Da Barueri de 1875 à Varginha de 2025: estações contam a história da expansão ferroviária em SP
Publicado em: 31 de julho de 2025
Linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda revelam como a mobilidade sobre trilhos evoluiu na capital e na Grande SP, unindo estações com mais de um século a paradas recém-inauguradas
ALEXANDRE PELEGI
As estações das linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda formam um retrato vivo da evolução do transporte sobre trilhos na Região Metropolitana de São Paulo. Operadas pelas concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade, elas conectam áreas centrais e periféricas da capital, reunindo paradas que datam do século XIX a outras inauguradas em 2025.
Na Linha 8-Diamante, Barueri é uma das mais antigas, inaugurada em 10 de julho de 1875 como parte da antiga Estrada de Ferro Sorocabana. Com 30 mil passageiros em média por dia útil, a estação passou por reformas em 1926 e foi totalmente reconstruída em 1982 pela Fepasa, mantendo-se como importante ponto de embarque da região oeste. Já a estação mais recente da linha é Ambuitá, em Itapevi, aberta ao público em abril de 2025 para ampliar o atendimento local.
A Linha 9-Esmeralda também guarda marcos históricos. Jurubatuba e Pinheiros, inauguradas em 1957, fizeram parte do antigo ramal da Sorocabana que ligava São Paulo a Santos. A expansão mais recente é a estação Varginha, entregue em janeiro de 2025. Em operação assistida, o novo terminal atende a uma antiga demanda da população do extremo sul da capital.
Já nas linhas de metrô, a 4-Amarela e a 5-Lilás representam a modernização do sistema. A estação Paulista, aberta em 2010, foi uma das primeiras da Linha 4, que conta hoje com a moderna Vila Sônia – Profª Elizabeth Tenreiro, inaugurada em 2021. Na Linha 5, Capão Redondo, de 2002, marcou o início do trajeto sob gestão do Metrô de São Paulo, enquanto Campo Belo, aberta em 2019, é uma das estações mais modernas do sistema e futura conexão com a Linha 17-Ouro.
Somadas, as quatro linhas transportam cerca de 1,8 milhão de passageiros por dia útil. Cada estação reflete não apenas avanços técnicos e estruturais, mas também transformações sociais e econômicas da metrópole ao longo do tempo, ligando o passado ferroviário do século XIX ao presente da mobilidade urbana automatizada.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


