Expansão da Linha 6-Laranja avança com aprovação de termo aditivo pela Artesp
Publicado em: 11 de julho de 2025
Agência recomenda formalização de termo para viabilizar Fase III e Tramo Sudeste, abrindo caminho para estudos e licenciamento ambiental de seis novas estações
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP), em sua 1155ª Reunião Ordinária do Conselho Diretor, deliberou nesta quinta-feira, 10 de julho de 2025, recomendando a formalização do Termo Aditivo Modificativo nº 03 ao Contrato de Concessão Patrocinada nº 015/2013, relacionado à expansão da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo. A decisão foi unânime entre os presentes.
Esta deliberação da ARTESP segue uma aprovação prévia do Colegiado de Membros da Comissão de Monitoramento do Contrato de Parceria (CMCP), que, em 20 de dezembro de 2024, também havia recomendado por unanimidade a formalização deste Termo Aditivo. O aditivo tem como principal objetivo viabilizar a Fase III e o Tramo Sudeste da linha, que é atualmente operada pela Concessionária Linha Universidade S.A. (Linha Uni).
Nesta quinta-feira, em solenidade de entrega do primeiro trem da Linha 6-Laranja, o Governador Tarcísio de Freitas falou sobre a expansão: “A gente tem o privilégio de ter hoje três tatuzões operando aqui no estado de São Paulo, é a maior quantidade que a gente já teve de operação simultânea. Então, os dois terminaram a escavação, tão aguardando. A expansão aqui no Noroeste é outra tecnologia, NATM [Novo Método Austríaco de Tunelamento, técnica de construção de túneis que se baseia na interação entre a escavação e o comportamento do maciço rochoso], mas para esta expansão Sudeste, a gente vai usar o tatuzão e ele tá aguardando justamente o desfecho dessa negociação pra que a gente possa iniciar a escavação túnel, que vai nos permitir chegar nas quatro novas estações até São Carlos, que é o Parque da Moóca”.
O Termo Aditivo nº 03 estabelece um procedimento formal para a elaboração e entrega de estudos técnicos e econômicos pela Concessionária, que deverão comprovar a viabilidade e a vantajosidade da implantação da Fase III e do Tramo Sudeste, incluindo custos e impactos.
O Poder Concedente será responsável pelo ressarcimento ou reequilíbrio financeiro referente a esses estudos.
Além disso, o acordo define regras para a liberação de imóveis públicos e privados, que serão necessários para as obras da expansão.
A Concessionária também está autorizada a prosseguir com a obtenção das licenças ambientais prévia e de instalação para as obras. O aditivo prevê, ainda, diretrizes para a eventual inclusão de investimentos adicionais à concessão.
Atualmente, a Linha 6-Laranja está sendo construída com um projeto de 15 estações, ligando Brasilândia a São Joaquim. A expansão proposta pela Concessionária Linha Uni prevê o acréscimo de seis novas estações na Fase III: duas na extremidade noroeste e quatro na extremidade sudeste. Essa expansão estenderia a linha para bairros como Ipiranga e Mooca, nas regiões sul e leste, e mais ao norte, na área do Morro Grande.
O projeto de expansão, estimado em R$ 10,4 bilhões, poderá ter suas obras iniciadas no final de 2025, dependendo da aprovação final do governo estadual. A construção das novas estações, poços de ventilação e saídas de emergência exigirá a desapropriação de 90 mil m² adicionais, impactando empresas, restaurantes, fábricas e residências.
Com a recomendação da ARTESP, as áreas competentes devem tomar as providências necessárias para a celebração do termo aditivo, consolidando os próximos passos para a concretização desta importante expansão metroviária em São Paulo.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

