Estação Tiradentes da linha 1-Azul do Metrô poderá ser renomeada para “Estação Tiradentes – Frei Galvão”

Reprodução/Google Street View

Projeto de lei apresentado na ALESP propõe homenagem ao primeiro santo brasileiro, renomeando estação localizada ao lado do Mosteiro da Luz

ARTHUR FERRARI

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) recebeu, nesta semana, o Projeto de Lei nº 302/2025, de autoria do deputado Ricardo França, que propõe a alteração do nome da Estação Tiradentes, da Linha 1-Azul do Metrô, para “Estação Tiradentes – Frei Galvão”. O parlamentar argumenta que a mudança visa homenagear o primeiro santo brasileiro, canonizado pela Igreja Católica, reforçando a relevância histórica e espiritual do local onde a estação está situada.

Segundo a justificativa do projeto, a homenagem a Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, conhecido como Frei Galvão, é justa e simbólica. Nascido em 1739, em Guaratinguetá (SP), o religioso franciscano é venerado por milhares de fiéis em todo o Brasil. Beatificado em 1998 pelo Papa João Paulo II, Frei Galvão foi canonizado pelo Papa Bento XVI em 11 de maio de 2007, durante sua visita ao Brasil, na cidade de São Paulo. Esse evento histórico atraiu a atenção de milhões de brasileiros e consolidou a figura do religioso como símbolo da fé católica no país.

A escolha da Estação Tiradentes para receber o nome do santo não é aleatória. Localizada ao lado do Mosteiro da Luz, onde estão os restos mortais de Frei Galvão, a estação se tornou ponto de passagem para inúmeros fiéis que visitam o local em peregrinação. O mosteiro é reconhecido como um centro de espiritualidade, e o túmulo do santo recebe constante visitação de devotos que buscam bênçãos e prestam homenagens. A proximidade física entre a estação e o mosteiro reforça o vínculo cultural e religioso proposto pela nova denominação.

O parlamentar também destacou que o projeto está em conformidade com a Constituição Estadual e com o Regimento Interno da Alesp, não apresentando vícios formais ou materiais. Para Ricardo França, a mudança não é apenas simbólica, mas representa uma valorização da história religiosa paulista e do sentimento popular que envolve a figura do Frei Galvão. Segundo ele, é papel do poder público reconhecer e preservar os elementos da cultura espiritual da sociedade.

A proposta ainda passará pelas comissões temáticas da Assembleia Legislativa antes de seguir para votação em plenário. Caso seja aprovada e sancionada, a nova denominação entrará em vigor na data de sua publicação oficial. Com isso, a Estação Tiradentes se unirá ao seleto grupo de locais públicos que prestam homenagem a personalidades religiosas de grande relevância nacional, fortalecendo o elo entre a fé e o cotidiano da população paulistana.

A renomeação também é vista como uma forma de promover o turismo religioso na capital. O Mosteiro da Luz já é um dos destinos mais visitados por fiéis, e a nova identidade da estação pode reforçar o papel do bairro como centro de espiritualidade. A iniciativa pode inspirar outras ações de valorização de espaços urbanos que carregam significados históricos e afetivos profundos para a população, unindo mobilidade urbana à memória cultural e religiosa do estado.

Confira o PL

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Márcio Renilso Ferreira disse:

    Olá!
    Hoje fiquei sabendo por um amigo motorista,que o grupo Comporte comprou a Universo transportes.
    Que até então estava sendo adquirida pelo Grupo Belarmino.
    Espero ter contribuído
    Ass:Márcio

  2. Antonio Sérgio Ferreira disse:

    Não sei porque querer acrescentar um nome na estação Tiradentes, isso é falta do que fazer. Existem tantas ruas sem nome em São Paulo, aproveitem e coloquem o nome do frei Galvão nestas ruas. Alguns políticos gostam de aparecer.

  3. Rodrigo Zika disse:

    Lembrando que gasta dinheiro público pra alterar o nome, uma piada.

    1. laurindojunqueira disse:

      Está certo, Zica! Quando se muda o nome de uma estação, há que se mudar a comunicação visual (mapas etc.) em todos os trens e em todas as estações do metrô. E isso custa muito! A bagunça começou com o governador Montoro, que obrigou o metrô a mudar o nome da estação Ponte Pequena para Armênia, sendo que não vive um só armênio no antigo bairro da colônia italiana. Virou uma zona, com todo o respeito q Montoro pudesse merecer.

  4. Marcos Gentil disse:

    Pagamos bem ou pagamos mau para um deputado estadual buscar o melhor interesse a população do estado?
    Será esse o melhor interesse para o estado de São Paulo?
    Não haveria algo um pouquinho mais importante é relevante para o estado a ser apresentado pelo deputado aos seus pares?
    Esse projeto é falta do que fazer, não saber o que fazer mas ter que fazer alguma coisa ou simplesmente fazer politicagem.
    O que mudará no estado ou na cidade de São Paulo alterando o nome da estação Tiradentes para Tiradentes- Frei Galvão?

  5. Júnior disse:

    Os nomes das estações de metrô, que deveriam ser referências dos locais em que se encontram, está se tornando uma bagunça. Já não chega os naming rights, uma forma estúpida de ganhar receita, que poderia ser feita com um contrato de marketing das marcas nas estações, mas não alterando seus nomes. Enfim, a Alesp não faz outra coisa a não ser homenagear pessoas colocando nomes em viadutos ou coisa parecida. Nada que realmente faça diferença pra população.

    1. laurindojunqueira disse:

      Vcs estão certos! Temos mais de mil igrejas evangélicas no Brasil. Pelo menos uma dúzia delas estão situadas nas imediações do metrô. Se cada uma delas reivindicar o nome da estação mais próxima, estaremos mais perdidos do que pastores e padres no caminho das Trevas. Virou zona total! Quando escolhemos os nomes das estações, consultamos com pesquisas de campo as opiniões dos moradores. Hoje, Vale tudo!

  6. MariaSouza disse:

    Esses caras se elegem para não fazerem nada relevante para a população. Tiradentes foi um mártir do nosso país!

  7. Eduardo Gomes disse:

    Saudades dos tempos em que uma única sílaba era entendível: Estação Sé.

  8. APARECIDO SILVA disse:

    Se entidade católicas merecem, acho que deveriam renomear a Estação Santana para Paí de Oxoce.

  9. Édson Bueno disse:

    A Estação São Judas do Metrô também tem PL na ALESP para renomear como Estação São Judas / Santuário São Judas Tadeu.

    1. laurindojunqueira disse:

      Já fizeram a mesma impropriedade urbana com a estação Sumaré do metrô. É uma questão de tempo outras religiões avançarem sobre a toponímia da cidade.

  10. Marques disse:

    É triste ver que certas estações de metrô estão alterando os nomes. Deixa pra colocar esses nomes numa estação de metrô nova. Porquê descaracterizar o nome original. Só fazem coisas que não prestam

  11. ARMENIO RODRIGUES NOGUEIRA disse:

    Viva o Primeiro Santo Brasileiro, Santo Antônio de Santana Galvão.

  12. SONIA MARIA FARIAS disse:

    Ótima homenagem.

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