Dados oficiais da ANTT apontam retração no faturamento e no volume de passageiros do setor
ALEXANDRE PELEGI
A FlixBus, empresa de tecnologia aplicada ao transporte rodoviário, reforça a necessidade de uma revisão profunda na regulação do transporte interestadual de passageiros no Brasil. Com base no Anuário Estatístico mais recente da ANTT, a empresa destaca que, embora o número de viagens tenha crescido 6% em 2024, o faturamento bruto do setor recuou 2%. No mesmo período, houve uma redução de 2,5 milhões de passageiros transportados, passando de 43,2 milhões em 2023 para 40,7 milhões em 2024 — um sinal claro de desaceleração.
Na avaliação da empresa, o futuro do transporte de passageiros depende da combinação entre inovação, eficiência operacional e uso inteligente de dados. “O setor precisa de uma regulação que acompanhe as mudanças no comportamento do passageiro e promova um ambiente de negócios saudável, competitivo e transparente — sem abrir mão da segurança e da qualidade dos serviços”, afirma o CEO da FlixBus, Edson Lopes.
Presente em mais de 40 países e com mais de 11 anos de experiência no transporte rodoviário de longa distância, a FlixBus atua como voz ativa e propositiva na transformação do setor. No Brasil, a empresa defende a adoção de práticas regulatórias mais modernas, inspiradas em modelos internacionais bem-sucedidos e adaptadas à realidade local.
A abertura do mercado de transporte rodoviário pode gerar impactos positivos concretos e de curto prazo, revertendo o atual cenário de retração. A diversificação dos serviços atrai novos perfis de passageiros e contribui para a elevação do padrão de qualidade. Para Lopes, “a regulação deve refletir as necessidades da população, garantir isonomia entre os operadores e ser mais eficiente, baseada em dados”, ressalta. “A convergência entre política pública, inovação tecnológica e regulação inteligente é o pilar para o futuro”, reforça o executivo.
Para a FlixBus, melhorar a experiência do passageiro, ampliar o acesso ao transporte de qualidade e assegurar a sustentabilidade econômica do sistema devem ser os pilares centrais da nova agenda regulatória do setor.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
