santiago disse:

      E muito obrigado ao Diário do Transporte pelo
      VIDEO HISTÓRICO nesta matéria, que documenta a inauguração dos trólebus aqui em São Paulo. É uma relíquia!

  2. Rodrigo Zika disse:

    A Ambiental quer desativar tudo porque diminui o custo, quem precisa impedir são as entidades e a prefeitura.

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