Motiva Trilhos testa robôs de limpeza autônomos em estações da Linha 5-Lilás de metrô
Publicado em: 16 de junho de 2025
Tecnologia reduz em até 97% o consumo de água e 90% o uso de energia na limpeza de estações
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
A Motiva Trilhos, plataforma de mobilidade urbana da Motiva – nova identidade do Grupo CCR –, iniciou os testes de robôs autônomos de limpeza, que estão sendo utilizados em estações da Linha 5-Lilás para lavar pisos e otimizar a rotina de higienização.
O objetivo é modernizar a lavação de pisos. Com o uso da tecnologia, espera-se reduzir em até 97% o consumo de água e em 90% o uso de energia, além de diminuir os riscos ergonômicos e de acidentes, como quedas, ao reduzir a necessidade de intervenção manual em tarefas repetitivas.
Os robôs, atualmente em fase de testes nas estações Campo Belo, Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin, são equipados com sensores inteligentes, sistema de GPS e conexão remota, permitindo a programação de rotinas específicas para cada ambiente das estações. Eles operam de forma autônoma: saem da base no horário programado, limpam as áreas mapeadas e retornam automaticamente para descarte da água suja e reabastecimento de insumos. Todo o desempenho pode ser monitorado em tempo real, com relatórios de eficiência e alertas de falhas.
A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, contribuindo diretamente para quatro metas globais: o ODS 6, que trata do acesso à água potável e saneamento; o ODS 8, voltado à promoção de trabalho decente e crescimento econômico; o ODS 9, que incentiva a inovação e o desenvolvimento de infraestrutura sustentável; e o ODS 12, que propõe práticas responsáveis de consumo e produção, com foco na eficiência no uso de recursos naturais.
Além do impacto positivo nas estações, o projeto tem potencial de ser ampliado para outras linhas operadas pela Motiva Trilhos em todo o Brasil. A etapa atual contempla a análise de dois modelos de operação (robô sozinho e robô com apoio de colaborador), e os dados obtidos servirão de base para um estudo de viabilidade econômico-financeira que indicará os próximos passos de implantação.
Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

