Em Roma, Nunes conhece exemplo de eletrificação de ônibus e subsídios de 80% dos custos dos transportes

Objetivo de visitas desta sexta-feira (27) foi entender experiências para adaptar em São Paulo

ÁDAMO BAZANI e ARTHUR FERRARI

– Um processo de eletrificação de frota de ônibus com melhor compasso entre frota e infraestrutura

– Um sistema de trilhos de veículos leves de 300 km

– Subsídios que quase deixam a tarifa zero e cobrem 80% dos custos de transportes

– Integrações plenas entre ônibus, trilhos em linhas locais e metropolitanas com uma só bilhetagem eletrônica

O que é sonho para praticamente todas as cidades brasileiras foi visto de perto nesta sexta-feira, 27 de junho de 2025, pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, em mais uma agenda da visita oficial que faz nesta semana em Roma, na Itália.

Durante encontro com o secretário de Mobilidade da capital italiana, Eugenio Patanè, Nunes discutiu experiências e soluções aplicadas nos serviços de transporte coletivo nas duas metrópoles. Roma conta atualmente com cerca de 300 linhas de ônibus operando majoritariamente durante o dia.

“Foi uma reunião muito importante, na qual o secretário pôde compartilhar experiências conosco sobre VLT, transporte e informações relevantes, como, por exemplo, o fato de que, aqui e em toda a Europa, apenas 20% do custo do transporte coletivo é coberto pela tarifa; o restante é subsidiado”, afirmou Ricardo Nunes.

A operação dos serviços de mobilidade urbana em Roma é realizada pela Agenzia del Trasporto Autoferrotranviario del Comune di Roma (ATAC), empresa municipal que integra ônibus, bondes, trens e metrô. O sistema é operado por aproximadamente 10 mil funcionários e conta com mais de 2 mil veículos em circulação.

“Fico muito contente e honrado em poder receber o prefeito de São Paulo para falar sobre mobilidade e trocar experiências”, declarou Eugenio Patanè.

Após o encontro, a delegação brasileira visitou a garagem de Portonaccio, principal centro logístico da ATAC para a conversão da frota a combustão para veículos elétricos. O espaço passa por adaptações estruturais para atender ao novo padrão de operação.

Ádamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Santiago disse:

    A Europa é tão bonita, né Ricardo???
    Pra quê ficar aqui em São Paulo???

    Não se preocupe em saber o que eles têm aí.
    Aprenda aí com eles, COMO FAZER!!!
    Uma pista: Trabalhar de verdade; Planejar e fazer as coisas com a devida seriedade e competência; E não ficar só prometendo, e passando verniz…

    Não precisava ter atravessado o oceano para aprender isso…

  2. Rodrigo Zika disse:

    Precisa entender também que a população e a cidade de SP é muito maior, o planejamento precisa ser feito com parceria PPP principalmente.

  3. Altair Pinheiro Barbosa disse:

    Vamos Lá! É importante se espelhar em modais de outros locais, em Roma temos dois Grande diferenciais, Ônibus de verdade e tecnologia .precisamos fazer licitações e defender modais que trazem mais conforto e tecnologia para os usuários.

  4. eumesmo disse:

    Vai e não volta…

    Esse ser (que não posso classificar) acha tudo gira em torno de transporte e recapiamento de vias, que aliás são feitos os mesmo trechos todo *mês sem ter problema nenhum na via, como pode né?!

    Colega, se o povo não tiver poder de compra e tempo hábil para usufruir do seu poder de compra, não adianta transporte *gratuito aos finais de semana, ônibus elétrico e o raio que o parta; que a sociedade não vai para frente.

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