Metrô de São Paulo terá vigilantes e agentes de segurança privada em plataformas de estações nas linhas 2-Verde e 3-Vermelha
Publicado em: 20 de maio de 2025
Decisão é anunciada semanas após a morte de um passageiro na Estação Campo Limpo, da Linha 5-Lilás
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
O Metrô de São Paulo passou a inserir vigilantes e agentes de segurança privada em plataformas de estações com maior fluxo de usuários, especialmente nas linhas 2-Verde e 3-Vermelha, que possuem portas de plataformas.
A decisão foi tomada semanas após a morte de Lourivaldo Nepomuceno, de 35 anos, na estação Campo Limpo, da Linha 5-Lilás, operada pela ViaMobilidade. No dia 6 de maio de 2025, o passageiro foi prensado entre o trem e a porta de plataforma. Imagens analisadas pela reportagem do Diário do Transporte mostram que o trem começou a se mover mesmo após o homem estar preso no vão.
O Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou inquérito civil para apurar a segurança na linha 5-Lilás. Governo estadual, Artesp e a concessionária ViaMobilidade devem responder em até dez dias sobre falhas operacionais, funcionamento das portas e medidas para evitar novos incidentes. Em 2023, outro passageiro também ficou preso no mesmo local, mas sem ferimentos graves.
De acordo com o Metrô, os colaboradores terceirizados terão a atuação concentrada nos horários de pico.
“Para facilitar o embarque e desembarque, o Metrô remanejou colaboradores terceirizados para auxiliar os funcionários da Companhia na orientação dos passageiros nas plataformas em estações de maior fluxo. Eles vão atuar em estações de alto fluxo nas linhas 2-Verde e 3-Vermelha, concentrados nos horários de pico. Esses quadros já atuavam nas dependências do Metrô de São Paulo, provenientes de dois contratos feitos por meio de licitação e vigentes desde 2021 e 2024.”
Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte


No caso da linha 5 é vergonhoso por ser mais moderna e deveria ter o sensor, já a linha 3 precisa instalar.