Aprovado na Câmara projeto que proíbe asfaltamento sobre paralelepípedos na cidade de São Paulo
Publicado em: 25 de abril de 2025
PL visa proteger ruas históricas e o meio ambiente ao garantir permeabilidade do solo e reduzir ruído urbano. Ruas já asfaltadas terão 5 anos para serem restauradas
ALEXANDRE PELEGI
Cobrir com asfalto os históricos paralelepípedos da capital paulista pode não ser possível caso um Projeto de Lei na Câmara, já aprovado em primeira votação, se torne realidade. Nesta quinta-feira, 24 de abril de 2025, o PL 486/2024, que proíbe o uso de asfalto para reparos ou mesmo para cobertura integral de vias de paralelepípedos na capital, recebeu a aprovação dos vereadores num primeiro escrutínio.
A propositura veda o asfaltamento parcial ou total dessas ruas para proteger a permeabilidade do solo no município. De acordo com os autores, muitas dessas vias, comuns nas décadas de 1970/80, foram recebendo malha asfáltica ao longo dos anos, restando poucas com a cobertura original atualmente.
O projeto estabelece que as intervenções para reparos nas vias originalmente cobertas com paralelepípedo, bloquetes ou similares deverão manter a malha original. A substituição por material similar só será permitida caso o material original não possa ser reaproveitado. Além disso, as vias que sofreram reparos em desacordo com a futura lei deverão ser gradualmente restabelecidas com sua malha original em um prazo máximo de cinco anos.
A justificativa para a proposta aponta diversas vantagens das ruas de paralelepípedo e bloquetes. Por serem pedras naturais, extremamente resistentes e fixadas paralelamente, elas não impermeabilizam o solo, permitindo a penetração das águas de chuva e ajudando a prevenir enchentes. O asfalto, ao contrário, é impermeabilizante, contém betume derivado do petróleo (altamente poluente), causa maior aquecimento do ambiente e impede a penetração da água da chuva.
Outro benefício destacado é a redução do ruído. As ruas de paralelepípedo atuam como um repelente natural do barulho de veículos com motores “envenenados”, pois impedem o desenvolvimento de grandes velocidades, sendo por isso evitadas por esses veículos. As vias de paralelepípedo também conferem um “charme especial” às ruas e praças, remetendo a um passado histórico.
ÊNFASE EM ASFALTO
A Prefeitura de São Paulo tem atuado para substituir pavimentos de paralelepípedos por asfalto, e em 2024 contratou 13 empresas por R$ 105,4 milhões para realizar esse tipo de serviço em 700 mil metros quadrados em bairros distribuídos por toda a cidade.
A ênfase em asfalto tem prevalecido sobre o transporte público há várias gestões municipais. Apenas durante o ano de 2023, o prefeito Ricardo Nunes alcançou gastos de quase R$ 4 bilhões, valor mais de dez vezes mais do que o investido. Não à toa as pesquisas realizadas em épocas de eleições apontam que asfaltar ruas é um forte estimulador do voto.
Nesta semana, a prefeitura da capital divulgou dados que, segundo a gestão, mostram o maior programa de recapeamento da história da capital. “Desde junho de 2022, início do programa, foram concluídos 1467 trechos, totalizando mais de 18,7 milhões de metros quadrados. Outros 101 estão em execução na data de hoje”, informa a prefeitura.
A justificativa principal da administração municipal para esse tipo de serviço está focada no desconforto aos motoristas causada pela irregularidade das pedras, podendo ocasionar acidentes em locais onde tais peças estão desgastadas. Outro motivo é a acessibilidade, uma vez que vias irregulares dificultam a locomoção de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Afundamentos e desníveis devido à falta de compactação se resolvem com o recapeamento asfáltico, garantem os técnicos municipais. Em resumo, cobrir os antigos e tradicionais paralelepípedos não só aumenta a segurança viária, como promove melhoria da mobilidade urbana.
