Linha 6-Laranja do Metrô contará com trens nacionais que possuem tecnologia de reaproveitamento de energia; primeira composição começa a ser testada em setembro

Operação parcial do serviço, entre Brasilândia e Perdizes, está prevista para o segundo semestre de 2026

ARTHUR FERRARI

O sistema metroviário de São Paulo (SP) iniciou uma nova etapa de implantação da Linha 6-Laranja com a entrega do primeiro trem que vai operar no trecho entre Brasilândia, na zona norte, e a estação São Joaquim, no centro da capital. A composição, fabricada em Taubaté (SP), foi apresentada nesta quinta-feira (10) no Pátio Morro Grande, local onde também serão realizados os testes iniciais.

Projetados para funcionar sem condutor e com reaproveitamento de energia, os 22 trens que comporão a frota do ramal são equipados com tecnologia de frenagem regenerativa e condução automática. A operação comercial parcial — entre Brasilândia e Perdizes — está prevista para o segundo semestre de 2026. A ligação até São Joaquim deve ser concluída em 2027.

Feitos em aço inoxidável, os trens possuem durabilidade superior a 40 anos e são mais leves que os modelos tradicionais, contribuindo para menor consumo de energia. O uso da frenagem elétrica permitirá, segundo estimativas técnicas, que cerca de 95% das paradas devolvam energia à rede, reduzindo custos e desgaste mecânico.

A condução dos trens será automatizada, e os carros terão ar-condicionado, câmeras de segurança e intercomunicadores instalados em altura acessível para usuários em cadeira de rodas — item inédito nas linhas da capital até então.

Os veículos também destacam visual próprio, com pintura externa laranja, janelas amplas e portas largas, buscando conforto e integração com a identidade do ramal, que será conectado às Linhas 1-Azul, 4-Amarela e 7-Rubi. Com 15,3 km de extensão, a Linha 6-Laranja é conhecida como “linha das universidades”, atendendo diretamente sete instituições de ensino superior.

Segundo o cronograma da Secretaria de Parcerias em Investimentos, os testes no pátio estão programados para setembro de 2025. Já as simulações em trilhos começam em janeiro do ano seguinte. O projeto é executado pela concessionária Linha Uni, sob responsabilidade da Acciona, com acompanhamento do Governo do Estado.

“Viemos receber o primeiro trem da Linha 6-Laranja e acompanhar o andamento da obra: temos mais de 10 quilômetros de linha lançada e algumas estações já com 80% de execução. A ideia é que a gente comece os primeiros testes aqui no Pátio Morro Grande no segundo semestre deste ano. As obras estão andando bem e mantêm excelente evolução”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.

Ainda de acordo com o governador, o ramal pode ser expandido para além dos 15,3 km previstos: “Estudos para extensão da linha já estão em andamento: quatro estações adicionais no sentido sudeste (até São Carlos) e duas no sentido noroeste (Morro Grande e Velha Campinas)”. Ele também reforçou que “o cronograma da obra está sendo cumprido, inclusive para a estação 14-Bis, que teve uma questão com o IPHAN resolvida a tempo”.

Com a entrega da primeira composição, outras oito seguem em fase final de produção na fábrica da Alstom, no interior paulista. A previsão é que novos trens sejam recebidos em intervalos de 20 a 30 dias até a conclusão da frota.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Santiago disse:

    Essa configuração com todos os bancos “dis costa” para as janelas, não me parece muito prática. Em horários de lotação o corredor do vagão fica menos espaçoso do que se pensaria, sem contar os folgados que adoram esticar as pernas como se o trem fosse só pra eles.

    Acho melhor uma configuração mista, con 1/3 dos assentos alocados no sentido transversal, algo mais parecido com os trens da Linha-4.

    1. William Santos disse:

      Eu detestei essa configuração!

  2. Rodrigo Zika disse:

    Essa configuração de bancos igual no Japão não acho interessante.

  3. NewtonSTS disse:

    Até que é fim decisao. e escolhas preferenciais de empresas NACIONAIS que apesar das contradições, parece estarem esquecidas…Parabéns Alstom/Taubaté e tantas outras multinacionais aqui instaladas. Geração de emprego e renda LOCAIS!!

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