Eletromobilidade

Especialistas internacionais da UITP e diretor da ABVE estão entre participantes do Seminário que vai discutir a viabilidade dos trólebus, que ocorre em São Paulo no dia 14

Modelo que opera tanto conectado a fiação aérea como apenas com baterias tem sido largamente adotado no mundo pela flexibilidade e baixo custo. No Brasil, denominado de E-Trol, vai integrar frota de sistema de corredor de maior capacidade que vai ligar o ABC Paulista a capital, BRT-ABC.

Encontro é promovido pelo Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, é gratuito e tem como convidados para palestras também executivos de fabricantes da cadeia de transportes, como Eletra, Caio e WEG, além de operadores

ADAMO BAZANI

O sistema de trólebus (ônibus elétricos conectados à fiação) é ainda viável para a realidade brasileira diante do crescimento da oferta de modelos com baterias? As tecnologias do tipo E-Trol, que permitem com que os trólebus rodem longos trechos sem estarem ligados à rede aérea e as dificuldades de infraestrutura e financiamento que impedem um ritmo maior da eletrificação dos transportes coletivos sobre pneus são fatores que tornam ainda interessantes a manutenção e até ampliação dos trólebus, enquanto gradativamente os modelos a diesel são substituídos primeiro? Por que o Brasil desativou tantos sistemas de trólebus, inclusive com este risco na capital paulista, enquanto diversas cidades no mundo investem em crescimento e modernização das redes com estes veículos ainda hoje?

Estas e outras questões vão ser debatidas no próximo dia 14 de agosto de 2025, no SEESP (Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo), das 13h30 às 18h, durante o seminário “Trólebus: a resposta contemporânea para o futuro da mobilidade”.

O evento é gratuito e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail: secretaria@seesp.org.br

Organizado pelo próprio SEESP, o Seminário tem como convidados para palestras especialistas nacionais e internacionais, como Arnad Bätzer e Eleonora Pazos, da UITP (União Internacional de Transportes Públicos), representantes de entidades do setor de mobilidade limpa, como o diretor da ABVE (Associação Nacional do Veículo Elétrico) e da WEG Industrial (fabricante de baterias e motores elétricos), Valter Knlhs, e diretores de fabricantes ligados a cadeia de produção de veículos, como Ieda Oliveira, da Eletra Industrial, e Maurício Lourenço da Cunha, da produtora de carrocerias Caio, além de operadores de transportes que atuam com trólebus.

Na oportunidade será homenageado o Engenheiro Antônio Vicente Albuquerque de Souza e Silva, que morreu em 06 de junho de 2025 – Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2025/06/06/morre-antonio-vicente-albuquerque-de-souza-e-silva-considerado-pai-do-trolebus-genuinamente-brasileiro-e-atuante-no-transporte-menos-poluente/

Vicente foi um dos grandes incentivadores do sistema trólebus e, ao lado de pioneiros como Adriano Murgel Branco, este que foi responsável pelo plano de expansão da rede de São Paulo e modernização da indústria nacional, é, na memória, um dos nomes considerados relevantes para a viabilização e crescimento dos transportes coletivos elétricos sobre pneus Brasil.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Zika disse:

    Sabemos que o E trol é bem possível, só falta vontade mesmo.

  2. Santiago disse:

    Exelente!
    Precisamos de ações como este seminário!!! Reunindo técnicos e especialistas da área, além de se ilustrar o debate com vários bons exemplos reais mundo afora!
    É preciso cada vez mais trazer esta tecnologia à baila, ressaltando as suas qualidades e vantagens. Não deixando margem às desculpas esfarrapadas de prefeitos inaptos e de pseudo-especialistas que insistem em rotular falsamente esta tecnologia como “ultrapassada”.

    Não custa lembrar que a tecnologia Trólebus/E-trol consome bem menos eletricidade por km rodado do que os seus similares a bateria, exatamente por ela não precisar armazenar toda a energia em pesadas baterias, bem como por extrair da rede aérea apenas a eletricidade consumida no momento da rodagem.
    Razão pela qual é a melhor tecnología para ônibus de grande porte que operem em corredores e em sistemas de BRT.

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