Mas os vereadores autores do PL, Renata Falzoni, Eliseu Gabriel e Amanda Paschoal, têm outra visão, e vocalizam a posição contrária a esse tipo de serviço de muitos moradores da capital, a começar com a perda do que consideram patrimônio histórico e cultural. Os paralelepípedos, que no início do 20 passaram a cobrir as ruas da cidade, tornaram-se parte da história da expansão de São Paulo.
Pelo lado da segurança viária, o argumento usado em seu favor pela prefeitura, tem posição diversa dos moradores: as pedras do calçamento impedem que os carros circulem com celeridade. A redução da velocidade nas vias é um fator reconhecido mundialmente como essencial para a diminuição da acidentalidade.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


Boa !! Agora tem ruas com paralelepípedos na cidade que precisa de reparos !!! Sera que ninguém percebeu ou percebe isso ???
O único e maior problema de vias com esse “revestimento” é a falta de manutenção. O paralelepípedo tende a tornar o piso irregular, a formação de ondulações provocam danos aos veículos, suspensão e estrutura geral começam a “bater” dando a sensação de que tudo está solto.
Ficar preocupados com o lado histórico, remeter à memórias, pessoalmente não vejo nenhum benefício.
Quanto à impermeabilização do solo, certamente há outras maneiras mais viáveis.
Apoio a proposta. E me surpreende saber dos milhões gastos com a eliminação dos paralelepípedos numa cidade onde as calçadas sob responsabilidade da prefeitura estão em péssimo estado e “sem verba” para reforma total ou ao menos reparos básicos.
Paralelepípedo é uma coisa horrível de se andar, pega num dia de chuva com moto, você reza pra não cair, pois derrapa tudo, treme tudo, bate tudo, e o solo já está tão compactado que não existe mais permeabilidade
Proibiram a rua Tuim de ser asfaltada, e é simplesmente a pior rua de Moema pra se passar
E quanto às mulheres que usam salto-alto em seus sapatos?
FALTA DO QUE FAZER ! Que mané “passado Histórico” !
Algumas ruas da Zona Norte da Capital, no Jaçanã e Vila Medeiros e Tucuruvi e região… receberam ASFALTO sobre os paralelepipedos! E agora !??? E houve parceria com a SABESP recém privatizada ! Que arrumou os tubos e bueiros esgotos estragados ! Palhaçada! Mais Linhas de Ônibus qye é bom, principalmente DUSTRIBUIÇAO LOCAL “D XX” … NADA ! NADA !: NADA !
Os mesmos que criticaram a falta de um estudo técnico para o plano de incremento da quantidade de onibus elétricos a bateria vem agora dar pitaco em pavimentação de vias públicas sem embasamento técnico.
1 – O solo sob a pavimentação de paralelepípedos está tão compactado que não tem mais permeabilidade para absorver água ou qualquer outro fluído, aí inclusos os componentes asfalticos. Não fará qualquer diferença em relação a absorção de águas de enchentes.
2 – A manutenção de pisos de paralelepípedos bem como de blocretes de concreto é realizada com elevado emprego de mão de obra manual e por isso mesmo cara e demorada.
3 – A aderência dos pneus dos veículos ao piso de paralelepípedo é péssima, resultando em espaços de frenagem aumentados e tráfego por vezes impossível em ladeiras íngremes. O mesmo vale para os pedestres, principalmente os deficientes físicos por ocasião da travessia das vias. Acrescente-se a péssima aderência de pinturas de sinalização viária.
Se a questão é preservar a memória histórica, teremos que voltar a circular com veículos movidos a tração animal (carroças) e sem cinto de segurança.
Tanta problemas aí vem esses deputados com esse projeto .sou contra pois trabalho de APP e quando passo nas ruas com esse piso parece que o carro vai desmontar .projeto de quem não tem o que fazer .
Essa é a mentalidade de uma parte de brasileiros que não aceitam o progresso do país….paralelepípedo é um lixo, coisa do passado.
Cada lei idiota que esses políticos aprovam que acho que deve estar faltando serviço de verdade para eles.
Um absurdo, paralelepido derrapa aumenta o n. de acidente
Esses políticos nunca tiveram que dirigir pra ganhar a vida, esses pavimentos de paralelepípedo destroem o carro, são perigosos principalmente para idosos,tem baixa aderência e a única referência histórica é que provavelmente foram produzidos a partir de mão de obra escrava, preservar isso é manter esse legado de crueldade, é possível manter a permeabilidade do solo utilizando blocos de concreto e dando a devida manutenção.
Ótimo PL.
A tristeza fica por conta dos comentários contra; demonstram desconhecimento e falta de preparo dos leitores que deveriam estudar um pouco antes de falar tanta bobagem.
Parabéns aos autores.
Quais foram as bobagens faladas, George? É fácil acusar sem se referir aos argumentos usados por nossos colegas.
Precisamos de menos estados se for para tomar decisões idiotas como essa. O estado tem que ouvir a maioria do povo, se o estado é incompetente em ouvir a vontade do povo, então não precisamos desse estado.
O paralelepípedo é horrível, pois em dias de chuva é perigoso para carro, moto, ônibus, caminhão, pedestres e ciclistas. Em uma rua da zona Sul de São Paulo que é uma subida e de paralelepípedo estava chovendo muito, um caminhão que estava descendo derrapou no paralelepípedo e saindo batendo em monte de carro.
O que deveriam fazer era o serviço com qualidade e sem desviar os recursos.
Outra coisa que deveriam ter feito era o serviço de drenagem. São Paulo e Rio e o Brasil inteiro tá praticamente travando por falta de drenagem.
No Brasil, tem uma máxima de que não se investe em drenagem e esgotamento Sanitário porque não trás votos. Já passou da hora. São Paulo praticamente fica travada no período de chuvas e provoca milhões e milhões para as pessoas e para evonomia da cidade e do país como um todo. Isto é um absurdo e povo tem que tomar uma atitude drástica contra os políticos de uma forma geral e dar um basta.
Todo e qualquer tipo de pavimento precisa de manutenção. O asfalto, além de caro, trás vários problemas tipo enchentes.
O ideal era que primeiro tivesse investido em drenagem. São Paulo e Brasil tá ficando inviável, devido aos sérios problemas crônicos de drenagem.
Todos os anos é um terror de norte a sul do país principalmente SP/RJ, com várias mortes em decorrência de alagamentos.
No Brasil, criou-se a cultura de que não se faz obras de drenagem e esgotamento, porque são obras que o povo não ver e os políticos só
querem fazer obras eleitoreiras e o povo tbm contribui. Mas, as consequências chegam e estão fora de controle.
As cidades vão crescendo e junto os problemas vão se avolumando, e chega uma hiea que a coisa trava. É o que tá acontecendo nos grandes centros urbanos.
Queria ver se a rua onde moram esses axvereadores são de paralelepípedo. Essa história de permeabilidade do solo com paralelepípedo é um grande mito, sem nenhuma base científica. Uma minúscula faixa de terra compactada entre as pedras não é capaz de absorver a chuva. O paralelepípedo é perigoso e contra a acessibilidade: como é que um cadeirante irá atravessar a rua?! Pela parte histórica então deveríamos a voltar a andar em estrada de terra.
Que proposta mais sem sentido! Diminuir o nível de ruído?! A passagem de um carro sobre os paralelepípedos é muito mais barulhenta que sobre o asfalto, especialmente em sua composição mais recente, com borracha. E como ficam as ladeiras que ainda estão revestidas dom essas pedras que, com uso, ficam cada vez mais polidas e lisas?
É muita estupidez!!
Nos temos tantas necessidades e políticos preocupados com retrocessos. Um absurdo no tocante a custos envolvidos na manutenção e restauração do leito carroçável e segurança de motociclistas e ciclistas.
Tanta coisa boa pra fazer e eles preferem o retrocesso 🤦🏽♂️
Tenta desse uma subida básica de pararalepipedo no dia de chuva, não precisa ser nem ladeira àqueles subidão, vira sabão ainda mais que nós sabemos que não vai ter manutenção ninguém vai cortar aqueles matos que vão crescer nós, vãozinhos . Espero de coração que isso não vá para frente e se ainda sim quiserem fazer que seja uma rua ou outra sem subida.